Muito se fala na transformação digital e no seu impacto tanto nas empresas quanto nos hábitos dos consumidores. De fato, o mundo nunca esteve tão globalizado — uma consequência direta do avanço tecnológico. Todo esse processo também afetou o mercado financeiro — e as fintechs souberam tirar proveito dessa evolução.

Esses tipos de empresas, em sua maioria lideradas por startups, têm revolucionado com serviços e modelos de negócios inovadores, que atraem cada vez mais usuários.

Saiba agora o que são as fintechs e qual tem sido o impacto delas na economia atual!

As fintechs

A palavra “fintech” é resultado da junção de “finanças” e “tecnologia”. Ou seja, são empresas que utilizam recursos tecnológicos de modo intensivo como base para fornecer serviços financeiros inovadores.

Mas não se engane: elas se diferenciam das instituições tradicionais não só pela adoção de novas tecnologias. Afinal, os bancos também utilizam recursos muito avançados para garantir maior segurança às transações.

As fintechs usam recursos digitais para inovar em processos, metodologias, serviços financeiros e na própria infraestrutura do negócio. Com isso, ao interagir com a empresa, o usuário percebe de forma nítida a praticidade, a redução da burocracia — tão comum nesse setor — e os custos mais baixos. Além disso, é possível ter maior controle sobre as operações.

Principais características

De diversos modos, as fintechs se diferenciam das instituições financeiras tradicionais. Confira a seguir 4 das características mais relevantes.

São mais simples e produtivas

Em razão da natureza tecnológica, as fintechs conseguem ser mais produtivas realizando menos investimentos. Por exemplo, quando usam novas ferramentas da computação, essas empresas conseguem otimizar os processos internos. Como esse tipo de negócio é praticamente 100% digital e online, ele não demanda um grande espaço físico, o que reduz consideravelmente os custos.

São mais ágeis

Uma vez que estão no mundo digital, as fintechs conseguem se modificar e se ajustar mais rapidamente. Nesse ponto, diferem muito das instituições financeiras tradicionais que, por terem uma estrutura mais complexa e um grande número de processos, profissionais e departamentos, demoram muito para se adaptar ao mercado.

São mais humanas

A linguagem que os profissionais das fintechs adotam no atendimento ao usuário é uma característica marcante. Essas empresas resolvem problemas financeiros como quem está conversando com um amigo de longa data. Isso se reflete também na interface dos aplicativos e das plataformas, que são intuitivas e descomplicadas.

São mais acessíveis

As soluções apresentadas pelas fintechs dão aos usuários uma autonomia muito maior para gerenciar as finanças. Processos que são muito complicados nos bancos, como pedir empréstimos, emitir segunda via de boletos ou trocar senhas, podem ser feitos por meio de um App, de modo simples e rápido.

A importância das fintechs para o mercado financeiro

Em 2016, uma pesquisa da PwC (PriceWaterhouseCoopers) afirmou que 23% dos CIOs das grandes instituições financeiras encaravam as fintechs como um risco para os negócios dos bancos tradicionais. Esse percentual era de 33% entre os funcionários das startups financeiras.

Essa tendência foi confirmada pelo relatório do Goldman Sachs no qual 33% dos entrevistados disseram que não precisarão mais de contas em bancos tradicionais daqui a 5 anos.

Estudos como esses revelam que o mercado financeiro tem sofrido um grande impacto pelas inovações de startups do setor. Muitos usuários começaram a migrar para as novas plataformas e se tornaram ainda mais exigentes quanto ao tipo e à qualidade dos serviços oferecidos pelas instituições tradicionais.

Em contrapartida, para não ficar para trás, os bancos se veem obrigados a remodelar seus processos e investir na experiência do usuário. E quem sai ganhando é o consumidor

Assim, apesar dessa aparente competição, a tendência é que surjam estratégias de colaboração. Observa-se até mesmo algumas parcerias de startups com grandes bancos. Um exemplo recente foi um projeto ambicioso implementado pelo Itaú, que criou um espaço de coworking chamado Cubo. O objetivo é formar um centro de empreendedorismo tecnológico capaz de reunir investidores, startups e grandes empresas e, com isso, fomentar o desenvolvimento do setor.

Cases de sucesso

São inúmeros os cases de sucesso que provam que as fintechs vieram para ficar. Mas vamos considerar duas das principais startups brasileiras que têm se destacado no cenário internacional: o Nubank e o GuiaBolso. Ambas estão no Fintech100 2017 — Leading Global Fintech Innovators entre as 50 startups financeiras mais inovadoras do mundo!

Nubank — o roxinho do momento

Nubank é uma das fintechs mais conhecidas no Brasil. O seu primeiro produto foi um cartão de crédito internacional MasterCard, apelidado carinhosamente de “roxinho”. Até aí nada inovador.

A reviravolta está na forma como o serviço é oferecido. Primeiro, o cartão não tem anuidade, e não se exigem condições para isso, como realizar pelo menos uma compra no mês ou um tempo de fidelidade. Mas a maior inovação foi o modo como o cliente interage com o serviço. Tudo é feito por meio de um aplicativo, desde a solicitação inicial até a emissão de boletos.

Além disso, o App permite bloquear e desbloquear o cartão, aumentar ou reduzir o limite de crédito, antecipar parcelas, receber notificações de compras, criar um cartão virtual para transações online, entre outras coisas. Sendo assim, são muito raras as vezes em que o usuário vai precisar entrar em contato pelo telefone para resolver algum problema.

Recentemente, a startup criou uma conta digital de pagamentos chamada NuConta. Além de não cobrar nada a mais pelo serviço, o dinheiro aplicado rende. Não há nenhuma agência física e tudo é feito online. Os depósitos podem ser realizados via boleto — emitido pelo próprio App — ou por transferência bancária. Simples assim!

GuiaBolso — dê adeus às planilhas financeiras

O GuiaBolso é um gerenciador de finanças pessoais. O diferencial é a capacidade de obter dados diretamente do seu extrato bancário, de modo automático. Assim, ao passo que você movimenta sua conta, ele faz o preenchimento automático dos seus gastos e receitas.

Para isso, o serviço solicita o número da sua conta-corrente e senha do banco. A troca de dados conta com tecnologias de criptografia e, como o sistema do internet banking exige outras senhas para realizar transações, não há o risco de o aplicativo realizar movimentações na conta.

Com ele, o gerenciamento financeiro fica muito mais simplificado, pois o gerenciador reúne em um único painel de controle (no caso, o aplicativo mobile ou web) todas as contas bancárias do usuário. Além disso, ele categoriza as transações, como moradia, salário, restaurantes etc.

As fintechs vieram para ficar e estão revolucionando o mercado financeiro. Elas simplificam operações complexas e modificam a maneira como os consumidores têm controlado seus gastos e investimentos. Com esse ritmo de inovação, podemos esperar muito mais serviços e produtos inovadores nos próximos anos!

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