Fábricas robotizadas, procedimentos cirúrgicos não invasivos por realidade aumentada, criação de um “CEO digital” com a reprodução do cérebro humano na computação neuromórfica: a concretização desse cenário futurista, antes reservado aos enredos dos filmes de Spielberg, deve-se, em grande parte, ao desenvolvimento da computação em nuvem pública e privada, modelo computacional que permite ao usuário acessar uma imensa quantidade de dados e recursos de qualquer lugar.

“Cloud computing” representa a descentralização da computação, com o compartilhamento escalável de ativos de rede, servidores, aplicações, serviços e, é claro, os próprios dados gerados no ambiente virtual, com recursos de segurança sem precedentes e disponibilidade 24 horas/dia.

Diante dessa possibilidade de acessar dados de qualquer lugar e, mais do que isso, tratar uma quantidade de informação jamais processada na história, criaram-se as bases para o desenvolvimento de soluções disruptivas em análise de dados, como Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Não é coincidência que, a partir da disseminação da nuvem pública e privada (e das tecnologias de telefonia móvel), muitas soluções digitais tenham sido alavancadas.

Mas quais as diferenças entre nuvem pública e privada? Como utilizá-las de forma estratégica nas empresas? Veja agora!

O mundo afogado em dados digitais?

Segundo a última edição do estudo Cisco Global Index, em 2021, o tráfego mundial em nuvem deve alcançar 95% do total de bytes trafegados em data centers. Na mesma perspectiva, outro levantamento, desta vez do IDC (Data Age 2025), revelou que o uso intenso de tecnologias como 3D e robótica deve elevar o tráfego mundial de dados dos atuais 16,1 ZB (Zettabytes) para a incrível marca de 163 ZB (mais de 10 vezes mais).

Não há como gerenciar essa pressão computacional de forma local — até porque, com a digitalização das obrigações tributárias (proporcionada pelo SPED Contábil), a virtualização dos departamentos jurídicos (impulsionada pelo PJe) e os novos recursos do chamado “RH 4.0”, não apenas os serviços ao cliente final passaram a ser digitais, mas todos os processos de negócios de uma organização.

Até este momento, estamos tratando apenas de armazenamento de dados na nuvem pública e privada, mas a virtualização pode alcançar toda a infraestrutura de TI da empresa, incluindo sistemas operacionais, bancos de dados, aplicações, ativos de rede e até hardwares.

Mas qual modelo de gerenciamento escolher? Nuvem pública ou privada? Vamos entender abaixo as diferenças e similaridades.

Afinal, o que é nuvem pública? No que ela difere da nuvem privada?

Existem ao menos 3 modelos de nuvem disponíveis:

Nuvem pública

Na nuvem pública, toda a infraestrutura de servidores e equipamentos pertence a uma organização, que os compartilha a uma infinidade de usuários. A garantia de inviolabilidade dos bancos de dados individuais é assegurada por instrumentos de restrição de acesso ou interfaces de autenticação.

Embora a provedora de serviços em nuvem pública realize o gerenciamento de algumas atividades básicas do sistema, como troca de peças e atualização de firmware, de forma geral, cada usuário é responsável por eventuais aplicações de patches e configurações mais complexas que se façam necessárias (principalmente nos modelos de virtualização de infraestrutura).

A abordagem pública tem, entre suas vantagens principais, o custo baixo e a simplicidade de gerenciamento; como desvantagens, há o menor grau de segurança para alocação de arquivos críticos, além do maior tempo de resposta para as requisições, que pode ser mais alto em virtude do compartilhamento de infraestrutura com milhares de usuários.

Nuvem privada

Já na nuvem privada, toda a infraestrutura virtual é alugada ou adquirida pelo cliente junto ao fornecedor especializado, de forma que toda a sua operação seja feita exclusivamente.

Como não há divisão de recursos entre usuários, a disponibilidade dos dados e aplicações é mais elevada, assim como a flexibilidade (há, inclusive, possibilidade de customizações). Uma plataforma de cloud computing privada tem, também, estrutura de suporte mais robusta, bem como ferramentas de segurança da informação mais complexas.

Por outro lado, os custos do uso dessa arquitetura são evidentemente mais elevados, o que pode inviabilizar a adoção desse modelo para todos os dados e recursos da empresa. No dimensionamento das necessidades, pode-se concluir que um modelo híbrido (nuvem pública e privada simultaneamente) seria mais adequado.

Nuvem híbrida

A nuvem pública é mais barata, mas com menos recursos; já a nuvem privada é mais onerosa, todavia, mais recomendada para proteger documentos corporativos sensíveis.

Diante dessa dualidade, muitas organizações passaram a utilizar a nuvem híbrida, um modelo interligado de nuvem pública e privada por meio do qual os documentos gerais das empresas são armazenados no formato público, deixando os mais críticos para a “cloud” privada. Com isso, consegue-se maior elasticidade, flexibilidade e redução de custos sem prejuízos à segurança da organização.

Quais os principais benefícios da computação em nuvem?

Na prática, a computação em nuvem pública e privada permite que todo o ciclo de vida de um documento tenha existência apenas em âmbito virtual, o que gera uma série de vantagens às empresas:

Criação de novos modelos de colaboração

A primeira virtude é que o uso da nuvem possibilita, por exemplo, o trabalho com BYOD (uso dos próprios smartphones dos empregados para acesso aos sistemas corporativos, reduzindo custos com hardware); do mesmo modo, equipes multidisciplinares podem atuar conjuntamente de forma remota, diminuindo gastos com espaço físico. Tudo isso aumenta a competitividade da empresa, além de torná-la mais ágil.

Base para ampliação da produtividade com redução de erros

Uma plataforma em cloud computing serve de base para a integração com sistemas de inteligência de negócios, inclusive para importação e preenchimento automático de dados (excelente na área contábil e de RH), diminuindo os erros e aumentando a produtividade (eliminação de retrabalho).

Flexibilidade e segurança

Há, ainda, que se falar na flexibilidade (já que a escalabilidade da nuvem não tem limites) e na segurança da centralização dos dados em interfaces repletas de camadas de segurança (não há risco de extravios, por exemplo, como na tramitação de documentos físicos).

Criptografia avançada, backups automáticos e hierarquia configurável de permissões são apenas alguns dos instrumentos de segurança tradicionalmente abrigados pela nuvem.

Sustentabilidade + eficiência administrativa

Por fim, quem tira a empresa do universo analógico — em nome da velocidade dos dados digitais — elimina totalmente a necessidade de ter documentos físicos circulando na organização.

Isso representa o fim das caixas-arquivo, do tempo perdido armazenando e procurando papéis, além da lentidão dos processos assinados manualmente. Vide o exemplo da Caixa Seguradora, que, com o uso da assinatura eletrônica, derrubou o tempo de fechamento de contratos de 8 para 1 dia útil.

Como definir o tipo de nuvem ideal para a empresa?

Ambos os modelos de arquitetura (nuvem pública e privada) são importantes e podem ser utilizados concomitantemente. Embora não seja uma regra, de forma geral, a nuvem pública é ideal para períodos em que se necessita de escalabilidade momentânea para dar conta de picos de acesso, bem como para o trabalho em projetos colaborativos, testes contínuos (por exemplo, na área de desenvolvimento de software) ou na alocação de arquivos corporativos não sigilosos.

Já a nuvem privada pode ser reservada ao “coração” da empresa, como balanços contábeis, planos de expansão ou manutenção de aplicações cruciais, que precisam de disponibilidade permanente.

Não há, portanto, resposta certa. O que define qual nuvem utilizar (ou como balancear o uso das abordagens) é o modelo de cada negócio — por exemplo, considerando o nível de necessidade de personalização dos recursos e o grau de segurança dos dados alocados.

O importante é não permanecer amarrado à computação local e aos processos analógicos enquanto sua concorrência ganha velocidade com assinatura eletrônica, gestão de dados digitais e aplicações virtualizadas.

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