O contrato de seguro é um processo que envolve uma série de procedimentos para garantir o compromisso das partes envolvidas no acordo. Lembrando que o papel da seguradora é indenizar prejuízos involuntários identificados no patrimônio ou outros eventos aleatórios que não necessariamente causam danos materiais. Para que isso aconteça da melhor forma possível, a empresa deve oferecer uma boa experiência para o usuário.

A cada dia, novas tecnologias são desenvolvidas para diminuir a burocracia, agilizar as operações e reduzir os custos. Hoje, por exemplo, não é mais aceitável trabalhar com documentos desorganizados. Afinal, quando o cliente quer tirar uma dúvida, consultar um arquivo ou pedir qualquer tipo de informação, rapidez e eficiência fazem toda a diferença. Nesse sentido, o ideal é oferecer um serviço automatizado.

Pronto para saber como as seguradoras podem melhorar os contratos? Então fique de olho no nosso post!

O que diz a resolução 294 da SUSEP

As seguradoras são regulamentadas pela legislação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). A resolução 294, de 2013, trata do uso de meios remotos nas operações relacionadas a planos de seguro e previdência complementar aberta.

De acordo com um de seus artigos, meios remotos são aqueles que permitem a troca ou o acesso a informações, bem como todo tipo de transferência de dados por meio de redes de comunicação envolvendo tecnologias — como a rede mundial de computadores, telefonia, televisão a cabo ou digital, sistemas de comunicação por satélite, entre outras possibilidades.

Nesse tipo de contrato, o cliente pode desistir do acordo no prazo de 7 dias corridos a partir da data da proposta formal. Na hipótese de arrependimento previsto na legislação, os valores pagos durante o prazo do serviço são devolvidos, de acordo com a forma de pagamento estabelecida pelo contratante.

Os arquivos digitais gerados pela entidade são armazenados em qualquer meio de gravação que garanta a confirmação do processo de validação dos documentos. Nesse caso, a guarda de arquivos físicos é desnecessária. O mesmo acontece para a emissão de apólices, bilhetes ou certificados individuais, com o acesso sendo feito por meio de login e senha no sistema. Os dados cadastrais dos proponentes e contratantes são protegidos e não podem ser objeto de cessão a terceiros, mesmo que a título gratuito.

Como as seguradoras podem melhorar

Confira o que as empresas que trabalham com seguro devem colocar em prática para otimizar o serviço prestado!

Gerir contratos e assinaturas digitais on-line

Toda organização precisa de resultados rápidos e processos eficientes. E isso envolve a eliminação daquelas pilhas de papel que atrapalham o manuseio das informações! Entenda: a transição de processos burocráticos para arquivos digitais é fundamental para o desenvolvimento da seguradora. Nesse sentido, entra em cena o Digital Transaction Management (DTM) ou gestão de transações digitais.

O DTM é uma categoria de software e serviços com base em cloud computing, o que permite que os arquivos fiquem armazenados em servidores, sem a necessidade de aplicativos ou equipamentos. Foi especialmente desenvolvida para gerenciar ativos digitais em transações completas, incluindo pessoas, documentos e dados, tudo da maneira mais descomplicada possível.

Dessa forma, é possível assinar documentos digitais e compartilhar com outras pessoas para que também façam o mesmo. No caso, basta arrastar e soltar as marcações no campo correto para que o usuário preencha seu nome. Depois de receber o arquivo, ele fica armazenado no sistema de nuvem.

Existem inúmeros benefícios de gerenciar processos on-line. Para começar, o acesso pode ser feito de qualquer lugar fora do escritório — em casa, durante a viagem de férias ou até mesmo do outro lado do mundo. Além disso, é possível gerenciar tudo a qualquer hora e a partir de qualquer dispositivo — como computador, celular ou tablet.

Ter cláusulas resumidas e com boa legibilidade

A linguagem contratual deve ser clara, simples e direta para não dar margem a falsas interpretações. Anote aí: a retórica não é necessária na redação das cláusulas de um contrato. O importante nesse ponto é ser objetivo e evitar ambiguidades. Todas as circunstâncias devem estar explícitas, assim como a possibilidade de futuros eventos. Nesse processo, é importante que o contratante faça todas as perguntas que julgar necessárias referentes à contratação, fazendo uma leitura minuciosa do texto.

Antes das partes efetivamente assinarem o contrato, devem ler as cláusulas com atenção para tirar possíveis dúvidas. É o momento de conferir as informações básicas: nome, número de documento, tipo de serviço, valor negociado, forma de pagamento, prazos e todas as características da negociação. O fato de o contrato contemplar formas preventivas de solução que podem causar impasse entre as partes ajuda a minimizar eventuais problemas. É possível, inclusive, discutir o modelo de penalização pelo descumprimento das obrigações.

Otimizar os SLAs de resposta

O Service Level Agreement (SLA) ou, em português, acordo de nível de serviço é um documento formal, previsto e regulamentado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). É obrigatório para quem lida com Tecnologia da Informação. Sua principal finalidade é oferecer mais transparência entre fornecedores e clientes, estabelecer o tipo de serviço, definir os processos que devem ser feitos e determinar prazos. Ele ainda é responsável por monitorar se o acordo é mesmo respeitado e identificar gargalos na execução das atividades, entre outras ações.

A possibilidade de alterar o contrato durante sua elaboração é um ponto que deve ser levado em consideração, desde que haja aceitação entre os interessados. Se for o caso, essa questão também deve estar descrita no corpo do documento. Observe se as coberturas e exclusões estão presentes no texto, evite oferecer (e cobrar) serviços desnecessários e reforce a necessidade de transparência nas respostas aos formulários, lembrando que qualquer erro ou esquecimento pode causar a perda da indenização.

Oferecer criptografia, armazenamento e segurança de dados

A criptografia é uma técnica que transforma uma informação inteligível em algo incompreensível. Sem ela, um hacker pode ter acesso a senhas de login, e-mails e muito mais. Podemos dizer que esse sistema esconde os dados, mostrando apenas uma lista desordenada e confusa de caracteres a quem não tem a chave decodificadora.

Como você viu, as seguradoras mais profissionais são aquelas que priorizam a qualidade do contrato de seguro e oferecem soluções inovadoras para o negócio se desenvolver bem. E se quer saber mais sobre o armazenamento de informações no formato digital, aproveite para baixar nosso e-book que trata das oportunidades e dos desafios da transformação digital!

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