Seu RH está preparado para a revolução 4.0? Da antiga Administração de Recursos Humanos (ARH), que enxergava as pessoas como recursos, à moderna abordagem de Gestão de Pessoas, que as entende como parceiras, muita coisa mudou.

Há até algumas décadas, o departamento de recursos humanos intervinha de modo mecanicista na gestão da força de trabalho. Em um ambiente de controle centralizado, onde a mão de obra deveria ser apenas fonte de execução de tarefas, restava ao RH a mera escrituração de registros burocráticos. Mas isso ficou para trás.

A concepção atual de que gerir pessoas é responsabilidade de linha e função de staff deu à gerência autonomia na direção dos empregados, ao mesmo tempo em que entregou ao RH um novo papel, de assessoria estratégica.

Essa nova abordagem agrega valor à empresa pelo uso sofisticado do capital intelectual, desafio facilitado quando se faz uso de uma série de tecnologias trazidas pela revolução 4.0. Hoje você vai saber quais são e como utilizá-las! Confira!

Afinal, o que é a revolução 4.0?

Em um mundo em que o lançamento de hoje é o antigo do dia seguinte, a única certeza é que tudo pode mudar no próximo minuto.

Você percebeu o exato momento em que a internet devastou as videolocadoras de seu bairro? E o momento em que fábricas de walkman decretaram falência ou tiveram que mudar de ramo? E o que dizer das gigantes do setor de máquinas de escrever?

O mundo dos negócios está em constante evolução e as atuais tecnologias físicas, digitais e biológicas mostram-se como um caminho sem volta na gestão empresarial. E isso tem impactos fortes na Gestão de Pessoas.

A Revolução 4.0, Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial já é uma realidade inevitável às organizações de todos os portes e segmentos. Trata-se do resultado da incorporação de um oceano de tecnologias como drones, impressoras 3D, computação em nuvem, tramitação de documentos inteiramente digitais e RPA sistemas autônomos (robôs) capazes de tomar decisões e aprimorarem-se permanentemente.

Imagine agora o quanto todas essas ferramentas podem impactar as rotinas dos subsistemas de RH (de auxílio na formulação de políticas de remuneração à redução dos índices de rotatividade)? Vamos entender melhor por que seu núcleo de Gestão de Pessoas precisa levar a Revolução 4.0 para dentro do dia a dia.

Quais os usos práticos das novas tecnologias no RH?

Alguns recursos que podem ser usados na gestão do capital humano para elevar exponencialmente os resultados do negócio seguem abaixo:

Recrutamento e seleção

Os custos de uma má contratação podem chegar a 30% do salário anual do profissional contratado erroneamente. Essa é a conclusão de um estudo feito pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, impulsionado, inclusive, por um anúncio da Zappos, gigante do mercado eletrônico de calçados do país, a qual declarou que, em 2017, havia gasto cerca de US$ 100 milhões com contratações erradas.

No Brasil, considerando o protecionismo de nossa legislação, o percentual apontado acima certamente é ainda mais elevado. Mas e se você pudesse utilizar um software especializado em testes cognitivos para mapear o perfil dos candidatos e diagnosticar, por exemplo, quais os postulantes que possuem melhor capacidade de aprendizado?

Ou que tal fazer uso de análise de dados para cruzar as especificações do cargo com o conjunto de características pessoais/profissionais de cada candidato, garantindo maior precisão no processo e reduzindo drasticamente as repetições de contratações em um mesmo cargo?

Tudo isso já vem sendo feito em muitas empresas, consequência direta da Revolução 4.0. Como muitos desses serviços são contratados via SaaS (Software como Serviço), os custos de implementação são baixos e o retorno sobre o investimento, bastante elevado, o que explica por que até PMEs já começam a utilizar essas ferramentas.

Treinamento & Desenvolvimento (T&D)

Muitas organizações também estão utilizando realidade virtual e aumentada para dar mais exatidão aos programas de treinamento. Na medicina, simulações de intervenções cirúrgicas são realizadas para prover experiência aos jovens profissionais, sem riscos aos pacientes.

Nas fábricas, o gêmeo digital (espécie de protótipo virtual) é o trunfo para que experimentações e testes exaustivos sejam feitos sem que uma unidade de mercadoria seja efetivamente produzida, o que significa aperfeiçoamento profissional sem desperdícios de matéria-prima.

O mesmo raciocínio pode ser empregado no ambiente empresarial para treinamento de líderes em gestão de crises, solução de problemas e até apresentações em público.

Controle de frequência, folha de pagamento e monitoramento da segurança do trabalho

Controle de frequência por reconhecimento facial durante o login no sistema e monitoramento de higiene e segurança do trabalho por drones em canteiros de obra são outras inovações trazidas pela revolução 4.0.

No âmbito da folha de pagamento, ERPs modernos são capazes de integrar dados de múltiplos setores para fazer cálculos de horas extras, gerenciamento de escalas e descontos tributários, gerando contracheques de forma automática, sem a necessidade de intervenção humana.

Análise de desempenho

Você pode ainda utilizar superprocessadores para cruzar montanhas de dados advindos do uso dos sistemas da empresa pelos colaboradores.

Terabytes de informações como produção de cada funcionário, tempo médio de execução das tarefas e índice de retrabalhos podem ser coletados e tabulados por softwares que geram relatórios valiosos, automatizam e tornam mais objetivo o processo de avaliação de desempenho.

Esse procedimento retira essas análises do nebuloso campo da suposição, auxiliando a empresa a reduzir as corriqueiras insatisfações com a subjetividade da avaliação de performance, o que, com certeza, acarreta impactos positivos na motivação de seus colaboradores.

Motivação de equipes

Por falar em motivação, que tal fazer uso de jogos psicológicos, da estética lúdica e do “game thinking” para engajar pessoas, motivar equipes, estimular o aprendizado e solucionar problemas (o chamado gamification)? Essa estratégia vem sendo cada vez mais usada em nossa Revolução 4.0, principalmente para estimular a inovação e a busca pela excelência nos times de TI das empresas.

Eliminação do papel nas rotinas do RH

A tabela de temporalidade de arquivos trabalhistas tem transformado muitas áreas de Gestão de Pessoas em verdadeiros reservatórios de papel.

Alguns arquivos devem ser guardados por 10 anos (PIS/PASEP, folha de pagamento, atestados médicos), 20 anos (Perfil Profissiográfico Previdenciário — PPP) e 30 anos (documentos relativos ao FGTS). POr isso, é importante torná-los digitais para ter um RH eficiente.

Um RH “analógico” desvia seus colaboradores para atuarem em tarefas meramente administrativas, é mais lento na execução de tarefas, mais burocrático e, é claro, muito mais suscetível a erros.

Você pode levar sua empresa à era dos negócios digitais eliminando por completo a tramitação de papel em sua empresa. E o primeiro passo para criar um RH paperless é implementar uma plataforma de assinatura eletrônica, através da qual você pode assinar contratos, declarações, atestados e recibos pela internet. Assim, torna a relação com qualquer terceiro muito mais eficiente.

Em plena era da revolução 4.0, não faz sentido continuar assinando certidões e folhas de frequência à caneta, concorda? A assinatura eletrônica provê mais agilidade ao negócio, melhora a experiência do cliente, facilita o armazenamento em nuvem e reduz custos na empresa (com papel, cartuchos, espaço físico etc.).

Bom, por hoje é isso! Se você tiver interesse em testar a assinatura eletrônica na sua empresa clique aqui e teste grátis por 30 dias.