Os desafios da gestão ESG e o papel da tecnologia

Quando falamos em empresas sustentáveis, não estamos mencionando uma ou outra ação pontual. Falamos de uma preocupação genuína que os negócios devem ter para se adequar à nova realidade que vem do olhar crítico do público consumidor e dos investidores. É natural, hoje, preferir consumir de empresas responsáveis, que monitoram seus impactos.

Nesse sentido, muitos empresários associam o conceito de sustentabilidade às práticas ESG (Environmental, Social e Governance), que têm sido bastante comentadas nos últimos tempos. Porém, apesar de conceitos complementares, eles não são a mesma coisa — entretanto, ambos têm extrema importância para que um negócio se mantenha com uma longevidade sadia e gere interesse do público.

Assim, a sustentabilidade na transformação digital pode ser um dos pilares para que a metodologia ESG exista nas empresas, mas isso vai além. A seguir, trazemos um conteúdo rico sobre o conceito de Environmental, Social e Governance, sua relação com a tecnologia, como está o cenário brasileiro diante das práticas e entre outras questões.

Para trazer informações ainda mais apuradas, entrevistamos Christie Bechara, que é consultora de sustentabilidade aplicada na Fundação Espaço ECO, organização sem fins lucrativos instituída pela BASF. A especialista fez graduação em Direito, especializações em Gestão Sustentável, Políticas Públicas e Projetos Sociais, Inovação e Empreendedorismo. Christie também já atuou na área corporativa de sustentabilidade de diversas empresas e apoiou o desenvolvimento de programas e projetos direcionados ao ESG.

Acompanhe o artigo e entenda mais sobre o assunto:

O conceito de ESG: entenda o significado

ESG é uma sigla formada pelas palavras em inglês Environmental, Social e Governance, ou seja, meio ambiente, social e governança. Na prática, para que uma empresa seja ESG, ela deve ser sustentável em relação aos recursos do meio ambiente, precisa ter ações que promovam o bem-estar social de seus colaboradores e da comunidade em seu entorno, além de ter uma governança ética em seus processos.

“A situação de pandemia deixou algumas temáticas mais latentes, principalmente as de cunho social e governança, induzindo as organizações a atuarem com maior transparência em relação a investimento social privado aplicado e a corresponsabilidade social praticada em momentos críticos. Como aconteceu quando nos deparamos com a carência de produtos e serviços na área de saúde”, diz Christie.

Vale dizer que o conceito de ESG, intimamente ligado à sustentabilidade corporativa, começa a ser desenhado no contexto da Guerra do Vietnã, que trouxe muita impopularidade aos Estados Unidos, visto que boa parte da população se posicionou contra esse combate.

Porém, as práticas de ESG ganharam relevância mundial em 2004, com a iniciativa global Who Cares Wins, criada para apoiar o crescimento de fluxos de capital sustentáveis, influenciando as boas práticas de meio ambiente, social e de governança corporativa. Na prática, a iniciativa foi endossada por 23 instituições financeiras que possibilitaram mais de US$ 6 trilhões em recursos para essas iniciativas.

Depois, com a crise sanitária global iniciada em 2020, vimos que o tema ganhou ainda mais espaço, como pontuou Christie Bechara.

Agora, para você ter mais clareza sobre esses três itens, na sequência, falamos em mais detalhes sobre cada um deles. Acompanhe!

Meio ambiente

Alguns critérios que envolvem o meio ambiente incluem o uso de energia de uma empresa, o tratamento de resíduos, os níveis de poluição gerados, a preservação de recursos naturais e o cuidado com animais. 

Trata-se de um ponto que também pode ser usado ​​na avaliação de quaisquer riscos ambientais que uma empresa possa enfrentar e como ela está gerenciando esses riscos.

Veja este exemplo. As questões relacionadas ao descarte de resíduos perigosos, à gestão de emissões tóxicas e à conformidade com a legislação ambiental do governo são fatores que pesam muito na avaliação de uma companhia. São diversas ações que, juntas, trazem esse impacto positivo, como ações de ecoeficiência (redução de uso de água e energia), eliminar o papel ou tratar os resíduos antes de eliminá-los.

Social

Esse item leva em conta os relacionamentos comerciais da empresa. Quanto aos relacionamentos comerciais, trabalha-se com fornecedores sustentáveis que contam com os mesmos valores que a dita companhia afirma ter? Afinal, de que adianta a empresa adotar medidas se seus fornecedores não o fazem.

Além disso, a companhia doa uma porcentagem de seus lucros para alguma comunidade local ou incentiva os funcionários a realizar trabalhos voluntários com campanhas e conscientização dessa necessidade?

Tem mais um ponto importante aqui: a empresa se preocupa com as condições de trabalho, priorizando a saúde e a segurança de seus funcionários? Quando não existe, isso pode ser refletido, por exemplo, em uma alta taxa de turnover. Quando o colaborador não se sente satisfeito e valorizado, como quando não tem acesso a um programa de capacitação, é bem provável que ele decida trocar de companhia.

Desde a pandemia, “foi interessante constatar que diversas empresas, de outros setores que não especificamente de saúde, reconheceram e praticaram seu papel social ao tomarem a iniciativa de realizar doações e/ou aperfeiçoamento na produção de equipamentos e insumos, como respiradores e álcool em gel, para suprir as necessidades da sociedade, dedicando horas de trabalho em prol do interesse público”, aponta nossa entrevistada. Mas os esforços devem ir além, não se limitar a um momento disruptivo como o observado em 2020.

Governança corporativa

Quanto à governança corporativa, os investidores podem questionar se uma empresa usa métodos contábeis precisos, além de transparentes. Também podem querer saber se os acionistas têm permissão para votar em questões importantes. Ou seja, falamos das boas práticas de compliance.

Eles também podem buscar se certificar de que as empresas evitam conflitos de interesse na escolha dos membros do conselho, não usam contribuições políticas para obter algum tipo de tratamento de forma indevida e, é claro, não participem de práticas ilegais. Ou seja, fazem um trabalho ético acima de tudo. Afinal, não importa quais valores uma empresa tem, mas a ética e a transparência são sempre uma prioridade.

Ajuda demais ter relatórios claros e precisos, mostrar equidade e diversidade no conselho, assim como entre líderes e funcionários. Além disso, é importante fazer uma gestão de risco bem criteriosa.

ESG x Sustentabilidade: as diferenças principais nos conceitos

Muita gente acredita que a prática de ESG e a sustentabilidade são dois conceitos idênticos. Eles não são iguais, entretanto, caminham lado a lado e têm forte sinergia. Isso até porque o conceito de ESG precisa de práticas sustentáveis para existir — é um de seus pilares.

Christie Bechara traz alguns pontos importantes para se ter em mente: “como consultora, recomendo que as organizações trabalhem ESG e sustentabilidade — e é assim que atuamos na Fundação Espaço ECO, com os temas caminhando juntos no modelo de gestão de projetos e soluções aplicadas”.

O motivo é claro: “ocorre que ESG está relacionado a questões pertinentes à estratégia dos tomadores de decisões em alto escalão, ou seja, as lideranças, como conselhos administrativos, diretores, gerentes... Enquanto a sustentabilidade também é estratégia, mas ela pode (e deve!) ser capilarizada pela organização, incluindo até o uso de linguagem mais aderente a toda cadeia de valor”.

Christie também exemplifica: “eu não vejo uma professora em uma classe de Ensino Fundamental pedindo aos alunos para realizarem projetos de ESG. Ou seja, o que diferencia a sustentabilidade de ESG é a realidade de cenário, público e contexto para aplicabilidade”.

Para resumir: enquanto as boas práticas de ESG ficam mais na alta hierarquia, o conceito de sustentabilidade é vivenciado no dia a dia dos funcionários. Práticas sustentáveis de uma empresa, quando bem ensinadas e aplicadas, ultrapassam uma empresa - cada funcionário pode reproduzi-la em seu dia a dia, influenciando amigos e outros profissionais, formando um círculo virtuoso.

Caso queira se aprofundar no assunto da sustentabilidade na gestão corporativa, veja o nosso guia gratuito de gestão sustentável dos negócios.

A importância da prática ESG: para as empresas e para a sociedade

A especialista comenta que, assim como em boas práticas de sustentabilidade, em ESG a relação de ganha-ganha permanece. “Porém, ressalto que, ao exercer a boa governança junto às propostas socioambientais, tanto as empresas como indivíduos são beneficiados pela abordagem ESG”.

Christie aponta que o fato é que ESG, com sua proposição estratégica, perpassa diversas dimensões e atinge múltiplos stakeholders e localidades, causando impactos significativos para as pessoas, sejam estas jurídicas ou físicas. Como exemplificamos no círculo virtuoso da sustentabilidade.

“Em exemplo de ordem prática, quando uma empresa implanta um programa de anticorrupção, a proposta não é apenas para um público (os diretores, por exemplo), mas sim para todas as pessoas que estão envolvidas — direta ou indiretamente —com os negócios da empresa, sejam funcionários, comunidade do entorno, prestadores de serviços, clientes etc.”, comenta a consultora da Fundação Espaço ECO.

Dessa maneira, aderindo a esse tipo de programa, a empresa se torna corresponsável pelo tema e deve estabelecer normas e regras, promover treinamentos e dar bons exemplos. Ou seja, o tema anticorrupção, que é pauta de governança (ESG) da empresa, transpassou a fronteira e atingiu a cadeia de valor e os indivíduos em geral — sem distinguir cargo, função, localidade, gênero, raça, entre outros. “É um tema de importância e relevância para todas as pessoas”, destaca a profissional.

Para as empresas, as práticas ESG colocam a marca à frente de sua concorrência e atraem mais investidores — o que permite ganhar vantagem quando pensamos em inovação e tecnologia. Ao mesmo tempo, o conceito de ESG atinge as pessoas envolvidas pela empresa, fazendo com que ética, transparência, sustentabilidade, entre outros valores, sejam mais aderentes à nossa sociedade.

E quanto à lucratividade das empresas relacionadas ao ESG?

Os números respondem por si. Christie aponta que por vezes a lucratividade não é imediata, mas pode ser perene, o que acaba sendo mais interessante.

“Algumas empresas podem ter produtos ou serviços sustentáveis em seu portfólio e não terem uma gestão sustentável ou ESG. Isso, infelizmente, ainda é muito comum, mas percebo que é uma situação que está mudando”, comenta Bechara. 

Dentre as razões, pode-se citar o público mais exigente e questionador, atento ao que vem consumindo e buscando conhecer o histórico, a rastreabilidade dos produtos e dos serviços, bem como seus impactos na cadeia de valor e no ambiente.

“Vejo que as empresas que não assumirem um posicionamento genuíno sobre o modelo de gestão e produção adotado poderão sofrer consequências a curto e médio prazo por negligenciarem o que seus clientes e demais públicos esperam ou desejam delas. Assim, essa é uma relação casada: pratique sustentabilidade e a lucratividade virá!”, diz a consultora.

Os desafios da gestão ESG: veja quais são eles

Dentre os principais desafios, Christie destaca que os gestores devem ter muita força de vontade, proatividade e envolvimento contínuo. “Ingressar com o tema ESG em uma empresa demanda alinhamento com propósito, valores e visão de futuro. Dito isso, os próximos passos são encontrar meios de realizar, sair do papel e ir para a realidade do negócio, ou seja, a aplicação com efeito cascata”. 

Para tanto, especialistas em ESG dispõem de métodos e ferramentas que auxiliam gestores nesse processo. “Na Fundação Espaço ECO, adotamos uma metodologia própria, denominada de HotSpot Analysis, que identifica por meio de percepções e análises de temas que virão compor a matriz de materialidade ESG e sustentabilidade do negócio”, indica a especialista. 

Com essa ferramenta em mãos, gestores passam a reconhecer as melhores formas de trabalhar e como realizar o desdobramento estratégico, construindo a Agenda ESG da empresa de modo aderente e exequível. Na sequência, é possível aplicar a Régua ESG, que auxilia na mensuração de dados, informações e relatórios técnicos, como análise do ciclo de vida de um produto.

É preciso entender que aplicar a gestão ESG envolve rever os mais diversos processos, fornecedores e até mesmo visão e valores da empresa. É um trabalho que começa nas mais altas hierarquias e vai cascateando a todos os funcionários. Trata-se de uma proposta que vai em frente quando há engajamento dos envolvidos. Assim, muitos treinamentos, palestras e workshops se fazem necessários.

Os investimentos ESG: como sua empresa pode recebê-los

Um investimento ESG diz respeito a priorizar todas as empresas que trazem mais preocupação genuína a questões ambientais, sociais e de governança (ESG) e se baseia no fato de que o desempenho financeiro das organizações é cada vez mais afetado por fatores ambientais e sociais.

Assim, os investimentos ESG impõem certa pressão para que as empresas de capital aberto se preocupem com fatores além do lucro, mas também funcionem setando os investimentos dos acionistas.

De acordo com a Forbes, os diversos fundos ESG, mesmo com menor capitalização de uma forma geral por causa da pandemia, mostraram igual ou maior desempenho, desde 2004, com a ação Who Cares Wins.

Dessa forma, entendemos que o conceito de ESG se torna uma prática necessária às empresas, principalmente às de capital aberto, para seguir recebendo investimentos. Quanto às empresas menores, praticar os valores ESG também é necessário, visto que estamos em um mundo no qual a população em geral está mais conscientizada e atenta quanto a essa questão.

ESG e a tecnologia: entenda essa conexão

A transformação tecnológica e toda a inovação resultante trouxeram processos que permitem às empresas aplicar as técnicas ESG de uma forma ainda mais potente. 

Christie Bechara ressalta que “a tecnologia contribui para o desenvolvimento sustentável, principalmente quando aliada a soluções inovadoras — como na mensuração de dados e informações”. Além disso, a especialista traz alguns exemplos interessantes:

  • com o uso de drones é possível detectar focos de incêndio e queimadas;
  • mecanismos de Inteligência Artificial permitem obter o reconhecimento facial e dados pessoais;
  • também é possível aperfeiçoar os sistemas de segurança para disparar alarmes e evitar acidentes.

Mas podemos ir além. Graças à tecnologia, hoje fazemos a assinatura eletrônica, uma ferramenta para diminuir o consumo de papéis. Muitas empresas deixaram de usar papel quase que em 100% de sua operação, o que gera economia, agilidade e ainda melhor a experiência do cliente. Além disso, quando usamos ferramentas de automação, pode-se gerar relatórios em tempo real, elevando o grau de transparência das relações.

Entretanto, a consultora também destaca que é preciso se atentar às questões de riscos relacionadas à tecnologia e às temáticas de ESG. "Posso citar o exemplo mais atual que envolve tecnologia e governança; em que se faz necessário realizar adequações em sistemas para seguir com o cumprimento legal em concordância com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e mais, considerar investimentos fundamentais para a área de segurança cibernética."

Em resumo, a tecnologia se torna um dos pilares que traz ainda mais facilidade à prática ESG - faz muito sentido entender os métodos que outras empresas têm usado e as possibilidades de mercado para que seu negócio se mantenha em dia.

O Brasil e as práticas de ESG: nosso cenário e melhorias

Quando perguntamos à Christie sobre como ela enxerga o Brasil no cenário ESG, a resposta é certeira: “há ainda muito o que evoluir”. Algumas empresas estão mais conscientes, mas talvez devido a cobranças de públicos e posicionamento setorial. Ao mesmo tempo, a consultora nos mostra que não existe um caminho pronto quando se fala em ESG.

“Vale lembrar que, como toda jornada evolutiva, evoluir em ESG é uma constante e, para tanto, é necessário o envolvimento de todos, afinal, o aprendizado é geral e contínuo e não cabe apenas às empresas a responsabilidade deste sucesso ou insucesso”, explica.

Como sociedade, também podemos ficar de olho nas boas práticas ESG de quem consumimos, certo? É dessa forma que podemos gerar um círculo virtuoso da metodologia.

Christie também pontua que “nem todos os países avançaram em relação às práticas ESG. No continente europeu e norte-americano, talvez seja possível encontrar mais empresas, mas isso também se deve ao tempo em que as legislações e trabalhos de corresponsabilidade iniciaram”.

O ranking ESG das empresas no Brasil

Existem alguns rankings que trazem a situação das empresas brasileiras que mais se preocupam com questões de ESG. O ranking The Best For The World, divulgado pela Forbes, destaca companhias dividindo-as em ações ambientais, de governança e social. Dentre as várias, estão:

  • Natura;
  • Movin;
  • Arueira Ambiental;
  • Editora MOL, entre muitas outras.

Já no ranking de pontuação feito pelo Bank of America, mostrado no site Money Times, aparecem:

  • MRV;
  • Pão de Açúcar;
  • Totvs;
  • Cielo;
  • Bradesco;
  • Santander;

Inclusive, você sabia que a MRV conta com as soluções DocuSign para a sua jornada de compra totalmente digital? A empresa ainda conseguiu reduzir em 43% seu valor de logística e deixou de gerar cerca de 24 toneladas de lixo ao implementar a assinatura eletrônica.

Não importa o tamanho do negócio: ESG é para todos

Outra questão que tende a permear no mundo corporativo é de que apenas grandes empresas conseguem abraçar iniciativas ESG - um pensamento equivocado, pois "ESG é uma temática para todas as organizações — privadas ou públicas, de todos os portes, setores, segmentos e localidades. Afinal, todos os negócios impactam o meio social, ambiental, econômico e devem ter governança. Logo, iniciativas ESG devem surgir de toda parte" - afirma a especialista.

“Ocorre que as grandes empresas privadas são as mais cobradas quanto a esse posicionamento, justamente por terem impactos mais significativos que são evidenciados por diversos stakeholders e por terem a corresponsabilidade de influenciar os elos da cadeia de valor”, explica Christie.

Porém, para os pequenos e microempreendedores pode ser até mais simples pensar em ações e processos que permitam vivenciar a ESG na prática. Isso inclui oferecer maior transparência em relação aos seus processos, investir em tecnologias sustentáveis, sem falar no fato de engajar os funcionários e ajudar, mesmo que de forma tímida, alguma ação social da comunidade.

Lembre-se de que sua empresa está envolvida em um ecossistema — muitas das ações praticadas em seu negócio vão funcionar como espelho para esses colaboradores em seu dia a dia. Assim, se você estimula o constante aprendizado, os colaboradores podem tomar gosto e repassar esse valor.

ESG: muito além do modismo

O fato é que não adianta pensar que ESG é um modismo que logo menos passa, porque isso não tem mais volta. Ou seja, você precisa atualizar seu negócio. A sustentabilidade e os demais conceitos de ESG vieram para provocar mudanças disruptivas na forma de encarar uma empresa.

O que Christie Bechara ressalta é que: “ESG é uma proposição e provocação para muitos. Afinal, diversos tomadores de decisões estratégicas não reconheciam a importância, urgência e emergência de temas de sustentabilidade. Por anos, especialistas alertam sobre estas questões, mas parece que foi preciso o mercado financeiro acionar seu filtro e fazer a triagem para detectar os bons negócios. Com isso, finalmente, vimos que algumas organizações atentaram a essas questões”, ressalta.

Dessa forma, não importa o tamanho da sua empresa: é possível começar com pequenas ações, como mostramos ao longo deste artigo. Seja na adoção de novas tecnologias, no cuidado ao descartar lixo ou no amparo social — ao oferecer treinamentos aos colaboradores ou apoiar uma causa da comunidade mais próxima. Pequenas ações, sim, mas que vão ganhando corpo e importância pouco a pouco, principalmente quando se busca o engajamento de colaboradores.

É preciso lembrar que, para grandes empresas, a missão ESG precisa vir das altas hierarquias para engajar todos, envolvendo a missão e os valores do negócio. Já nas pequenas, as ações podem ter resultados mais rápidos e engajam também — desde que seja um propósito genuíno dos proprietários. Assim, todos os pilares ESG precisam ser fomentados com a necessidade de trazer o melhor aos ecossistemas envolvidos, e não porque é um assunto que ganhou destaque.

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