Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization: o EBITDA é um dos principais indicadores financeiros para ser avaliado em uma organização. Embora esse referencial não deva ser analisado isoladamente, trata-se de um poderoso indicativo de que a empresa pode (ou não) ser autossustentável no longo prazo. Exatamente por isso, é muito usado por estudiosos do mercado de ações, especialmente por quem investe na compra de ativos mediante análise fundamentalista.

Também chamado de LAJIDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), a grande virtude desse parâmetro é que ele mostra o resultado da empresa apenas em relação às atividades operacionais, desconsiderando depreciações e amortizações, além dos efeitos financeiros — juros de empréstimos ou rendimentos de ações.

Muitas companhias apresentam bons resultados por trabalharem com um alto percentual de alavancagem, com o fortalecimento de caixa por endividamento de curto prazo, por exemplo. Nesse caso, temos um resultado positivo ilusório, que mais cedo ou mais tarde vai refletir a fragilidade financeira do negócio.

Quer conhecer mais sobre esse indicador e aproveitar para aprender a calculá-lo? Então basta acompanhar nosso post de hoje!

O EBITDA

Esse indicador passou a ser o preferido dos analistas de mercado porque praticamente desnuda a empresa, deixando-a apenas com os resultados gerados por força do seu negócio. Isso é interessante porque, muitas vezes, fatores macroeconômicos acabam desfigurando a performance da organização — seja para o bem ou para o mal.

Uma companhia com lucro negativo, mas EBITDA positivo, por exemplo, é possivelmente uma empresa com ótimos resultados. Entretanto, esses números ainda não estão sendo refletidos nos demonstrativos de resultado por alguma questão externa, como grande ônus com pagamento de impostos.

E o mesmo vale para o raciocínio inverso: se uma organização tem lucro positivo, isso não necessariamente quer dizer que sua saúde financeira está excelente. Você pode descobrir que seu EBITDA é negativo, o que indica que seus bons resultados recentes ocorreram por força de fatores fora do seu core business — como a realização da alavancagem ou o alto rendimento de aplicações.

A moral da história que fica aqui é que usar o lucro ou o faturamento é sim importante, mas é preciso ficar atento, uma vez que esses indicadores não são autossuficientes. Assim como qualquer referencial, portanto, eles devem ser avaliados em conjunto com dezenas de outros índices — como é o caso do EBITDA.

As vantagens

O EBITDA traz a vantagem de permitir ao analista avaliar empresas do mesmo segmento de países diferentes ou até mesmo de segmentos diferentes, sempre de forma justa e objetiva. No caso de organizações de países distintos, esse parâmetro é excelente porque ignora questões macroeconômicas de cada nação, como regras de depreciação, taxa de juros e leis tributárias.

Além da utilidade para quem aplica no mercado financeiro, esse índice é essencial para os próprios gestores, que têm nesses números uma oportunidade valiosa de entender como funciona sua estrutura de capital ou até que ponto os fatores externos estão bloqueando o crescimento da organização. Indo além, é possível inclusive usar dados do presente para estimar o futuro, algo não muito comum na contabilidade.

O EBITDA (ou LAJIDA) se popularizou a partir dos anos 1990 por ser muito abrangente e, ao mesmo tempo, muito simples de ser calculado. Ao contrário do que muita gente pode pensar, não é preciso ser contador para chegar a esse referencial, viu? Quer ver como calculá-lo?

O cálculo

Para calcular o EBITDA, basta somar lucro operacional líquido + depreciação + amortização, considerando que o lucro operacional líquido é obtido por meio da fórmula: receita líquida – (despesas operacionais + custo de produtos vendidos + despesas financeiras). A partir daí, imagine que a empresa Y apresenta os seguintes números:

  • receita líquida de 20 mil reais;
  • despesas com vendas de 2 mil reais;
  • despesas gerais de 500 reais;
  • despesas administrativas de 200 reais;
  • amortização de 100 reais;
  • depreciação de 100 reais;
  • custo de produtos vendidos de mil reais;
  • despesas financeiras de 5 mil reais.

Vamos primeiramente calcular as despesas operacionais, que seriam: despesas com vendas + despesas gerais + despesas administrativas – (amortização + depreciação) = 2.000 + 500 + 200 – (100 + 100) = 2,5 mil reais.

Agora vamos ao lucro operacional líquido: receita líquida – (despesas operacionais + custo de produtos vendidos + despesas financeiras) = 20.000 – (2.500 + 1.000 + 5.000) = 11,5 mil reais.

Aí pronto! De posse do lucro operacional líquido, estamos aptos a finalmente calcular o EBITDA. E ele será: lucro operacional líquido + depreciação + amortização = 11.500 + 100 + 100 = 11,7 mil reais.

A eficiência

Como você viu, o LAJIDA serve para medir a eficiência operacional da empresa — o quão rentável o negócio é só com os frutos da sua atividade-fim. O que acontece é que esse resultado só será positivo se a organização possuir uma estrutura de processos enxuta, que estimule a produtividade e que tenha baixo custo. Interessado? Então confira agora mesmo algumas dicas para fazer sua corporação se tornar operacionalmente mais sustentável!

1. Digitalize a tramitação de documentos

Ter papel circulando na companhia é sinônimo de prejuízo silencioso. Isso porque o custo do papel vai muito além do preço da resma em si. São muitos os custos indiretos, como os despendidos com toners, cartuchos, pastas para arquivamentos, custo com energia devido a escaneamentos e impressões, além de salários de funcionários desperdiçados com tarefas administrativas — que poderiam ser evitadas com processos digitais.

2. Adote a assinatura eletrônica

Um passo essencial para transformar sua empresa em uma organização digital é extinguir a assinatura no papel de seus processos diários — dentro do possível, claro. Ultrapassado, esse processo gera perda de tempo e de produtividade, além de aumento de despesas. Já a assinatura eletrônica permite que contratos sejam assinados em minutos, ainda que envolvam dezenas de pessoas. Sua adoção repercute, assim, na eficiência operacional.

3. Substitua as cartas registradas

Nem todo mundo sabe, mas já existem no mercado soluções para envio de e-mails com comprovação de recebimento, o que os equipara juridicamente às cartas registradas! O Email Comprova, por exemplo, armazena e preserva a integridade dos documentos, impossibilitando adulterações. Esse recurso é dotado de elementos técnicos legais e periciáveis, substituindo as cartas registradas e seus altos custos de remessa.

4. Invista em automações

Atualmente, assistentes pessoais virtuais são capazes de agendar compromissos e enviar lembretes automaticamente, ERPs agregam todos os rastros da companhia e sistemas de Big Data conseguem transformar dados brutos em informações gerenciais à empresa. É isso mesmo: a eficiência operacional na era dos negócios digitais passa, necessariamente, pela automação.

Dúvidas sobre EBITDA devidamente sanadas, continue conhecendo mais sobre gestão e análise de indicadores! Descubra agora mesmo como estratégias simples podem aumentar o ROI do seu negócio!

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