Gestão imobiliária: o que você precisa saber para estar um passo à frente

Gestão imobiliária: o que você precisa saber para estar um passo à frente

Tudo bem que o mercado imobiliário sempre foi muito competitivo, mas a disputa ficou ainda mais acirrada com as instabilidades financeiras dos últimos anos. Embora as perspectivas para o futuro sejam promissoras, a crise mostrou que o sucesso do segmento depende, sobretudo, de gestão imobiliária.

Fatores externos são importantes, mas o que define se a empresa se destacará ou não da concorrência é a forma como ela planeja seu funcionamento, desenvolve sua gestão de imóveis, controla suas despesas e melhora seu atendimento ao cliente.

Pensando justamente nesse cenário, resolvemos criar um guia completo para você otimizar a sua gestão imobiliária. Nos próximos tópicos, também mostraremos como superar desafios da área com a adoção de novas práticas e tecnologias. Continue a leitura e aprofunde seus conhecimentos no tema!

O que realmente é gestão imobiliária?

A gestão imobiliária é um conjunto de técnicas, práticas e ferramentas que possibilita à empresa manter bons clientes e captar novos interessados, além de aumentar a carteira de produtos e qualificar o atendimento final. O grande diferencial, no entanto, está em efetivar tudo isso e ainda reduzir custos operacionais à medida que a lucratividade sobe.

Como o mercado imobiliário é especialmente sensível às mudanças macroeconômicas, a gestão de imóveis precisa ser diferenciada em relação às demais áreas da economia. Afinal, por mais que as instabilidades financeiras surjam, o impacto pode ser reduzido — ou até eliminado — caso a imobiliária conte com bons processos de gestão.

Para você ter uma ideia, o mais comum é que a gestão imobiliária seja subdividida em financeira, patrimonial, de pessoas e de clientes. Conhecer mais a fundo cada um desses elementos é fundamental. Por isso, explicamos em detalhes a seguir. Acompanhe para entender melhor!

Gestão financeira

Trata-se basicamente de organizar as entradas e saídas do caixa da imobiliária. Lembrando que, nesse mercado, as entradas por vendas, por exemplo, não são fixas. Afinal de contas, é praticamente impossível vender o mesmo montante em imóveis todos os meses.

A receita mais regular é, assim, aquela vinda da fatia destinada à empresa pelo pagamento de aluguéis. O detalhe é que essa nem sempre é a principal fonte de recursos do negócio.

Por outro lado, é preciso lidar com gastos fixos, como luz, água e folha de pagamento dos funcionários, além de pagar as comissões dos corretores. É preciso, portanto, equilibrar entradas irregulares com custos e despesas incessantes.

Aí entra o investimento em um planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos, estabelecendo um calendário prévio. Ter um controle mais rígido sobre as contas a pagar e a receber também é um passo básico. A gestão precisa visualizar em gráficos, tabelas ou planilhas o fluxo de caixa da empresa a fim de checar possíveis inconsistências.

Por fim, é pertinente investir em um fundo de reserva, uma espécie de poupança com a qual a imobiliária consiga se manter funcionando nos níveis adequados mesmo havendo uma baixa no mercado. Nesse sentido, a palavra de ordem é controle, já que oscilações de caixa podem ocorrer, e é bom estar preparado para lidar com essa realidade.

Gestão patrimonial

No caso das imobiliárias, a gestão patrimonial diz respeito à sua carta de produtos. Assim, para venda ou para aluguel, a empresa precisa conhecer bem os imóveis que estão sob sua responsabilidade, verificando o contrato relativo a cada um, procurando entender seu potencial de valorização — ou de desvalorização, o que também é possível — e até avaliando a necessidade de fazer investimentos.

A imobiliária ainda deve cuidar das partes fiscal e tributária, bem como de aspectos jurídicos cabíveis — como na sucessão patrimonial de imóveis. Empresas que trabalham com lançamentos também precisam ter um planejamento arquitetônico e de engenharia para lançar produtos de sucesso.

Gestão de pessoas

Quando pensamos em imobiliárias, pensamos em corretores, certo? São eles os profissionais que estão no core business e que são a cara da empresa. Em relação à gestão de pessoas, as particularidades da profissão exigem um cuidado especial dos gestores, uma vez que é bastante comum não existir um vínculo empregatício entre corretor e imobiliária — situação que muda toda a dinâmica do relacionamento.

Os principais cuidados, aqui, têm a ver com uma política clara para o rodízio, definindo com antecedência como novos clientes serão direcionados para cada corretor. Não bastasse, é fundamental atentar ainda quanto à qualidade dos profissionais que prestam serviços para as imobiliárias, já que o corretor é uma peça-chave para a composição de bons resultados na empresa.

Logo, é preciso que esses profissionais sejam proativos, experientes e qualificados para as suas funções. Ainda quanto aos corretores, é necessário estabelecer regras de comissionamento, o que não se limita ao valor a ser pago. Isso também engloba o prazo e a forma como o pagamento será realizado.

Por fim, precisamos lembrar que uma imobiliária não é feita só de corretores. Na verdade, existem diversos outros profissionais importantes na estrutura do RH desse tipo de negócio. Justamente por isso, é preciso controlar a folha de pagamento de outros colaboradores, oferecer benefícios e planejar treinamentos de rotina, visando compor um ambiente ainda mais qualificado de uma ponta a outra.

Gestão de clientes

Como o cliente é o foco da imobiliária, merece atenção especial. O problema é que muitas empresas ainda têm dificuldade de identificar seu público atual, que nicho do mercado ainda pode ser alcançado e, principalmente, qual a melhor maneira de conquistar novos interessados e fidelizar antigos compradores.

Falaremos mais sobre isso a seguir, mas já podemos adiantar: a gestão de clientes tem sido bastante facilitada por recursos tecnológicos e novas metodologias. O objetivo é sempre melhorar a análise de perfis, aumentar a velocidade e a qualidade dos atendimentos, além de lançar ações de marketing e vendas mais precisas — eficientes sem serem caras ou complexas demais.

Qual é a importância da gestão imobiliária?

No mercado imobiliário, qualquer vantagem — mesmo que ela pareça ínfima à primeira vista —, poderá ser um grande diferencial para que seu negócio se destaque. E a gestão imobiliária impulsiona o desenvolvimento do negócio ao trazer diferentes benefícios que tornam a administração mais eficiente e ajudam a alavancar os resultados. Entenda mais a seguir!

Expansão da cartela de produtos e serviços

Com uma gestão imobiliária eficiente, você consegue identificar eventuais oportunidades de mercado que não estão sendo aproveitadas pelo negócio. Um exemplo é a locação de espaços de coworking, caso essa alternativa seja mais viável do que alugar um imóvel exclusivamente para seus colaboradores.

Encontrar novos nichos no mercado imobiliário e possibilidades de negócios permite que você esteja um passo à frente de outras empresas que não investem na gestão imobiliária ou que são resistentes às mudanças.

Aperfeiçoamento no atendimento final

Pelo fato de o consumidor estar se tornando cada vez mais bem-informado e exigente, garantir a qualidade no atendimento não pode ser considerado um item de diferenciação, mas a base para sobreviver no mercado.

Uma boa gestão imobiliária também permite que você identifique falhas no atendimento, possibilitando melhorar essa rotina e oferecer serviços personalizados aos clientes. Isso fideliza os consumidores e melhora a imagem da empresa no mercado, já que eles recomendarão seu negócio para amigos, colegas e familiares.

Economia nos custos operacionais

Ao ampliar visão e controle sobre a gestão imobiliária, você é capaz de encontrar falhas e gargalos nos processos corporativos, bem como quais são os pontos que precisam ser aprimorados. Isso aumenta a produtividade dos colaboradores e minimiza os custos operacionais significativamente.

Imagine que o negócio faz agendamentos para visitas a imóveis, mas você percebe que há muitos cancelamentos de última hora. Nesse caso, pode incluir uma etapa de confirmação com o cliente antes da visita a fim de reduzir custos com deslocamentos em vão.

Potencialização dos lucros

Os benefícios listados acima resultam no aumento dos lucros da empresa. Além de atrair novos investidores, o recurso extra pode ser usado para expandir o negócio, investir em novos produtos, aprimorar ações de marketing, reduzir o preço dos produtos ou serviços, entre outras estratégias.

Quais são os maiores desafios da área?

A princípio, a gestão imobiliária até parece uma forma burocrática de manter a empresa funcionando em níveis aceitáveis, mas não é bem por aí. Na verdade, esse não só pode como deve ser um diferencial competitivo, permitindo que o negócio detecte e supere ameaças ao mesmo tempo em que amplia oportunidades.

A gestão imobiliária é, assim, a melhor maneira de superar desafios. Então, conheça e aprenda a superá-los!

Contexto econômico

O mercado imobiliário é particularmente sensível ao cenário econômico nacional. Isso pode ser explicado, em parte, pelo modo como o setor funciona, tendo o governo enquanto grande agente incentivador — seja por meio da abertura de linhas de crédito, seja pela definição de regras para transações imobiliárias.

Quando o governo não está com um bom caixa, esses incentivos podem diminuir ou até cessar. E ainda é preciso considerar a situação da população. Pense bem: quem está com o orçamento curto evita fazer grandes investimentos, mesmo que a promessa de retorno seja boa, inclusive com composição de ganho patrimonial.

Sim, estamos falando da compra de imóveis. Afinal, se o contexto está difícil, como saber se os recursos necessários vão continuar entrando para lidar com as dívidas? Por mais que a solução completa venha da melhoria da economia, uma boa gestão imobiliária já ajuda a minimizar esses problemas externos.

Captação de imóveis

Uma boa captação de imóveis diferencia imobiliárias de sucesso das demais. Para isso, é preciso conhecer bem as regiões de atuação, identificar bairros e imóveis com potencial de valorização ou perigo de desvalorização, além de negociar diretamente com os proprietários.

Aliás, a negociação envolve questões bastante sensíveis, como uma avaliação condizente com o mercado ao mesmo tempo em que agrada o proprietário, o estabelecimento de comissões aos corretores e a divisão de custos com reformas e processos burocráticos.

Em momentos de instabilidade financeira, o processo fica ainda mais complicado. Afinal, como o giro de imóveis cai, é preciso trabalhar com margens menores. Aí as negociações podem se tornar bem mais tensas. Paralelamente, é preciso lidar com a ansiedade não só dos proprietários, mas da própria equipe de corretores — ambos correndo atrás de locações ou vendas.

Concorrência

Nos últimos anos, o mercado imobiliário se tornou uma das principais formas de investimentos para quem busca segurança financeira. Em razão disso, a quantidade de imóveis disponíveis para venda e aluguel cresceu de maneira vertiginosa, aquecendo o setor das imobiliárias.

Hoje, esse segmento apresenta um alto volume de negócios no cenário econômico e, em contrapartida, é também um dos mais competitivos. Nesse sentido, a concorrência é um desafio comum à rotina da gestão imobiliária, o que é algo bastante positivo do ponto de vista do cliente final, mas desafiador sob a ótica dos empreendimentos.

Atualmente, para se destacar no mercado, é imprescindível contar com diferenciais valiosos, um atendimento premium e um alto profissionalismo na prestação dos serviços. E isso só é alcançado com investimentos, inovação e otimização constante de processos. O consumidor tem muitas opções à sua disposição, isso é fato, porém, sempre há espaço para empresas organizadas, eficientes e que se preocupam em melhorar a experiência dos clientes.

Nível de burocracia

A burocracia é um entrave para qualquer setor da economia. E a realidade não é diferente no caso do mercado imobiliário! Primeiramente, é preciso cuidar das obrigações tributárias e fiscais, tarefa que exige grande controle de processos e atenção redobrada com prazos e preenchimento de documentos acessórios.

Em segundo lugar, é necessário lidar com a diversidade de contratos envolvidos no negócio de imóveis, que vão desde acertos com proprietários a arquivos de vendas e contratos de locação. No meio do caminho, surgem também as contratações de funcionários próprios ou terceirizados, como advogados para assessoria jurídica.

Em geral, padronizar processos e definir diretrizes para a geração e o arquivamento de documentos ajuda a diminuir o impacto burocrático. Também é possível usar a tecnologia para agilizar o envio de arquivos com validade jurídica, evitando as idas e vindas de envelopes e as constantes visitas ao cartório. Mas voltaremos a esse assunto em breve.

Promoção de treinamentos

Os treinamentos são pontos-chave para a gestão imobiliária, sobretudo na gestão de pessoas. Contudo, como falamos há pouco, é preciso lembrar que a relação entre imobiliária e corretores foge da realidade da maioria das empresas, demandando soluções específicas.

Por trabalhar com profissionais autônomos na maioria das vezes, esse mercado precisa pensar em maneiras de investir na capacitação dos corretores sem tirar sua autonomia, ao mesmo tempo em que busca o alinhamento de práticas entre todos os colaboradores ligados à empresa.

Que tal elaborar um calendário de encontros para a promoção de capacitação interna, indo direto a assuntos realmente importantes à imobiliária, como os processos de captação de imóveis? Além disso, crie mecanismos de incentivo para que os próprios corretores busquem capacitação. Comprometer-se com o financiamento de uma parte dos estudos e bonificar quem compartilha seu conhecimento com os colegas são boas estratégias.

Resistência à inovação

Poucos mercados são tão tradicionais quanto o imobiliário. E, talvez, esteja aí o motivo da resistência de tantos gestores da área em buscar novas soluções para seu negócio. O detalhe é que o resultado dessa escolha pode vir em forma de perda de competitividade em um nicho cada vez mais impactado pela transformação digital.

O ideal é contar com um núcleo voltado para a pesquisa de novas soluções tecnológicas, para o teste de serviços de TI e para o recebimento de sugestões de clientes e corretores. É importante salientar que ter uma empresa inovadora significa promover uma mudança de mentalidade completa, além de exigir investimentos de dinheiro e de tempo. O segredo está, assim, em inovar com planejamento.

Nesse ponto, vale lembrar que, com o passar dos anos, a mudança de hábitos das pessoas e o próprio surgimento de novas tecnologias têm impacto no mercado imobiliário. A exemplo, os antigos catálogos de imóveis, consultados pessoalmente na sede da empresa, hoje dão lugar a modernos sites e aplicativos, os quais disponibilizam toda a cartela de imóveis para consulta rápida, completa e interativa, melhorando muito a captação de clientes.

Logo, ir contra esse tipo de inovação é perder potencial competitivo e dar margem para que empresas mais inovadoras e arrojadas tomem seu espaço no mercado. O digital hoje faz parte da vida das pessoas e das empresas, então, é preciso ter isso em mente!

Como usar a tecnologia em negócios imobiliários?

Falamos no último tópico sobre como ficar a par das inovações é um desafio enfrentado pelo mercado imobiliário atual. O que você deve entender quanto antes é que as novas tecnologias podem ajudar a melhorar a gestão imobiliária, tornando os processos mais rápidos e econômicos.

Para que isso fique claro, vamos a alguns exemplos de soluções que já impactam o mercado hoje?

Foque na comunicação e na mobilidade

A rotina dos corretores é marcada por muitos deslocamentos. São visitas a clientes, procura por novos imóveis, apresentação de unidades a possíveis compradores e até eventuais idas a cartórios. Justamente por ficarem fora da imobiliária durante a maior parte do tempo, esses profissionais precisam ter acesso a canais abertos de comunicação para entrar em contato tanto com a empresa quanto com os compradores.

Nesse sentido, a tecnologia trouxe soluções simples, mas incrivelmente eficientes e baratas: os mensageiros de celular. WhatsApp, Messenger, Skype, Hangouts... esses canais são acessíveis por dispositivos móveis, trocam mensagens de texto gratuitamente, fazem ligações grátis ou a baixo custo e até trocam arquivos — como fotos, vídeos e documentos.

Os dias de contas exorbitantes de telefone ou do acionamento de motoboys, sempre que era preciso enviar uma prévia do contrato para clientes, chegaram ao fim! Mas, atenção: é importante criar regras de bom uso desses meios, lembrando que a comunicação relativa à imobiliária deve ser, antes de tudo, profissional.

Diminua a burocracia

Outro grande desafio que abordamos brevemente diz respeito à burocracia. Então, anote aí: diminuir a quantidade de papelada na gestão imobiliária e organizar arquivos de forma otimizada são só alguns dos objetivos que podem ser alcançados com a ferramenta certa. Para isso, uma boa opção é usar um software para assinatura eletrônica, que também funciona como uma plataforma de gestão de documentos.

Trabalhe na gestão de documentos

Uma boa solução para essa gestão de documentos é capaz de gerar arquivos visuais e alocá-los de acordo com suas características — natureza, datas de vencimento ou valores, por exemplo —, ainda armazenando-os em servidores seguros, sejam eles físicos ou baseados na nuvem.

Esse tipo de ferramenta não só economiza espaço físico como diminui custos com impressão e guarda de papel, além de aumentar a agilidade de busca por arquivos. Assim, quando você tiver que consultar aquele contrato de aluguel de dois anos atrás, não precisará abrir milhares de gavetas e pastas para encontrá-lo. Com o recurso tecnológico certo, basta localizar o arquivo na busca do programa.

Utilize assinatura eletrônica

A assinatura eletrônica, por sua vez, é a maneira mais eficiente de garantir a origem e a integridade de um documento na sua gestão imobiliária. Como o arquivo assinado dessa forma não pode ser alterado sem deixar rastros, e uma vez que o sistema de criptografia usado é avançadíssimo, as possibilidades de fraude são inibidas.

Obviamente, isso dá segurança jurídica aos arquivos. Fora isso, assinar documentos por meio eletrônico é mais barato e rápido do que fazer todo o trâmite no papel e ter que recorrer a motoboys, despachantes e cartórios, arcar com taxas e insumos e perder um tempo precioso.

Para além da redução de custos, a assinatura eletrônica ainda dá mobilidade à equipe. Assim, um documento pode ser assinado via celular e enviado ao destinatário a qualquer hora do dia, estejam as partes envolvidas onde estiverem.

Nas imobiliárias, em que há um alto volume de contratos e negociações sendo realizadas diariamente, o recurso pode ser usado nos contratos de locação e nos relatórios de vistoria, por exemplo, garantindo total validade e rigor no cumprimento de normas.

Por fim, vale lembrar que os processos de assinatura e gestão de arquivos eletrônicos são interligados. Isso significa que são guardados de forma automática e identificados de acordo com as diretrizes previamente programadas. Veja no vídeo abaixo como a assinatura eletrônica pode ajudar:

Otimize suas negociações

A forma como a gestão imobiliária conduz as negociações e o controle de propostas tem um papel crucial nos resultados. Por isso, não pode nem deve ser negligenciada. Mas, em meio a tantos processos, documentos e rotinas internas e externas, sabemos que não é nada simples organizar as operações desse tipo de empresa. Na realidade, tudo exige muito esforço e, no cenário atual, apoio da tecnologia.

Assim, para que os gestores, profissionais e corretores da imobiliária não tenham nenhum tipo de dificuldade na hora de realizar negociações, é preciso ter um bom controle de dados, uma comunicação eficiente e uma plataforma de gestão de documentos que dê suporte à manutenção de todo o rigor técnico e jurídico exigidos dos contratos, por mais simples que eles sejam.

O ideal é garantir a integridade das negociações, documentando todos os termos de maneira organizada e segura. Dessa maneira, são evitados quaisquer tipos de lentidão ou eventuais erros futuros — o que pode manchar a imagem da imobiliária.

Integre as áreas da empresa

A tecnologia também é uma importante ferramenta na gestão imobiliária, sobretudo financeira e fiscal. Aqui, o foco está no uso de dados reais para a tomada de decisões estratégicas. Para isso, é preciso lançar mão de um bom ERP — sigla em inglês para sistema de gestão empresarial, ou Enterprise Resource Planning.

O ERP recebe informações de todos os setores da empresa e analisa esses dados por meio de métricas, conseguindo gerar relatórios, gráficos e tabelas bastante claros. Com isso em mãos, é possível identificar se determinada ação de marketing teve efeitos positivos nas vendas ou se as mudanças nas regras de comissionamento impactaram negativamente o fluxo de caixa, por exemplo.

E tem mais: como são baseados em módulos, os ERPs são escaláveis. De forma simplificada, podemos dizer que imobiliárias pequenas demandam menos módulos, precisando, portanto, fazer um investimento menor. No entanto, novos módulos podem ser agregados à medida que o negócio cresce. E as despesas não necessariamente aumentam na mesma proporção.

Invista em presença virtual

Usar a internet para dar visibilidade às imobiliárias é uma necessidade atual. O desenvolvimento de um site próprio e a presença em um marketplace, por exemplo, são investimentos quase obrigatórios para alcançar o novo consumidor. Afinal, é à rede que as pessoas recorrem para procurar por imóveis atualmente.

A propósito, como pontuamos, tem se tornado cada vez mais comum apostar em imobiliárias on-line, espaços virtuais de compra que reúnem todas as informações básicas dos imóveis — localização em mapas interativos, faixa de preço, características e, claro, fotos.

Aliás, a produção de vídeos e tours virtuais também está em alta, ajudando não só o comprador a encontrar o imóvel ideal com rapidez e confiabilidade, mas também a empresa a desenvolver uma melhor gestão imobiliária, apresentando seus produtos de maneira mais estratégica, segmentada e valiosa ao público.

A presença nas redes sociais também é imperativa. Hoje, boas estratégias para Facebook e Instagram, por exemplo, podem render um bom número de conversões. O desafio da internet não está, no entanto, na simples presença, mas na qualidade do uso.

É claro que você quer exibir ofertas de imóveis para aumentar suas vendas, mas, entenda: o meio online é, antes de tudo, um local de interação. Logo, é uma oportunidade para você entender melhor seu cliente e melhorar o atendimento antes, durante e depois da venda.

Por que a imobiliária on-line é só o começo?

Agora, você já sabe como a tecnologia é uma importante ferramenta para a gestão imobiliária. Mas também precisa saber como ela vai modificar o mercado nos próximos anos. Pensando nisso, listamos aqui as principais tendências. Confira O vídeo abaixo da Re/MAX contando um exemplo:

Realidade virtual e realidade aumentada

Tours virtuais já são frequentes em sites imobiliários, mas ficarão ainda mais precisos e imersivos com a popularização da realidade virtual. Assim, os clientes vão poder fazer visitas guiadas usando apenas um smartphone e óculos especiais. Também será viável fazer tarefas mais complexas, como a inspeção de um imóvel.

A realidade aumentada, por sua vez, dispensa qualquer outro equipamento além do celular. O cliente poderá enquadrar uma placa de locação com a câmera do telefone para receber informações em tempo real sobre valores e metragem, por exemplo.

Além de melhorarem a experiência do usuário, esses recursos permitem a captação de dados importantes, como o número de vezes que determinado anúncio físico foi mais acessado ou aqueles imóveis que não receberam muita atenção em um tour — o que pode indicar, por exemplo, uma necessidade de reforma.

Gestão imobiliária

Vimos até aqui que, em tempos de transformação digital, cada vez mais os softwares ajudam na execução da chamada gestão imobiliária. Esse tipo de estratégia promove uma grande integração aos processos relacionados aos imóveis que a empresa tem em seu portfólio, compartilhando dados entre diferentes plataformas, como site e bases de dados da empresa.

Isso, por exemplo, evita o trabalho de importar dados ou removê-los dos catálogos — quando vendidos ou locados, por exemplo. Assim sendo, a tecnologia ajuda corretores e imobiliárias a terem acesso a um repositório informativo e centralizado, com maior controle sobre os imóveis.

SAC 2.0

Trata-se de uma evolução do famoso Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Nesse caso, os telefonemas e o atendimento físico dão espaço para a interação nas redes sociais, em sites e em mensageiros de celular.

Por um lado, é preciso investir em ferramentas que facilitem a comunicação corporativa. Por outro, é necessário treinar a equipe para essa nova modalidade de relacionamento com o cliente. Aqui, o foco deve estar na conversa mais direta e pessoal, mas sem cair no risco de um contato pouco profissional.

Essa é uma tendência marcante, pois apresenta resultados interessantes em diferentes segmentos quando o assunto é identificação da empresa com seu público. E, claro, é uma ferramenta de automação, que pode trazer mais eficiência e agilidade à solução de tickets — o que é muito importante para a boa experiência do cliente.

Experiência entre ambiente e usuário

Essa novidade é especialmente útil em grandes feiras imobiliárias. Que tal se seu estande for equipado com sensores bluetooth para se comunicar com os celulares dos visitantes? Assim, quando uma pessoa se aproxima, recebe uma mensagem com ofertas do seu catálogo ou um link para a página da imobiliária nas redes sociais, por exemplo.

Além de ser um bom recurso de marketing, essa experiência entre ambiente e usuário pode se tornar uma grande aliada da gestão de eventos, sendo possível levantar dados sobre o número de visitantes e de conversões com as informações geradas pelo aplicativo.

Popularização do data mining

A captação de dados em larga escala já existe, tendo como principal objetivo aumentar o conhecimento da empresa sobre clientes e prospects. Com isso, a abordagem se torna bem mais precisa. No entanto, o uso de Big Data ainda é relativamente limitado a empresas maiores, por conta dos altos investimentos em tecnologia e profissionais qualificados.

A boa notícia é que a popularização do data mining está cada vez mais próxima, especialmente devido ao surgimento de empresas especializadas nesse processo. Sua gestão imobiliária pode, assim, terceirizar a análise de Big Data para profissionais com know-how e infraestrutura na área, que atuarão de acordo com as demandas do seu negócio.

A inteligência dos dados vem mostrando aos poucos suas diferentes aplicações no cenário empresarial. Elas fornecem alternativas mais estratégicas, econômicas e eficientes para que empresas compreendam melhor o cenário no qual se encontram.

Ainda ajudam a interpretar melhor as necessidades do público e, com base nisso, realizar mudanças e investimentos pontuais, focados no que realmente traz resultados. Não é preciso dizer o quanto a gestão imobiliária pode se beneficiar com isso, concorda?

Plataformas imobiliárias

Outra novidade que deve se estabelecer nos próximos anos são as plataformas imobiliárias voltadas para o atendimento ao cliente — em especial, locatários e locadores. Trata-se de um site ou aplicativo em que seja possível realizar tarefas simples, mas recorrentes. Não seria ótimo para automatizar o pagamento de boletos, por exemplo?

O objetivo principal é dar comodidade aos interessados, permitindo que façam transações pelo computador, solicitem segundas vias de contas ou mesmo sejam avisados sobre a proximidade de um vencimento. Para a empresa, é mais uma ferramenta que vai melhorar o fluxo de dados da gestão imobiliária, monitorando os níveis de inadimplência com mais rigor e até criando estratégias para inibir atrasos.

Como a DocuSign pode ajudar?

A DocuSign oferece assinatura eletrônica — o eSignature — e outras soluções que revolucionam a rotina de uma gestão imobiliária. Entenda como ajudamos no crescimento da sua empresa!

Diminuição de burocracias

O eSignature funciona de forma similar à assinatura no papel, mas é feita por meio eletrônico. Essa tecnologia possibilita que tanto os colaboradores da empresa como os clientes possam assinar diferentes documentos a distância — do seu computador de mesa, notebook, tablet ou até mesmo do seu smartphone.

Isso elimina o uso de materiais físicos e um grande número de burocracias, como a necessidade de realizar impressões, xerox, envio de documentos, reconhecimento de firma etc. Como se não bastasse, o eSignature ainda garante validade jurídica aos documentos e aumenta a segurança dos arquivos, assegurando que ninguém copie ou fraude a assinatura.

Tempo no trânsito

Gastos com traslado podem gerar impactos significativos nas finanças da imobiliária, tanto no que diz respeito aos custos financeiros quanto no tempo gasto pelos colaboradores. Em vez de as partes de um contrato terem que se encontrar para realizarem as assinaturas, ou de ser necessário o envio dos papéis, o eSignature permite que tudo seja feito a distância.

Gestão do ciclo de vida dos contratos

O DocuSign CLM auxilia na gestão contratos tanto antes como após a assinatura eletrônica. Além de ser fácil de implementar, essa tecnologia automatiza tarefas manuais, alinha fluxos de trabalho complexos, elimina riscos e erros, entre outros benefícios.

Hoje, a gestão imobiliária está intimamente ligada à eficiência operacional desse tipo de empreendimento. A maior organização dos dados e informações da empresa, a leitura estratégica do mercado e o foco contínuo na otimização de processos e inovação da proposta do negócio, sem dúvida, perfazem ações essenciais para qualquer empresa do ramo.

Então, aproveite os benefícios das soluções da DocuSign e potencialize o desenvolvimento do seu negócio. Entre já em contato com nossos especialistas para conhecer melhor nossos serviços!

 

 

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