A difusão da cloud computing já é uma realidade bastante acentuada, especialmente no segmento corporativo. A cada dia que passa, novas soluções, serviços e aplicações surgem com foco na usabilidade dos recursos em nuvem. Nesse cenário, termos como SaaS, PaaS e IaaS se tornam mais comuns na rotina dos negócios e na vida das pessoas, de forma geral.

No entanto, apesar do grande crescimento do mercado de cloud, algumas dúvidas ainda permeiam sobre o tema. A exemplo, muitas pessoas, inclusive profissionais da área de tecnologia, têm dificuldade para diferenciar os modelos de serviços em nuvem, como é o caso do SaaS, PaaS e IaaS.

Sabendo disso, preparamos este post para esclarecer quais as principais distinções desses modelos e ajudar você a entender melhor o funcionamento de cada um deles. Ficou interessado? Continue a leitura e confira o que preparamos!

SaaS

O modelo SaaS (Software as a Service), ou Software como Serviço, como o próprio nome já indica, trata-se de uma forma de obter as funcionalidades de um software como se fosse um serviço comum, acessado via internet.

Na prática, o que acontece aqui é que o software pode ser baixado e utilizado livremente, sem a necessidade de pagamento de licenças. Nesse caso, o usuário paga apenas por sua utilização, conforme os recursos que utiliza, a frequência de uso e a quantidade de pessoas.

Em resumo, não se paga pela ferramenta em si, mas pelo serviço a qual ela está vinculada. Um grande exemplo é uma plataforma de assinatura eletrônica, a qual o usuário paga pelos serviços conforme a sua necessidade, tanto em termos de funcionalidades quanto de quantidade de utilizadores dentro da empresa.

A quantidade de serviços disponibilizados na modalidade SaaS cresce continuamente, especialmente em razão das vantagens que o formato oferece aos seus utilizadores. Como exemplos podemos citar:

  • menor custo de utilização: como dito, não há a necessidade comprar o software ou obter a licença, o que já representa uma boa economia, sobretudo em empresas que demandam inúmeras cópias instaladas em diferentes máquinas;
  • dispensa máquinas para a hospedagem: como o software é hospedado na nuvem, a empresa não precisa dedicar um servidor próprio para mantê-lo;
  • mobilidade: com o software hospedado na nuvem, o acesso se torna muito mais simples e rápido, bastando apenas ter conexão com a Internet. Além disso, essa característica também contribui para a solução possa ser utilizada em diferentes dispositivos;
  • atualizações automáticas: diferentemente do que ocorre com softwares comuns, no modelo SaaS o usuário não precisa se preocupar com atualizações, já que essa tarefa fica sob a responsabilidade do fornecedor da solução.

PaaS

O que se conhece como PaaS (Plataform as a Service), ou Plataforma como Serviço, nada mais é que um ambiente de desenvolvimento e implantação de soluções completo hospedado na nuvem. Aqui, o que existe é um modelo que oferece uma plataforma mais robusta e dinâmica para a utilização de diferentes recursos de tecnologia e que garante maior flexibilidade no manuseio de softwares, especialmente em fase de projeto.

No PaaS, o usuário tem a possibilidade de desenvolver e testar suas próprias aplicações baseadas em diferentes tecnologias e linguagens, além de ter à disposição toda a infraestrutura necessária e adequada a aplicação desenvolvida — o que elimina uma boa parte dos custos. Essa infraestrutura inclui servidores, armazenamento e rede, além de ferramentas de desenvolvimento, serviços de BI e sistemas de gerenciamento de banco de dados.

Dessa forma, todo o suporte será oferecido ao usuário para melhorar o ciclo de vida da ferramenta desenvolvida na plataforma. Isso engloba a implantação, teste, gerenciamento e atualização. Logo, fica claro que é o PaaS é muito útil para empresas que necessitam adaptar soluções prontas ou desenvolver aplicações novas, mas precisam de uma plataforma que integre diferentes tecnologias e linguagens e ainda forneça o poder de processamento necessário para a execução do projeto.

A grande vantagem do PaaS é a redução dos custos, visto que com ele se elimina a necessidade de comprar e gerenciar licenças de software, infraestrutura de hardware ou ferramentas de desenvolvimento e outros recursos. Nesse modelo, todo o gerenciamento das aplicações e serviços desenvolvidos fica a cargo da plataforma de desenvolvimento fornecida pelo provedor de serviços de nuvem.

IaaS

O IaaS (Infrastructure as a Service), ou Infraestrutura como Serviço, funciona de maneira bastante similar aos demais modelos de serviços na nuvem. Nesta modalidade, por sua vez, o que se contrata é a infraestrutura, o aparato físico necessário para o bom funcionamento de um software ou sistema empresarial.

Em relação aos modelos tradicionais, em que as empresas precisam investir em infraestrutura local, hardware e dedicar um espaço físico para alocar todo seu inventário, o modelo IaaS representa uma vantagem significativa. Nele, toda a estrutura necessária para o funcionamento de um serviço ou solução fica sob a responsabilidade do provedor, o que elimina custos consideráveis com a aquisição de equipamentos.

O provedor do serviço de nuvem, por exemplo, permite a contratação de servidores virtuais, além de todos os equipamentos auxiliares necessários para atender a demanda da empresa contratante. Assim, em vez de se investir na compra de servidores locais, roteadores, racks e demais hardwares, contrata-se toda essa infraestrutura, pagando um valor fixo, a depender da quantidade de recursos disponibilizados.

No modelo IaaS o usuário é cobrado de acordo com alguns fatores, como o número de servidores virtuais, performance do hardware, quantidade de dados trafegados, dados armazenados e outros itens.

Nesse ponto, inclusive, destaca-se uma das grandes vantagens do modelo IaaS que é a escalabilidade. Isso significa que sempre que a empresa necessitar de mais ou menos recursos físicos para suportar as suas atividades, poderá alterar o contrato com o provedor de serviços de nuvem e aumenta-los ou diminuí-los, conforme a necessidade. Assim, evita-se gastos com desperdício de potencial ou, em via contrária, problemas com a insuficiência de recursos.

Por fim, como vimos, os modelos SaaS, PaaS e IaaS, embora tenham alguns pontos em comum, tratam-se de modalidades distintas de serviços em nuvem, apresentando aplicações diferenciadas para as empresas. Com a expansão da cloud computing, a tendência é que esses modelos se tornem ainda mais presentes nas empresas, principalmente as menores, em que o uso da tecnologia não só fortalece a qualidade dos processos, mas contribui para a redução dos custos.

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