Bem-vindo a DocuSign

Blog DocuSign

Como o departamento jurídico pode ajudar na transformação digital?

Todos os segmentos da sociedade moderna estão fortemente influenciados pelo desenvolvimento contínuo de novas ferramentas tecnológicas.

Esse cenário tem modificado não apenas a forma como as pessoas interagem e se comunicam cotidianamente, mas também os modos por meios dos quais as transações comerciais são efetuadas. E isso não é diferente no universo do direito, em que a transformação digital no departamento jurídico já é uma realidade.

Por isso, preparamos este post para apresentar a você as principais tendências e dispositivos tecnológicos que têm surgido com a função de dar suporte ao departamento jurídico. Também vamos mostrar como essas otimizações vêm impactado positivamente o negócio e de que maneiras os gestores podem vencer os desafios que poderiam estagnar a evolução do setor. Vamos lá?

O que é transformação digital?

A transformação digital é entendida como a reestruturação de diversos processos e práticas por meio da implementação de recursos tecnológicos e da criação de uma cultura digital. No contexto mercadológico, o objetivo dessa implementação é trazer ao negócio otimizações que reduzam custos, aumentem a eficiência produtiva, melhorem a lucratividade e deem base para a inovação corporativa.

Dentro desse cenário, o departamento jurídico assume um papel de importância, uma vez que suas atividades são essenciais para o funcionamento de qualquer empresa. Por muitos anos, esse setor foi conhecido pela alta carga burocrática, grande volume de documentos, processos morosos e elevada complexidade. No entanto, a transformação digital tem trazido ferramentas incríveis que auxiliam as tarefas desenvolvidas por profissionais dessa área.

Quais as responsabilidades do departamento jurídico em uma empresa?

Muitos se lembram da existência do departamento jurídico apenas quando surgem problemas com leis e normas reguladoras. Na verdade, essa é apenas uma das suas diversas funções, uma vez que tal área tem uma série de outras responsabilidades que permeiam todos os setores da organização. Entenda algumas de suas principais atividades.

Lançamento de produtos e serviços

Quando uma empresa decide lançar um novo produto ou serviço no mercado, existem diversas normas que precisam ser seguidas à risca para garantir que o empreendimento seja um sucesso e que não haja embargos com a Justiça. Trata-se de considerar a legislação vigente como forma de precaução quanto a possíveis sanções previstas judicialmente.

Junto aos cuidados com as questões legais associadas às normas de vendas, deve haver todo um planejamento fiscal ligado à produção e à comercialização do item desenvolvido. Além disso, é necessário garantir os direitos de imagem e um possível registro de patente. Somente esse último processo já demanda uma enorme complexidade jurídica, podendo levar até nove anos para ser concluído.

Dependendo do que será comercializado, talvez sejam necessárias autorizações de diversos órgãos para que o produto seja liberado ao público, o que pode incluir a execução de testes, a realização de adaptações para se adequar a normas de segurança etc. Tudo isso deve ser verificado pelo departamento jurídico da empresa antes de o processo de comercialização ser iniciado.

Questões trabalhistas

Lidar com a admissão e a demissão de funcionários, pagamentos, concessão de direitos trabalhistas e muitos outros aspectos do gênero é rotina nas empresas. Apesar disso, o surgimento de um pequeno problema nessa relação pode trazer muita dor de cabeça para o negócio. Cabe ao departamento jurídico prestar uma assessoria importante nessa área, de maneira a:

  • garantir que as leis trabalhistas sejam aplicadas;
  • dar suporte em negociações coletivas com funcionários e sindicatos;
  • elaborar defesas diante de processos civis ou ações coletivas;
  • acompanhar procedimentos investigatórios envolvendo funcionários;
  • acompanhar fiscalizações do trabalho;
  • orientar a elaboração de contratos laborais;
  • dar suporte a questões ligadas à segurança e à saúde dos colaboradores.

Essas são apenas algumas das tarefas que o departamento jurídico efetua para auxiliar as empresas a lidar com processos trabalhistas, tanto para prevenir problemas quanto para ajudar a resolvê-los ou atenuar o seu impacto no negócio. A depender do ramo de atuação da companhia, uma série de outras tarefas faz parte do cotidiano desse setor.

Gestão de documentos e contratos

Para funcionar de modo adequado, a empresa precisa gerir todos os documentos relativos às suas operações. São inúmeros os tipos de informações com que um negócio precisa lidar rotineiramente em seus procedimentos administrativos e transações comerciais, tais como contratos de prestação de serviços e de vendas, notas fiscais, impostos e outras contas a pagar.

Ao contrário do que parece, arquivar documentos não é uma tarefa simples, cujo desenvolvimento pode ser feito sem planejamento ou padronização. Isso, porque grande parte desses registros carrega uma importância legal muito grande, de modo que a sua perda tende a causar grandes prejuízos ao negócio, inclusive, deixando a empresa sujeita ao envolvimento em processos judiciais e a sanções financeiras, como multas.

Por essa razão, o departamento jurídico deve auxiliar os gestores da companhia nos processos de gestão de documentos, definindo os seus níveis de relevância e graus de sigilo, assim como determinando o seu tempo de armazenamento. São os conhecimentos dos profissionais dessa área que possibilitam à empresa estar de acordo com a legislação no que se refere ao arquivamento documental.

Vamos tomar como exemplo os contratos com clientes e fornecedores. Esses documentos compreendem uma gama de informações vitais para o funcionamento da companhia e para a saúde das relações de negócio. Tais instrumentos delimitam os direitos e os deveres das partes, estabelecendo prazos, níveis de serviço, valores, atribuições de responsabilidades, condições para a prestação de serviços etc.

Tudo isso precisa estar em conformidade com as leis em vigência, pois, do contrário, a validade dos acordos firmados entre as partes pode ser anulada. É bom lembrar que a anulação de contratos é extremamente prejudicial para a empresa, já que, em geral, esse tipo de documento contém cláusulas que especificam sanções, entre as quais está o pagamento de multas.

Proteção de informações

Gerenciar o acesso às informações empresariais já era um desafio quando todos os registros eram impressos e armazenados apenas localmente. O processo de digitalização de documentos aumentou o volume de dados que trafega no ambiente corporativo e impôs um novo desafio aos gestores. Por isso, um dos pilares do gerenciamento de dados passou a ser o acesso à informação.

Com a transformação digital, o setor jurídico tem um papel fundamental nesse tipo de gerenciamento, atuando de maneira estratégica para criar e fomentar práticas que visam à proteção de dados. Essa área pode auxiliar a empresa a definir as suas normas internas e estabelecer as políticas de segurança relativas ao manuseio e ao acesso às suas informações.

Esse trabalho pode ser feito em parceria com o setor de recursos humanos, o qual tem condições de ajudar a harmonizar o nível de acesso aos dados com o cargo e a função dos funcionários. Juntos, os dois departamentos são capazes de definir com maior precisão questões relacionadas ao sigilo de informações e ao grau de autonomia dos colaboradores quanto ao manuseio de documentos.

Licenças

Os softwares tornaram-se um ativo indispensável para as companhias. Aliás, em quase todo departamento, os funcionários usam um ou mais sistemas para gerenciar e produzir informações. Por serem um bem não tangível, muitos negligenciam a importância de gerenciar de forma adequada essas ferramentas, especialmente no que se refere às normas legais.

Nesse ponto, o setor jurídico tem um papel fundamental, já que, em geral, os seus profissionais são devidamente capacitados para orientar a gestão de licenças das instalações de software, sejam elas cópias vitalícias, sejam assinaturas do tipo SaaS (Software as a Service).

Tarefas da rotina do setor jurídico

Existem inúmeros outros processos que o departamento jurídico ajuda a gerenciar. Na sequência, listamos os principais:

  • sugerir ou iniciar ações na Justiça para defender ou reivindicar direitos da empresa;
  • gerenciar ações de recuperação de crédito;
  • defender a empresa em ações judiciais e processos administrativos;
  • representar a companhia perante tribunais e outros órgãos públicos;
  • acompanhar o andamento de ações judiciais e processos administrativos;
  • elaborar e analisar contratos, propondo alterações que visem ao bem da empresa;
  • realizar auditorias internas.

Em suma, o departamento jurídico vai sempre zelar pelo compliance da empresa em suas relações com clientes, fornecedores, parceiros, colaboradores e poder público. Para isso, o setor garantirá que todas as ações estejam em conformidade com as normais legais. E por que essa atuação é tão importante na empresa? É o que veremos a seguir.

Por que o setor jurídico é tão importante?

Não há dúvidas de que o setor jurídico gerencia atividades que estão presentes em todos os processos da empresa e, por isso, influencia profundamente a totalidade de atividades relativas ao negócio. Não é possível que uma companhia opere de forma legal, eficiente, organizada e plenamente lucrativa sem o suporte de profissionais especializados no campo jurídico.

Sendo assim, esse departamento não pode estar dissociado do core business. Ele deve trabalhar lado a lado com os gestores de modo estratégico, e não somente de maneira reativa aos problemas jurídicos que surgem. Com isso, os profissionais do jurídico tornam-se parceiros da empresa, dando o suporte necessário para a tomada de decisões. Para dar base às suas ações, o setor busca avaliar os riscos e minimizar prejuízos.

Deixar de cumprir as leis e os acordos estabelecidos pode sair caro para as empresas. Para se ter uma ideia das possíveis consequências, um levantamento apresentado pela revista Consumidor Moderno revelou que, só em 2016, as companhias brasileiras gastaram cerca de R$ 157 bilhões com ações judiciais que ainda estavam em andamento.

Essas despesas eram fruto de ações coletivas e individuais relativas a indenizações, fiscalização de órgãos públicos, requerimentos para o reconhecimento de novos direitos, entre outros. Além disso, a legislação está em constante mudança, de forma que, com as novas leis trabalhistas que vão sendo aprovadas, as empresas precisam se adaptar rapidamente às normas, para não serem alvo de processos.

Por isso, hoje, o advogado não atua meramente para avaliar a viabilidade jurídica de um projeto, aprovando ou desautorizando a sua implementação. O trabalho desse profissional envolve também a análise de todo o cenário, a busca por soluções para os embargos que surgem e determinadas ações com o intuito de prevenir os riscos das operações.

O suporte de um setor jurídico é crucial para que todos os requisitos legais possam ser atendidos, principalmente quando se tem em vista o tamanho da burocracia que os empreendedores brasileiros enfrentam.

Com toda essa responsabilidade, surgiram, no cenário jurídico, diversas ferramentas que auxiliam o trabalho desses profissionais, simplificam a burocracia e agilizam os processos. A seguir, vamos considerar algumas dessas inovações tecnológicas aplicadas ao setor.

Quais as últimas inovações tecnológicas no departamento jurídico?

transformação digital impactou de modo positivo todos os segmentos do mercado, e o departamento jurídico das empresas não ficou de fora dessa evolução. Separamos, aqui, algumas dessas novas ferramentas que estão revolucionando esse segmento.

Jurimetria

inteligência artificial é uma das principais tendências dentro do mundo da tecnologia, abrangendo os mais diversos segmentos e tipos de atividades. As suas aplicações são extremamente versáteis, compreendendo desde o controle de aparelhos domésticos usados pela maioria das pessoas até o monitoramento de pandemias e do clima.

Esses serviços cognitivos também trouxeram resultados inovadores no âmbito jurídico. Algoritmos muito bem construídos aliados à análise de dados permitem coletar informações de processos e de tribunais de forma eficiente. Essa inteligência artificial utiliza a estatística para fornecer indicadores sobre questões jurídicas para a empresa.

Por exemplo, é possível saber em qual instância a empresa ganha ou perde mais processos ou qual tem sido a jurisprudência aplicada nas comarcas em relação a um determinado tipo de caso. São dezenas de robôs virtuais trabalhando de modo autônomo 24 horas por dia para mapear, analisar dados e até fazer um levantamento de argumentos utilizados em processos ganhos.

Plataformas online de conciliação

Segundo o relatório de 2017 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o número de processos não solucionados nos tribunais brasileiros cresceu de 76,9 milhões, em 2015, para 79,7 milhões, em 2016. Esse estoque crescente tem sobrecarregado os juízes de primeira instância.

Em vista disso, muitos profissionais têm buscado formas de resolver esses conflitos de modo mais dinâmico por meio de plataformas de conciliação. Trata-se de uma alternativa viável para a empresa, que passa a diminuir gastos operacionais com processos judiciais ao mesmo tempo em que resolve mais facilmente as pendências com clientes, fornecedores e colaboradores, melhorando a sua imagem.

Esse recurso online torna-se uma ferramenta valiosa para as partes envolvidas chegarem a um acordo sem levar o caso à Justiça. Dessa forma, o sistema une a empresa, o reclamante e o advogado para intermediar a negociação, o que gera a economia de tempo e de dinheiro para ambas as partes implicadas no conflito.

Elaboração automática de petições e procurações

O departamento jurídico lida com inúmeras tarefas repetitivas, que acabam demandando muito tempo dos profissionais. Às vezes, são tantos processos mecânicos acumulados, que o setor fica afogado em atividades que, além de não terem nenhum valor estratégico para a empresa, comprometem a produtividade dos colaboradores.

No entanto, existem, hoje, softwares para o setor jurídico que automatizam a elaboração de alguns tipos de documentos, como petições e procurações, com base em processos semelhantes. Dois exemplos muito comuns são o contencioso tributário e as petições trabalhistas, que podem ser gerados automaticamente por meio de softwares.

Bots

A palavra “bot” vem de robot. Isto é, os bots são robozinhos virtuais ou programas de computador que realizam tarefas automatizadas. Com a programação apropriada, esses dispositivos podem até mesmo aprender novos comportamentos e aplicá-los de modo dinâmico para solucionar demandas específicas do departamento jurídico.

Eles podem atuar na internet em busca, por exemplo, de padrões, comportamentos e palavras-chave. Além disso, podem interagir por meio de voz e textos com usuários, para dar respostas automatizadas Essa tecnologia não é nova, mas foi muito aperfeiçoada nos últimos anos, e o departamento jurídico também tem tirado grande proveito dela.

Assim, o setor jurídico da empresa pode ter um bot que “vigia” e vasculha as redes sociais, sites ou outros lugares da rede mundial de computadores para encontrar reclamações de clientes e, então, compreender rapidamente o que gerou essa insatisfação. De modo automático e sem esforço, os profissionais recebem relatórios com dados detalhados.

Dessa forma, os colaboradores podem agir antes que essa reclamação se torne um processo que traria dor de cabeça para a empresa. Além disso, por compreender melhor o comportamento dos usuários e o motivo das suas queixas, o departamento jurídico tem a oportunidade de propor melhorias no atendimento, nos produtos e na prestação de serviços, agindo, assim, de modo preventivo. Com isso, a empresa consegue reduzir o número de processos e aprimorar a experiência do cliente.

Assinatura eletrônica

Com a transformação digital, boa parte das transações feitas no interior da empresa também migrou para o mundo virtual, e isso trouxe alguns desafios no que se refere à validade jurídica e à autenticidade dos documentos gerados e emitidos.

É aí que surge a assinatura eletrônica, um recurso que diz respeito a qualquer tipo de firma que utiliza canais digitais para ser validado pelo signatário — senhas, token, biometria e GPS podem ser usados, por exemplo.

É importante destacar que os tipos de assinatura eletrônica variam bastante, e, por isso, o nível de legitimidade e segurança de cada um deles também é muito diferente. Assim, para que haja validade jurídica, ou seja, aceitação legal do documento assinado com esse tipo de firma, é necessário seguir alguns regulamentos específicos do setor.

Uma das formas mais seguras de assinatura eletrônica é a assinatura digital. Ela utiliza uma série de algoritmos de criptografia para garantir a autenticidade dos documentos.

Hoje, muitas empresas optam por assinatura eletrônica, servindo-se de altos níveis de autenticação, como o uso de um token ou de envio de SMS para o celular do signatário com senha.

Com a assinatura eletrônica e digital, o departamento jurídico reduz drasticamente a burocracia ao lidar com os contratos e demais documentos que circulam cotidianamente pela empresa. Acordos podem ser feitos a distância com maior agilidade e praticidade, e contratos podem ser fechados remotamente, sem a presença física das partes. Tudo isso com a validade jurídica necessária.

Protestos de sentença online

Com a transformação digital, não é mais necessário que a apresentação de certidão de sentença seja feita de maneira física. Em atendimento às disposições do artigo 517 do novo Código Civil, já está disponível uma solução virtual que possibilita a realização de protestos de sentenças judiciais de forma online. Trata-se da plataforma iProtesto.

Além da praticidade trazida por essa ferramenta na hora de contestar uma decisão judicial, é possível que a empresa obtenha maiores ganhos com o seu uso. Isso, porque, ao efetuar o protesto online, a companhia diminuirá os custos com deslocamento da equipe jurídica e taxas de tabelionato, por exemplo, e também poderá receber montantes nos casos de decisões favoráveis a ela.

Plataformas em nuvem

O recurso de armazenamento em nuvem é fundamental para a otimização de processos no departamento jurídico da empresa. Suas funcionalidades permitem o gerenciamento de atividades individuais dos membros da equipe, a organização de tarefa coletivas, o agrupamento de informações e documentos de processos, assim como a elaboração conjunta de pareceres e peças, por exemplo.

Outro grande benefício desse formato de armazenamento é a possibilidade de acessar os arquivos remotamente. Assim, os colaboradores autorizados podem visualizar e até fazer alterações em documentos a partir de qualquer lugar, contanto que usem um aparelho conectado à internet. Toda essa modalidade corporativa é devidamente controlada, já que a tecnologia em nuvem armazena o histórico de acessos dos usuários.

Com todas essas ferramentas que contribuem para a transformação digital no departamento jurídico, as empresas passam a contar com um escritório digital — ágil, com um custo operacional menor e com resultados muito mais abrangentes. Esses recursos tecnológicos já estão fazendo uma verdadeira revolução na área jurídica. Sabe como isso impacta o negócio? Vamos ver!

Como a otimização tecnológica do setor reflete no restante do negócio?

Como vimos, o departamento jurídico tem grande permeabilidade em todo o negócio, de modo que a otimização de seus processos específicos acaba por trazer melhorias para toda a empresa. Veja os principais reflexos.

Mais praticidade

As novas tecnologias visam a dar mais praticidade às tarefas realizadas pelos profissionais do jurídico. Muitos desses processos são rotineiros e mecânicos, e, uma vez que se implementa uma ferramenta eletrônica que automatiza essas funções — seja no envio de um contrato validado digitalmente, seja na elaboração de um documento —, elas acabam se tornando mais fáceis e apresentam menores chances de erros.

Aumento na produtividade

A produtividade se traduz na junção entre quantidade do trabalho feito, qualidade do serviço entregue e tempo em que tudo é produzido. Ao automatizar tarefas mecânicas, o departamento jurídico consegue focar questões mais estratégicas da empresa, ao passo que processos repetitivos podem ser realizados com um menor grau de intervenção humana e menores probabilidades de falhas.

Maior agilidade

Os procedimentos efetuados no departamento jurídico se tornam mais fluidos, e mesmo os processos mais complicados são facilitados com a tecnologia. No meio digital, as informações transitam em tempo real, e os softwares dedicados a esse setor processam informações mais rapidamente do que se fossem analisados manualmente. Assim, as tarefas jurídicas ganham mais dinamismo e agilidade.

Intensificação do trabalho colaborativo

Arquivos e processos digitais são facilmente compartilhados segundo as políticas de acesso definidas pela empresa. Isso otimiza o trabalho em equipe, já que garante que os profissionais tenham em mãos os registros de que precisam para dar prosseguimento às atividades.

Além disso, o mesmo documento pode ficar disponível a diversos colaboradores ao mesmo tempo, e diferentes setores podem ser integrados por meio da unificação do banco de dados. Essa forma colaborativa de trabalhar aprimora os resultados e permite que cada departamento ou equipe contribua com a sua expertise no assunto.

Redução da burocracia

Por gerar efeitos benéficos em toda a companhia, a redução da burocracia é uma das maiores vantagens da transformação digital no departamento jurídico. Com os registros todos digitalizados, a empresa consegue gerar um fluxo eletrônico para uma tramitação de processos compatível com o próprio workflow do negócio.

O uso da assinatura digital, por exemplo, facilita a negociação com parceiros, fornecedores e clientes, reduz a papelada no escritório e torna os processos mais seguros. Certamente, a transformação digital no jurídico de uma empresa impacta diretamente o negócio e pode fomentar mudanças em toda a organização, como veremos a seguir.

Qual a relação do departamento jurídico com a transformação digital dentro da empresa?

As mudanças tecnológicas implementadas no departamento jurídico geram modificações importantes em outras áreas da empresa. Isso acontece porque as otimizações que ocorrem no setor exigem que os demais departamentos da companhia acompanhem o passo. Se não houver um alinhamento tecnológico entre as áreas, a transformação digital pretendida dificilmente será concretizada.

Por exemplo, para dar prosseguimento a alguns processos, o profissional jurídico talvez precise de documentos pertencentes a outros setores, no intuito de defender a empresa diante de uma reclamação feita por um cliente. Assim, o advogado precisa ter em mãos todas as informações sobre o usuário, a venda realizada, os documentos fiscais etc. Somente aí haverá diversos departamentos envolvidos.

A transformação digital vai muito além da mera digitalização de documentos. Trata-se de ações estratégicas que modificam profundamente a estrutura da empresa, otimizando e integrando os processos e os dados ao longo de todo o trabalho realizado pela organização. Mas, apesar das inúmeras vantagens, a implementação das novas tecnologias não ocorre tão facilmente, e sua evolução enfrenta alguns desafios, como veremos a seguir.

Quais os desafios da transformação digital no departamento jurídico?

O primeiro grande desafio é o tradicionalismo do setor, que, muitas vezes, resiste a mudanças. Afinal, inovar envolve sair de sua zona de conforto. Logo, o novo exige a criação de uma nova cultura, o que tende a assustar os funcionários, que, por sua vez, podem dificultar que otimizações valiosas sejam implementadas no departamento jurídico.

Devemos lembrar, também, da necessidade de que essas mudanças tenham o apoio pleno da alta gestão e de que sejam bem absorvidas por toda a empresa, pois, como vimos, os processos jurídicos permeiam a companhia por completo. Dessa forma, setores que não assumem a transformação digital podem acabar atrasando ou embargando alguns processos do jurídico.

Além disso, ao utilizar ferramentas avançadas de gestão, o departamento jurídico aumentará o volume de dados gerenciados. Nessa perspectiva, deve-se tomar muito cuidado para que não sejam cometidas falhas ao longo da coleta e da análise dessas informações, já que qualquer erro nesse sentido pode gerar grandes problemas para a companhia.

Por fim, quando falamos em inovação, estamos fazendo referência a novos processos e ferramentas. Isso demandará certo investimento de tempo e esforço na aprendizagem e adaptação a modelos de trabalho desconhecidos. Portanto, é um desafio motivar profissionais já estabelecidos no mercado a desenvolver novas habilidades e competências.

O setor jurídico assume nas organizações, hoje, um papel estratégico não só para dar suporte em analisar a viabilidade jurídica dos projetos a serem implementados, mas também para ajudar a empresa a gerenciar os riscos. Uma forma de diminuir os desafios da transformação digital no departamento jurídico é por meio da conscientização de todos os colaboradores sobre a importância dessa implantação.

Como implementar essa mudança nos escritórios de advocacia?

Tanto para o aumento da eficiência do departamento jurídico de uma companhia quanto para o sucesso de um escritório de advocacia que presta serviços a ela, é essencial que ocorra a transformação digital. No entanto, para que a implementação seja eficiente, ela deve ser feita de forma gradual e com a adesão de todos os membros da equipe jurídica.

É importante que todos os profissionais recebam capacitação para manusear as tecnologias implantadas, de modo a aprenderem como utilizá-las corretamente a depender da tarefa jurídica que será executada. Se a gestão ou os colaboradores pertencentes ao setor considerarem necessário, vale a pena até mesmo investir em consultoria especializada para a realização de treinamentos.

Como mostramos no post, o desenvolvimento tecnológico vem proporcionando ferramentas muito eficientes para promover a transformação digital no departamento jurídico de uma empresa. Trata-se de uma tendência irreversível que só traz benefícios para a companhia, uma vez que, com a utilização dos dispositivos apropriados, ela é capaz de otimizar os seus processos e acelerar a sua produtividade e, ainda, pode aumentar os seus lucros.

Agora que você entende melhor sobre o papel do departamento jurídico na transformação digital da empresa, pode conhecer mais sobre o assunto com a leitura de um e-book incrível sobre as principais práticas e ferramentas para organizar seus documentos corporativos de forma eficiente. Baixe gratuitamente!

1 Comentário

  1. Olá, boa tarde!
    A dúvida que tenho e tenho certeza que vocês podem solucioná-la.
    Por terem vastos conhecimento na área queria saber a quantidade de departamentos juridicos de empresas existentes no Brasil.
    Obrigada!

Leave a Reply

Seu endereço de email não será publicado

*