Que as mudanças no mercado são frequentes você já está cansado de saber, certo? Mas será que reparou também que a dinâmica parece ter se acentuado nas primeiras décadas do século XXI? Pois uma das maiores transformações desse cenário é vista pelo crescimento da economia compartilhada, uma modalidade de negócios que vem gerando bastante receita ao mesmo tempo em que assusta empreendedores mais conservadores.

Neste post, vamos mostrar como sua empresa também pode se beneficiar da economia colaborativa ao explicar o que esse termo realmente significa e sua real extensão. Também apontaremos as principais vantagens competitivas que a adoção desse modelo pode trazer e como implementá-lo no seu negócio. Confira!

No que consiste a economia colaborativa?

A verdade é que a economia colaborativa não é exatamente novidade. Já faz tempo que se tem notícia de serviços de troca de produtos ou de simples aluguel, em vez da compra. No entanto, graças ao sucesso de iniciativas que usam diretamente a economia compartilhada (como Uber e Airbnb) nos últimos anos é que clientes e empresas têm prestado mais atenção nessa alternativa.

Nessa modalidade de negócio, a importância da venda direta para o cliente final dá lugar à comercialização do uso de produtos ou serviços. Assim, um comprador deixa de adquirir uma bicicleta, por exemplo, para alugá-la apenas aos finais de semana, quando realmente a usa.

Os consumidores optam por soluções compartilhadas não apenas para economizar, mas também por levarem em conta modos mais sustentáveis e socialmente benéficos de consumo. A economia colaborativa envolve, portanto, mais que uma questão meramente econômica, englobando também valores.

Quais as vantagens de abraçar essa alternativa?

Conhecer os princípios da economia compartilhada e entender a lógica desse mercado em constante crescimento é o mínimo que sua empresa precisa fazer para não ficar atrás da concorrência. Mas vale lembrar que o mercado baseado em compartilhamento também traz ganhos diretos para os negócios, como mostraremos a seguir.

Ganho de reputação junto a clientes

Como falamos no início deste post, a economia colaborativa também se apoia em valores como sustentabilidade e responsabilidade social. Ao aderir a essa modalidade de negócio, portanto, sua empresa fortalece o compromisso com essas causas, lançando produtos menos danosos ao meio ambiente, que trazem benefícios reais para a sociedade.

Como exemplo podemos citar justamente as bicicletas compartilhadas, iniciativas de parceria do governo com empresas privadas. Já viu por aí bikes com o logo do Itaú? Patrocinado pelo banco, o serviço ajuda a estimular o uso do transporte alternativo e ecologicamente correto, melhorando o trânsito nas metrópoles e diminuindo a emissão de gases poluentes. Em meio a tudo isso, o peso da marca é positivamente consolidado.

Inserção no mundo digital

O boom de serviços compartilhados se deve, em grande parte, aos avanços tecnológicos e à transformação digital. Graças à popularização da internet e ao uso de smartphones, esse tipo de economia vem encontrando grande penetração entre o público. É, portanto, uma oportunidade para o negócio voltar sua atenção para as mídias digitais e criar soluções que usem a tecnologia como um diferencial estratégico.

Aumento da rede de influência da empresa

A economia colaborativa não diz respeito apenas ao compartilhamento de produtos ou serviços. Na prática, ela também ajuda a integrar diferentes profissionais, sejam eles membros da sua equipe ou até agentes externos. Isso fica claro quando falamos em coworking — uso de espaços compartilhados para o trabalho.

A opção pelo coworking diminui custos com aluguéis e demais gastos de escritório, além de ainda estimular a cooperação orgânica entre os diferentes profissionais que atuam naquele local. Dessa forma, é possível obter insights ou trabalhar em projetos com uma visão multidisciplinar, tornando os resultados mais seguros e com um alcance muito maior. Além disso, cria-se uma rede de pessoas qualificadas que pode ser aproveitada a favor dos objetivos estratégicos da empresa.

Economia de gastos

Ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas os consumidores finais que economizam apostando em colaboração e compartilhamento. Empresas também podem ter reduções significativas de despesa ao explorarem essa cultura — como no caso dos já citados espaços coworking.

Existem diversas outras soluções com esse fim, desde caronas compartilhadas entre os próprios colegas de trabalho, passando pelo uso de transportadores que usam o frete compartilhado até se chegar ao aluguel e à manutenção conjunta de equipamentos. A ideia aqui é, portanto, dividir os custos e maximizar os lucros.

Como inserir sua empresa nessa realidade?

Tudo bem que a economia compartilhada pode trazer uma série de vantagens, mas para usufruir desses benefícios é preciso contar com um bom planejamento estratégico. A seguir, vamos dar algumas dicas de como realizar esse processo de forma eficaz. Acompanhe!

Mantenha o foco no uso

Na economia tradicional, o mais importante para qualquer empresa era vender seu produto, transferindo sua propriedade depois do respectivo pagamento, correto? Já no caso da economia compartilhada, o foco deve estar na experiência do usuário e não na posse desse ou daquele item. Aqui, é mais importante alugar ou emprestar que vender. E o melhor é que isso pode ser bastante lucrativo!

Um bom exemplo vem dos contratos de leasing. Uma empresa de equipamentos para construção, por exemplo, pode alugar seus itens para diversos interessados a preços fixos. Dessa forma, ela mantém a propriedade sobre seus ativos e ainda consegue uma renda mensal fixa.

Aprimore produtos com precisão

Manter o foco na experiência do cliente também permite que a empresa colha informações sobre os produtos oferecidos de maneira rápida e com muita precisão. Pode acreditar: receber os feedbacks de quem aluga ou arrenda suas mercadorias é uma excelente forma de aprimorar o desenvolvimento dos próximos itens.

Usar a economia colaborativa para testar protótipos ou novos modelos de negócio também é uma opção interessante. Afinal, esse tipo de mercado está mais aberto para novidades e os usuários se sentem mais confortáveis em fazer testes sem precisar partir para a aquisição.

Além disso, é possível contar com o uso de crowdfunding para financiar novos projetos. Nesse modelo, a empresa apresenta o tipo de produto que está desenvolvendo para receber doações espontâneas daqueles clientes que desejam que tal projeto se torne realidade — isso, claro, se eles acreditarem no potencial desse novo produto ou serviço.

Estimule uma cultura de colaboração

A economia compartilhada também estimula a constante troca de experiência tanto entre empresa e clientes, entre os próprios membros da equipe interna ou entre parceiros, fornecedores e investidores. Para isso, a empresa precisa criar canais de comunicação e integração entre as partes interessadas, estimulando o envio de opiniões, críticas e sugestões.

Espaços de coworking, uso de webinars para trocar conhecimentos e até mesmo a abertura da empresa para colaboração com outros negócios podem ser estratégias efetivas para uma inserção produtiva no mundo colaborativo.

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