transformação digital é a principal responsável por transformar produtos e processos tradicionais em ferramentas inteligentes. Aliás, a mais comum delas provavelmente está no seu bolso agora mesmo: tem um smartphone aí? Mas também já lidamos com uma série de tecnologias vestíveis, como os smartwatches. Isso sem contar que, graças à Internet das Coisas, nossas casas logo serão smart também.

E tem mais: as ferramentas digitais inteligentes são ainda mais impactantes no mundo corporativo! Afinal, elas possibilitam que tarefas sejam realizadas de forma mais rápida, eficiente e com mecanismos poderosos de controle. Aqui chegamos ao assunto do nosso post de hoje: os smart contracts, exemplos claros desse avanço.

Ao longo dos próximos tópicos, vamos explicar o que são os contratos inteligentes e mostrar que vantagens reais esse recurso traz para sua empresa, aproveitando para expor alguns casos de sucessos que comprovam que os smart contracts são o futuro que sua empresa deve adotar. Curioso? Então confira!

O que são esses tais smart contracts?

Os contratos inteligentes partem do mesmo princípio dos contratos tradicionais, funcionando como a concretização de um acordo entre os envolvidos. Ali são apontadas as responsabilidades, as obrigações e os direitos de cada uma das partes. A principal diferença é que um contrato inteligente é capaz de executar suas cláusulas de forma automática. É isso mesmo: os smart contracts conseguem cumprir a si mesmos.

O conceito está confuso demais? Então vamos fazer uma comparação mais detalhada com o modelo tradicional para não ficar nenhuma dúvida no ar, ok? Continue acompanhando!

Contratos regulares e smart contracts

Você provavelmente conhece um contrato tradicional, certo? Vamos hoje usar um acordo de locação como exemplo. Além de listar as informações do locador e do locatário, como nome completo, profissão e documentos pessoais, esse contrato ainda indica o tempo de duração do aluguel, qual será o índice de reajuste, as penalidades em caso de atrasos no pagamento, entre vários outros fatores. Trata-se, portanto, de um documento legal que serve para basear as ações das partes envolvidas.

É, no entanto, um documento rígido. Sem contar que os controles de pagamento, por exemplo, devem ser feitos por outro meio. Assim, com o valor do aluguel sendo atualizado a cada ano, o contrato precisa receber um anexo para não perder sua pertinência.

Agora imagine se fosse possível criar um contrato que atualizasse de forma automática o reajuste anual, identificando a oscilação do índice escolhido pelas partes e aplicando essa taxa ao valor atual, como combinado. Não seria ótimo se o próprio programa conseguisse identificar esse aumento e atualizar as informações do contrato sem precisar de qualquer intervenção humana direta? Pois essa é exatamente a ideia do smart contract!

Basicamente, a proposta é: conseguir usar informações reais pertinentes ao contrato para torná-lo mais eficiente. No nosso exemplo de contrato de locação imobiliária, o smart contract poderia ser programado para atuar junto com um aplicativo de emissão de boletos, ajustando o valor do documento anualmente e ainda levando em conta a necessidade de cobrança de multas ou juros por atrasos. É isso: os smart contracts são autoexecutáveis.

Qual a origem dos smart contracts?

Antes de prosseguirmos, é importante que você entenda que os contratos inteligentes sobre os quais estamos falando têm grande relevância atual por conta de uma novidade que já impacta a economia do mundo inteiro: o Bitcoin.

Considerada a primeira moeda virtual a atingir relevância econômica, o Bitcoin vem despertando entusiasmo em alguns e muitas dúvidas em outros. E é natural que isso aconteça, uma vez que se trata de uma promessa de moeda livre da intervenção de instituições financeiras e governos, possibilitando que pessoas de todo o mundo consigam negociar entre si sem precisar pagar taxas ou encargos.

O Bitcoin só é possível por trabalhar via blockchain — cadeia de blocos, em tradução direta. Trata-se de uma enorme base de dados que registra toda transação feita com criptomoeda. Compras, vendas, doações ou processos de mineração estão catalogados no blockchain, sempre criptografados. Não podem, assim, ser alterados, mas são dados disponíveis para consulta pública. A ideia é garantir a transparência e a confiabilidade da moeda.

Por essas e outras, o Bitcoin abre a possibilidade do aumento da negociação entre desconhecidos, que, por isso mesmo, precisam ter plena confiança para realizar cada transação. E é justamente aí que entra o contrato inteligente no Bitcoin!

O comprador faz a assinatura eletrônica de um documento que garante que seus Bitcoins só serão transferidos após o recebimento de determinado produto. Supondo que esse produto sue seja um jogo de computador, assim que o download do game é concluído, o smart contract identifica o cumprimento da cláusula e faz a transferência automática de Bitcoins para a carteira do vendedor. Simples e eficiente!

Como um smart contract funciona na prática?

Para quem ainda não está familiarizado com o Bitcoin e todos esses termos relacionados às criptomoedas, que tal tentar entender o funcionamento dos contratos virtuais em um negócio mais popular? Vamos usar o aluguel de veículos como exemplo.

Ir a uma locadora, escolher o carro, assinar uma série de papéis, contratar ou não um seguro, com todos os seus termos e suas cláusulas, dar garantias, definir o número de diárias ou da quilometragem… Tudo isso antes de entrar no carro e dirigir. É uma burocracia e tanto, não concorda? Pois é possível melhorar (e muito) esse processo.

Docusign e a Visa criaram um protótipo a fim de simplificar tudo isso. Nessa proposta, o locador entra no carro escolhido e, pelo próprio painel de controle do veículo, consegue ler e assinar um contrato inteligente. Ali mesmo ele fica sabendo do valor cobrado pela diária ou pelo quilômetro rodado, entende as regras para manutenção, abastecimento e pagamento de pedágios e pode até escolher um serviço de download de músicas para baixar e ouvir na estrada!

O aplicativo embarcado no carro consegue usar informações do GPS para detectar a distância percorrida, usar equipamentos de pagamento automático de pedágios para considerar o valor desse serviço e, ao final do aluguel, ainda fazer a cobrança automaticamente!

Como você pôde ver, o contrato inteligente leva em conta todos os requisitos contidos nele mesmo, calcula o valor de Bitcoins a ser transferido do locador para o locatário, fazendo essa transferência dentro da lógica de blockchain. Tudo isso sem intervenção direta do motorista.

Quais as vantagens dos smart contracts?

Por serem os principais responsáveis por realizar os registros das transações dentro do blockchain, os smart contracts são ferramentas essenciais para o funcionamento de todo o mercado de criptomoedas. Mas eles trazem vantagens que vão além desse universo, como você vai ver a partir de agora!

Rapidez

Feitos por meio de uma programação que já leva em conta diversos fatores, como as regras financeiras e tributárias que incidem sobre determinada transação, os contratos inteligentes são muito rápidos.

Nesse contexto, as partes não precisam fazer consultas jurídica e legal a cada novo acordo, já que os requisitos já foram incluídos na programação inicial. Cabe ao cliente, portanto, apenas ler o contrato eletrônico e assiná-lo! Dessa forma, saem de cena cartórios, impressões em várias vias, envio de papéis via motoboy ou correios, dando lugar a dashboards de uso simples, acionados por pouquíssimos cliques.

Segurança

Os acordos feitos por meio de contratos inteligentes são muito seguros, a começar pelos requisitos legais, como falamos no tópico anterior. Mas os arquivos em si também recebem uma série de recursos antifraude, em especial a criptografia. Assim, os dados só são lidos por quem possui a chave para acessar determinado arquivo, o que pode se restringir a apenas o comprador e vendedor, por exemplo.

Dessa forma, é possível não só garantir a origem e a destinação dos contratos como até identificar quando e por que o documento foi alterado. Com isso, a integridade do arquivo é preservada, o que, por consequência, consolida a lisura do acordo.

Comodidade

O combo segurança e rapidez dá uma comodidade inédita às transações virtuais. Hoje em dia, a maior parte dos negócios digitais feita entre desconhecidos no Brasil se dá via marketplaces — como o Mercado Livre. Esse mediador atua ativamente para garantir que nem quem compra nem quem vende seja lesado. No entanto, esse serviço é prestado com um custo que se traduz nas taxas cobradas pelos próprios marketplaces.

Ao eliminar a necessidade de um intermediador externo, o contrato inteligente dá autonomia às partes diretamente envolvidas. Sem intermediadores, o custo das transações cai consideravelmente, sem que se perca por isso a segurança de vista.

Controle

Como os smart contracts são autoexecutáveis, permitem um nível de controle de processos excelente. Voltando ao exemplo da locação de carros: o locador consegue usar informações coletadas pelo próprio contrato. Conhecendo a distância percorrida pelo veículo enquanto locado, é possível entender o consumo médio de combustível e fazer cálculos de despesas médias, identificando a lucratividade da transação.

Integração

O grande diferencial dos contratos eletrônicos inteligentes é que eles também podem ser usados em ferramentas automatizadas de gestão empresarial. Com isso, você consegue aproveitar os dados dos arquivos para entender melhor o funcionamento da sua empresa, sempre tomando como base informações realmente qualificadas.

Seu negócio pode usar um sistema de Digital Transaction Management (DTM), que coleta e organiza os arquivos de forma inteligente, além de ainda usar essas informações para gerar relatórios ricos para a tomada de decisões. Você consegue, assim, identificar quais clientes geram mais contratos de vendas ou quais compradores têm maior ticket médio, por exemplo.

Os sistemas DTM ainda funcionam baseados na nuvem, o que significa que você pode criar, assinar e enviar documentos de forma segura e rápida por meio de qualquer dispositivo conectado à internet — seja um notebook, um tablet ou um smartphone.

Que setores são diretamente impactados?

Como falamos, os contratos inteligentes ganharam popularidade acompanhando o crescimento das criptomoedas, já que são pontos-chave para o funcionamento correto dessas transações. Mas por mais que a moeda virtual já seja aceita em vários tipos de negócios, como e-commerces, hotéis, restaurantes e até mesmo bancos tradicionais, isso não significa que só quem usa Bitcoins será impactado.

Na prática, o modelo pode ser replicado em diversos outros nichos, agregando todas as vantagens que acabamos de listar no tópico anterior. Para que isso fique claro, vamos a alguns exemplos?

Varejo online

O varejo online está na liderança do uso de contratos inteligentes, sendo sua utilidade evidente em um processo bem simples: a confirmação de recebimento dos produtos, com a respectiva autorização de transferência de valores.

Pense na venda de um tênis feita por um holandês para um brasileiro, por exemplo. Como o frete é demorado e existe a possibilidade de que a entrega nunca se concretize, estabelece-se que a transferência dos valores (seja por meio de moeda virtual ou cartão de crédito tradicional) só será realizada após o comprador receber o calçado na sua casa, em um prazo previamente definido.

Nesse caso, o contrato inteligente pode usar o rastreador dos Correios ou da transportadora envolvida para acompanhar a entrega do produto, que, quando realizada, libera o próprio smart contract a fazer o pagamento ao vendedor.

Mercado imobiliário

Abrimos este post citando o uso hipotético do smart contract em um acordo de aluguel. E não é nada difícil imaginar, nesse contexto, que controlar automaticamente a adimplência de locatários é muito mais prático que conferir o extrato bancário mês a mês, certo? Quando falamos no alto volume de acordos sob a responsabilidade de uma imobiliária, fica evidente que o controle manual não é uma boa opção.

Os contratos inteligentes também podem ser usados para transações de compra e venda de imóveis, bem como funcionar como aliados na administração de condomínios — usados tanto com os próprios condôminos quanto na contratação de fornecedores. Ao contratar uma empresa de reforma predial, por exemplo, eles entram como uma forma de garantir que a terceirizada só receberá a quantia combinada quando certas etapas da obra forem concluídas, garantindo celeridade e confiabilidade na relação.

Meio jurídico

É simplesmente impossível pensarmos em acordos judiciais sem imaginar papéis e mais papéis a serem assinados à caneta, oficializados por autoridades e arquivados em alguma estante de fórum. Mas é claro que o peso da burocracia acaba impactando negativamente a efetividade dos acordos. Afinal, fica difícil averiguar as partes estão de fato cumprindo o combinado se até encontrar a pasta do acordo judicial já é um desafio enorme.

Com contratos inteligentes, as partes podem oficializar os documentos judiciais usando ferramentas de controle autoexecutáveis. Assim, se a empresa fez um acordo com um fornecedor para ser indenizada por um serviço incorretamente prestado e a indenização deve acontecer em 15 parcelas, por exemplo, o próprio contrato pode ser dotado de ferramentas para identificar a regularidade do pagamento. No caso de atrasos, é possível emitir um alerta para os setores responsáveis, por exemplo.

Mercado de seguros

Outro mercado que depende de uma boa gestão de contratos é o das seguradoras. Hoje em dia, as empresas já investem pesado para criar documentos abrangentes, que apontem cada tipo de sinistro a ser coberto, em quais circunstâncias e em quais prazos. Nesse cenário, um sistema de acordos inteligentes ajuda a ganhar velocidade e segurança nos processos internos.

E se o segurado de um veículo só puder renovar seu seguro quando o pagamento do IPVA estiver em dia? Pois o contrato inteligente pode ser programado para só autorizar a renovação quando detectar o pagamento do tributo. No futuro, o smart contract ainda será capaz de entender se o proprietário fez as manutenções programadas pela fabricante e, usando dados de geolocalização, averiguar se um acidente causador de sinistro aconteceu dentro de uma cidade ou um estado coberto pelo seguro.

É possível deixar os contratos mais inteligentes?

Você deve ter notado que, embora já seja uma realidade, o smart contract ainda pode ser considerado como uma tendência a ser observada por gestores de vários setores. Mesmo assim, é importante ressaltar: algumas lições dadas pelo smartphones podem ser usadas para transformar os contratos de rotina da sua empresa em ferramentas mais eficientes de gestão. E é justamente sobre isso que falaremos agora. Acompanhe!

Use informações claras

Antes de mais nada, use informações claras. Mas atenção: isso não deve se traduzir na solicitação excessiva de dados, ok? No modelo inteligente, as partes fornecem apenas aquilo que realmente importa para o acordo, como a identificação da carteira de Bitcoins e informações do produto ou serviço em negociação.

Faça com que os contratos da sua empresa também contenham apenas informações relevantes, como nomes, endereços e documentos essenciais de uma transação. Também seja claro em relação aos dados daquilo que está em pauta. Se for um serviço, por exemplo, especifique cada etapa, seu tempo de duração e os recursos que serão utilizados.

Preveja punições e bonificações

Outra grande vantagem dos contratos eletrônicos é que eles aplicam punições ou bonificações de forma automática. Houve um atraso na entrega? A transferência é bloqueada. Simples assim. E contratos corporativos também podem usar esse tipo de regra, definindo de antemão multas ou bônus aplicáveis a cada situação.

Voltando ao nosso exemplo da prestação de um serviço: imagine que uma etapa atrasa em X dias. Nesse caso, o cliente receberá com um desconto automático de Y%. Já indo no sentido contrário, é possível definir que os adiantamentos de entregas serão bonificados com aditivos.

Conte com dados qualificados

Contratos inteligentes conseguem atuar de maneira automatizada porque trabalham com fontes de dados qualificadas. O aplicativo para locação de carros que citamos, por exemplo, recolhe informações oriundas do próprio veículo graças a ferramentas de Internet das Coisas. Os contratos da sua empresa também precisam ter fontes bem definidas para a análise de dados.

Empresas de TI, por exemplo, trabalham com métricas importantes, como o tempo de recuperação de sistemas, para conseguir quantificar o período em que um sistema ficou fora do ar devido a uma falha. Assim, é possível controlar a flutuação desse índice ao longo do tempo.

Os contratos podem, portanto, associar o pagamento completo ao acompanhamento de determinada métrica que é gerada automaticamente pelo sistema. Dessa forma, o contrato pode ser remunerado de acordo com o tempo de funcionamento normal de um ponto de venda, por exemplo.

Mantenha a gestão intermitente

De certa forma, os smart contracts são fins em si mesmos, pois não apenas oficializam uma relação financeira como monitoram as ações das partes de forma constante, tudo para garantir que o contrato seja cumprido em sua totalidade.

Portanto, contratos tradicionais não podem ser engavetados assim que assinados. Na verdade, eles representam ferramentas de gestão a serem consultadas e utilizadas sempre que necessário. E a melhor maneira de começar a superar esse desafio é mantendo uma boa organização dos arquivos.

Saiba exatamente onde os acordos com cada cliente ou fornecedor estão alocados, tenha protocolos para consulta rápida e, sempre que possível, opte pela digitalização. Afinal, arquivos digitais podem ser facilmente encontrados por ferramentas de busca, bem como armazenados em servidores próprios ou até na nuvem, tornando-se, assim, acessíveis por dispositivos móveis em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora.

Tenha a tecnologia como aliada

Mesmo que nem todos os seus contratos sejam inteligentes, sua gestão precisa ser. Por isso, apostar nas soluções tradicionais, baseadas em papéis, gavetas e estantes, pode ser um enorme desperdício de tempo, recursos e espaço.

Usando um sistema de gestão de documentos, é possível gerenciar os arquivos da empresa por meio de um dashboard simplificado, que não só localiza rapidamente qualquer documento como ainda os separa de acordo com clientes ou fornecedores envolvidos, prazos ou preços.

Garanta a autenticidade dos documentos

Já falamos que, graças a recursos como a criptografia, os documentos inteligentes são considerados autênticos, pois possibilitam a conferência de dados das partes envolvidas, conseguem registrar alterações e são equipados para combater fraudes. E já existem soluções para dar aos contratos corporativos tradicionais todas essas proteções! Um bom exemplo é assinatura eletrônica.

Com essa tecnologia, sua empresa consegue visualizar, assinar e enviar documentos para clientes e fornecedores de maneira prática, usando o dashboard embarcado em computadores ou dispositivos móveis. A assinatura eletrônica ainda pode ser associada a um sistema de gestão documental para agilizar toda a cadeia de processos.

Nesse contexto, uma imobiliária pode fechar um contrato de locação de imóvel e assiná-lo eletronicamente, enviar para o proprietário e o novo inquilino, além de ainda arquivá-lo automaticamente no seu servidor — seja ele interno ou na nuvem. Todo o processo tem segurança jurídica, com a assinatura eletrônica contando com suas próprias ferramentas de proteção — como criptografia, protocolos de acesso e liberação apenas a usuários autorizados.

Por fim, agora que você já conhece o potencial dos smart contracts, chegou a hora de conhecer os benefícios da assinatura eletrônica na prática. Faça agora mesmo o teste gratuito da nossa ferramenta!

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