Quais são as etapas do design thinking e suas principais abordagens? Confira!

Inovar é uma preocupação comum no mundo dos negócios. No dinâmico mercado contemporâneo, a inovação representa um diferencial competitivo. Com ela, processos são otimizados e novas maneiras de trabalhar são desenvolvidas. Diante disso, criar condições favoráveis a uma cultura de inovação é fundamental.

Nesse sentido, conhecer as etapas do design thinking e implementar essa estratégia em sua empresa pode colocá-la à frente da concorrência. Quer saber mais sobre o assunto? Então confira este artigo que preparamos!

O que é design thinking?

Design thinking é uma expressão que se refere ao uso de métodos e técnicas da profissão de designer para estimular e organizar o processo de pensamento crítico, criativo e colaborativo, visando a inovação.

Construídas a partir de diversas perspectivas, as ideias são geradas e difundidas de forma empática, funcional e visual. Essa estratégia visa estimular o desenvolvimento do novo para atender às reais necessidades sem deixar de considerar as condições existentes.

O que o design thinking faz é promover uma visão diferente, que leva a outras opções de produtos, práticas e soluções. Pode ser usado para mudar a metodologia de tomada de decisão, viabilizar um projeto, eliminar um obstáculo, renovar um procedimento etc.

Quais são as diferenças entre as principais abordagens dessa metodologia?

Quando tratamos de abordagens dessa metodologia, estamos falando da maneira como organizamos e implementamos as etapas do design thinking. Basicamente, se trata da escolha de quais passos que podem compor o processo. Essa definição depende de fatores como:

  • objetivos para a aplicação da estratégia: solução de problemas, criação de produtos ou serviços, viabilização de projetos, tomada de decisão, estruturação da rotina operacional etc;
  • características do negócio: ramo, tamanho, público, entre outras particularidades;
  • recursos disponíveis: humanos, tecnológicos e técnicos.

No entanto, indiferentemente da maneira de organizar esse processo, é preciso que a cultura organizacional esteja preparada para se apropriar de uma visão sensível e flexível das possibilidades, a fim de inovar.

Quais são as etapas do design thinking?

O design thinking não é uma metodologia linear. Desse modo, as suas etapas são variáveis. Mas, como guia, podemos explicar os passos a seguir, que se adaptam às mais diversas situações. Veja!

Imersão

A etapa inicial, de imersão, tem como objetivo conhecer e entender a situação — problema, dor etc. A ideia é:

  • mapear os fatores, elementos e recursos disponíveis;
  • estipular os resultados desejados;
  • levantar as informações pertinentes;
  • identificar o que já foi feito;
  • entender as perspectivas.

Com a imersão, deve ser possível perceber o ponto de partida da solução e embasar as demais fases. Para fazer isso, essa etapa deve ser dividida em duas partes:

  • imersão preliminar: mais superficial, nela é delimitado o escopo da situação a partir de dados básicos e pesquisas genéricas sobre o assunto; 
  • imersão profunda: trata-se do detalhamento e aprofundamento das especificidades da problemática.

Análise e planejamento

Se a imersão serve para situar os envolvidos no contexto, a etapa de análise organiza, relaciona e sintetiza os fatores, de maneira a perceber tendências e identificar oportunidades e desafios para o andamento do projeto.

Além disso, nesse momento é elaborado o planejamento das tarefas que compõem o processo. Cada uma deve ser apresentada de forma visual, facilitando seu desenvolvimento e sendo um guia para alcançar os resultados almejados.

Ideação

Essa é a hora de ter ideias, criatividade, apresentar seus insights e sua visão. Em resumo: trata-se de inovar. Para isso, podem ser promovidos brainstorms — técnica na qual os participantes fazem sugestões criando uma tempestade de ideias —, dinâmicas de grupo, atividades lúdicas e situações colaborativas.

As melhores soluções resultam da junção de diversas observações, perspectivas e sugestões, agregadas de forma que as limitações de uma sejam superadas pelas proposições de outra.

Prototipação e validação

A próxima das etapas do design thinking é usada para transformar ideias inovadoras em opções viáveis no contexto técnico, tecnológico, financeiro e social. No design thinking, o primeiro esboço é um protótipo usado para verificar se um conceito pode se tornar algo tangível e se ele atende aos objetivos.

Da mesma forma, a prototipação serve para testar a capacidade de concretização e aderência do que foi criado à realidade. Ela também é fundamental para perceber falhas que só podem ser vistas na prática.

Conforme os ajustes são realizados, a solução fica disponível para ser apresentada a uma amostra do público a quem se destina. Desde clientes até colaboradores, a experiência deles, em caráter avaliativo, validará a proposta.

Implementação

Após os testes, é hora de aplicar a solução encontrada ou disponibilizar o novo produto no mercado. Para que a implementação ocorra, é preciso apresentar o que foi desenvolvido, seus diferenciais e vantagens, a fim de que o público efetivamente use a inovação. Se isso não acontecer, todo o processo do design thinking terá sido mal-executado, pois ele parte da premissa de responder a essa demanda.

Como aplicar o design thinking nas empresas?

Para além das etapas do design thinking, sua implementação no mundo dos negócios envolve criar uma cultura de inovação na empresa. Ou seja, o time precisa ter um perfil criativo e colaborativo, não podendo ficar limitado às visões tradicionais de como fazer algo.

Por outro lado, a gestão deve promover as condições para a promoção da inovação e estar aberta às mudanças. Também necessita desenvolver um ambiente inovador, com abordagens flexíveis nas tarefas cotidianas. Uma maneira de fazer isso é investir em tecnologia para tornar o negócio 100% digital.

Quais são os desafios para a implementação do design thinking?

Para implementar o design thinking, não basta seguir uma sucessão de passos e usar certas técnicas. A metodologia depende de fatores culturais para ser um sucesso. Assim, os principais desafios são:

  • resistência dos envolvidos por medo da mudança ou de um possível mal-estar após sugerir uma ideia;
  • falta de preparo da gestão para receber as propostas, percebendo-as como críticas, ou para dar feedback sobre elas;
  • estrutura organizacional pouco flexível ou mindset fixo, pautado pela compreensão de que, se algo está funcionando, não precisa ser melhorado;
  • propensão a reações negativas a falhas, erros ou resultados que não correspondem ao esperado durante o processo de testagem;
  • falta de empatia para compreender a demanda e suas causas;
  • ambiente competitivo que não estimula a colaboração;
  • carência de visão para investir em soluções sem garantia de resultados.

Mesmo que uma nova ideia possa surgir espontaneamente, o ideal é ter um processo claro. Por meio da sistematização que as etapas do design thinking conferem ao processo de inovar, é possível estimular a criatividade, sem perder o foco nos objetivos, atrelando soluções a possibilidades realistas. Por isso, essa é a estratégia ideal para empresas que têm esse objetivo, desde que as limitações culturais sejam eliminadas.

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