Diante do sucesso dessas empresas nos últimos anos, muitos empreendedores passaram a se perguntar como abrir uma startup e ser bem-sucedido com um negócio moderno e atual.

Exemplos de empreendimentos que deram certo é que não faltam. Quem nunca ouviu histórias ou leu estudos de caso sobre Uber, Netflix, AirBnb e até Facebook? Todas essas empresas nasceram como startups e se tornaram marcas globais respeitadas, admiradas e com faturamentos invejáveis.

Neste post, vamos ajudar você a compreender como abrir uma startup, mostrando quais são os primeiros passos. Com as informações deste conteúdo, ficará muito mais fácil começar com o pé direito e obter bons resultados.

Quer conferir as etapas para ingressar nesse tipo de empreendimento? Então vamos lá!

Ideia inovadora

Ter uma ideia inovadora é o primeiro pré-requisito para começar a pensar em abrir uma startup. Porém, o que é inovador para você pode ser algo comum para outra pessoa, certo?

Neste momento, o mínimo que você deve fazer é pesquisar sobre a ideia e o mercado para conhecer as soluções já existentes. Não se deslumbre! Procure manter os pés no chão, adotando uma postura neutra em relação a sua própria ideia.

Deixe de lado o orgulho e peça opinião de amigos, conhecidos, mentores, colegas, etc. Veja se mais pessoas consideram aquela uma ideia valiosa.

Ah, e um detalhe: muitos empreendedores têm medo de compartilhar seus pensamentos por acharem que alguém roubará suas ideias. É claro que vale a pena ter um pouco de cuidado, mas pedir a opinião de algumas pessoas próximas não vai arruinar o seu negócio — até por que é a execução que realmente faz a diferença.

Validação

Depois de se convencer de que a sua ideia pode ser inovadora, é hora de se certificar de que as pessoas realmente vão gostar da sua solução. É aqui que entra a etapa de validação.

Esse é o momento de encontrar potenciais clientes e verificar se eles têm interesse no seu produto ou serviço. Aqui você ainda não precisa estar com tudo pronto, ok? Pelo contrário: a validação deve ocorrer antes mesmo de ter a solução finalizada.

Para isso, você pode adotar um dos 3 caminhos seguintes:

  1. fazer uma pesquisa;
  2. desenvolver uma versão básica do produto; ou
  3. criar uma página de vendas mesmo sem ter a solução pronta.

A terceira opção pode até parecer estranha, mas lembre-se de que objetivo é entender se as pessoas comprariam. Você pode até mesmo incluir um formulário de compra no qual, ao enviar os dados, o usuário seja informado de que o produto estará disponível em breve (e que ele será avisado em primeira mão).

Planejamento estratégico

O mínimo que uma startup deve ter é um modelo de negócios claro. Esse modelo compõe-se de uma explicação breve que responde a quatro perguntas básicas:

  • quem vende (empresa);
  • quem compra (público);
  • por que compra (qual problema, necessidade ou desejo servirá como motivação para que o consumidor procure o produto ou serviço);
  • como se paga por isso (à vista, parcelado, mensalidade, formas de pagamento, etc.).

Se, além do modelo de negócio, você quiser fazer um trabalho ainda mais completo (aumentando as chances de conquistar investimentos), também pode elaborar um plano de negócio mais detalhado.

Para isso, uma alternativa é utilizar a metodologia BMG-Canvas, que abrange as seguintes questões:

  • proposição de valor: o que a empresa oferecerá de único;
  • segmento de cliente: quem é o cliente final;
  • atividade-chave: qual será o principal produto ou serviço;
  • parceiros estratégicos: quais serão as empresas aliadas;
  • fontes de receita: de onde e como virá o dinheiro;
  • estrutura de custos: quais serão os custos fixos e variáveis;
  • recursos principais: o que será necessário para viabilizar a startup;
  • canais de comunicação e distribuição: como o produto ou serviço chegará até o cliente;
  • relacionamento com o cliente: como a marca se comunicará com o consumidor.

Capital de investimento inicial

Com um modelo de negócio e um planejamento em mãos, você já pode buscar um capital inicial.

No universo das startups é comum que os empreendedores procurem investidores capazes de contribuir com a ideia — e, acredite, eles vão querer saber cada detalhe sobre o negócio antes de sequer cogitar investir.

Alguns exemplos de parceiros que você pode buscar são:

  • investidor-anjo: alguém que somente injeta dinheiro no negócio e compra uma parte dele, buscando colher os lucros no futuro;
  • sócio-investidor: nesse caso, estamos falando especificamente de um sócio que está presente no dia a dia, isto é, alguém que vai tocar o negócio com você. Ele pode contribuir tanto com dinheiro como com a sua expertise de mercado, complementando as necessidades estratégicas da empresa. Por exemplo: se você é um profissional de tecnologia, pode buscar um sócio com perfil de administrador;
  • investidor-mentor: é um empreendedor de sucesso com experiência no mercado. Além de comprar uma parte da companhia, esse investidor estará disposto a servir como guia, dando conselhos, direcionamentos e auxiliando nas tomadas de decisões.

Investimento em tecnologia

Startups são, por natureza, negócios inovadores. Não é à toa que por trás de toda startup de sucesso está o diferencial tecnológico. Você já reparou como essas empresas utilizam a tecnologia com maestria?

Para isso, não basta apenas conhecer o básico e usar recursos que os concorrentes já utilizam. É preciso ir além. Em muitos casos, o grande salto acontece justamente porque a empresa desenvolve a sua própria tecnologia — disponibilizando-a em um aplicativo, software ou plataforma.

E fique tranquilo: você não precisa ser o maior expert no assunto. Contar com parceiros que desenvolvam a parte tecnológica pode ser uma vantagem competitiva, já que essas instituições serão especializadas nesse tipo de trabalho, gerando resultados ainda melhores.

Equipe

Quando o empreendedor se pergunta como abrir uma startup, muitas vezes ele pensa em iniciar sozinho para reduzir custos. Entretanto, é bem provável que você precise pelo menos de uma mãozinha em alguns pontos.

A equipe não precisa necessariamente contar com funcionários fixos. Você pode, por exemplo, contratar freelancers por meio de plataformas como Fiverr, 99freelas e UpWork. Isso reduz bastante os custos, tornando sua startup viável financeiramente.

Se estiver em dúvida sobre o que você deve delegar ou fazer por conta própria, uma dica válida é desenvolver um mapa de competências. Nele, você lista todas as habilidades que o seu negócio precisará para existir. A partir daí, todas as habilidades que você não possuir deverão ser delegadas a alguém que as tenha ou adquiridas rapidamente por você próprio.

Não há dúvidas de que a abertura de uma startup traz inúmeros desafios, até porque a base desse tipo de negócio é a inovação. Portanto, quem deseja trilhar esse caminho precisa estar por dentro das novas tecnologias e planejar seu investimento nelas. Somado a isso, não podem faltar os ingredientes presentes em qualquer empreendedor de sucesso: persistência e determinação.

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