Soro antiofídico - O antídoto para um problema de saúde pública

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No final do século XIV, o número de mortos por picadas de cobra na cidade de São Paulo chamou a atenção do jovem pesquisador e médico Vital Brazil. Todo ano, eram cerca de 5 mil vítimas fatais.

O problema de saúde pública já havia sido alvo de interesse do cientista, quando alguns anos antes atendera agricultores da cidade de Botucatu, onde morava, que frequentemente eram picados por animais peçonhentos, especialmente cobras

Naquela época, o único antídoto que existia era o soro contra picadas de naja, que Vital notou não ter eficácia alguma contra o veneno das cobras brasileiras.

Ao conhecer o também médico Adolfo Lutz, Vital Brazil começou a trabalhar no desenvolvimento de soros antiofídicos. Com o progresso das pesquisas, o governo federal fez um acordo de doação da Fazenda Butantan ao médico e pesquisador, onde ele fundaria oficialmente, em 1901, o instituto de mesmo nome.

No Instituto Butantan, Vital encontrou as condições necessárias para desenvolver seu mais importante trabalho: a especificidade dos soros contra o veneno de cobras. Isso porque descobriu em suas pesquisas que, para cada espécie de serpente, era preciso ter um antídoto específico.  Ele criou, ainda, um soro universal para ser utilizado quando a origem da peçonha é desconhecida.

Sempre muito preocupado com a saúde pública, assim que recebeu a patente do soro antiofídico Vital assinou o termo de sua doação para o governo brasileiro, que até hoje produz e distribui gratuitamente o antídoto para a população do país.

Fontes: Instituto Vital Brazil e Canal Futura

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