Tente adivinhar quantas empresas foram abertas só no primeiro semestre de 2016. Segundo a Serasa, o número de pequenas e médias empresas criadas nesse período ultrapassa a casa do milhão!

Mas quantas pensaram em elaborar um plano de negócios? É aí que a estatística cai significativamente. E sabemos disso porque, dentro do mesmo espaço de tempo, os pedidos de recuperação judicial praticamente dobraram, o que evidencia a falta de preparo dos empreendedores em dar continuidade ao negócio de uma forma sustentável.

Você também acha que planejar antes de executar é perda de tempo? Então é bom ter em mente que é melhor dedicar alguns dias na preparação de um bom plano de negócios do que ver seu negócio sucumbindo por pura falta de organização.

Está na hora de agir com estratégia e foco no futuro! Acompanhe nosso post e aprenda a elaborar um plano de negócios eficiente!

Análise de mercado

Esse é o primeiro passo para começar a elaborar um bom plano de negócios. Pense bem: você até pode ter uma ideia inovadora, mas se não souber se ela será aceita pelo mercado e valorizada pelos consumidores, é bem possível que acabe perdendo não só tempo como também dinheiro.

A análise de mercado consiste em identificar seu mercado-alvo, procurando saber quem são seus consumidores, concorrentes, fornecedores e potenciais parceiros de negócio.

Durante sua pesquisa, também é recomendado que você busque informações sobre a economia de forma geral, a fim de que tenha um panorama mais preciso e consistente a respeito do setor em que pretende atuar. Aproveite para identificar os entraves que podem surgir durante a implementação do negócio — como limitações legais.

Modelo de negócio

O modelo de negócio diz respeito à geração de valor para seus clientes. Por muito tempo, os empreendedores simplesmente tinham uma ideia, logo a colocavam em prática e aí partiam para a jornada de convencimento das pessoas de que seus produtos e serviços eram realmente bons.

Com a evolução do mercado, porém, essa tática não funciona mais. Atualmente, você precisa entender bem seu mercado, a fim de identificar necessidades que não estão sendo supridas, além das demandas dos consumidores modernos.

Agindo assim, certamente conseguirá criar algo que realmente agregue valor para as pessoas, aumentando as suas chances de se destacar no mercado e conseguir muitos clientes!

Recursos operacionais

Depois de compreender onde exatamente você está pisando, é hora de identificar quais são os recursos necessários para montar seu empreendimento. Ao elaborar um plano de negócios, é preciso pensar na infraestrutura física, incluindo a tecnologia e as ferramentas a serem empregadas.

Mesmo que seu empreendimento seja na área de serviços, você terá sim que providenciar uma infraestrutura mínima para conseguir operar. E é claro que isso custa dinheiro! Além do mais, talvez seja preciso contratar pessoas, o que também vai impactar no seu planejamento financeiro.

Considere sistemas de gestão e assinatura eletrônica para ganhar tempo e segurança no fluxo de informações, bem como ferramentas de automação de marketing, softwares de gestão de documentos, entre outras soluções que possam ajudar a automatizar seus processos e conferir maior eficiência e qualidade a seu negócio.

Marketing e vendas

No plano de negócios, costumamos definir a estratégia de marketing para demonstrar como atingiremos o público-alvo e quais são nossas expectativas de captação de leads, bem como de conversão de clientes por mês.

No plano de marketing, você define detalhadamente quais serão seus produtos ou serviços, como pretende se diferenciar da concorrência, que posicionamento de mercado terá e como fará toda a comunicação com os consumidores. Esse planejamento ajudará a definir o orçamento de marketing, as metas de vendas, os canais de distribuição de produtos e serviços, as ferramentas necessárias e o famoso retorno sobre o investimento.

Plano financeiro

Essa é uma das etapas mais importantes ao elaborar um plano de negócios, momento em que você determina seu investimento inicial e suas expectativas de rentabilizar o negócio ao longo do tempo.

O fato de muitos empreendedores negligenciarem o planejamento financeiro é que justifica tantas empresas encerrando suas atividades ou pedindo recuperação judicial.

Nessa altura do processo, você já definiu os recursos necessários para levar sua empresa adiante, certo? Ao chegar no plano financeiro, portanto, você fará cálculos a fim de determinar o investimento inicial para começar seu negócio, assim como conhecerá sua real necessidade de capital de giro para manter as atividades até que a empresa se torne rentável.

Nessa etapa, você deve fazer a análise do seu ponto de equilíbrio, aquele momento em que as receitas da empresa cobrem todas as despesas, começando a gerar lucro. A partir dessa verificação, você finalmente pode determinar se seu negócio é viável ou não. A análise de viabilidade é essencial para que você não venha a ter problemas financeiros logo no início.

Você pode ter uma ideia ótima e inclusive o dinheiro para colocá-la em prática hoje, por exemplo. Mas se o empreendimento não traz o devido retorno financeiro, você acaba tendo prejuízo ao longo do tempo, seu capital de giro é consumido rapidamente e a solução mais plausível é dissolver o negócio para não comprometer até mesmo suas finanças pessoais.

Plano operacional

Assim como é importante planejar a parte financeira do negócio, é fundamental também reservar um tempo para estruturar a parte operacional do empreendimento, de modo que você consiga avaliar a real capacidade de funcionamento do negócio e obtenção de resultados satisfatórios no mercado.

Para que isso seja possível, o plano operacional deve passar por uma avaliação completa. Nesse sentido, as seguintes perguntas precisam ser respondidas:

  • qual a necessidade de pessoal da empresa?;
  • quais máquinas e equipamentos necessito?;
  • quais as normas preciso cumprir para funcionar?;
  • qual a infraestrutura necessária para uma atuação competitiva?;
  • quais processos fazem parte da rotina do negócio?.

É preciso ter em mente que cada tipo de negócio exige um planejamento operacional diferente, já que cada tipo de atividade exige o atendimento à condições específicas, como atendimento às exigências de órgãos públicos, nível técnico de pessoal, além de outros fatores.

Sendo assim, é preciso que você se adapte à essa realidade, antecipando eventuais necessidades que o empreendimento possa ter no início das suas atividades.

Análise estratégica do negócio

Quem deseja ver o seu negócio prosperar e funcionar de maneira competitiva deve estar ciente de que um elemento em especial faz toda a diferença: análise estratégica do negócio.

No entanto, para que essa análise seja realizada com precisão, é essencial a utilização de ferramentas próprias, como é o caso da “Análise de SWOT”. Esse conceito vem da abreviação das palavras em inglês Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, que em bom português significam Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças.

A função básica dessa ferramenta é avaliar o cenário interno e externo de um empreendimento, com o objetivo de formular táticas capazes de otimizar o desempenho da empresa no mercado.

Como base em cada um dos termos que compõem a sigla SWOT, a empresa avalia seus pontos fortes, suas fragilidades e, com bases neles, estabelece quais oportunidades podem ser criadas ou aproveitadas e considera quais ameaças podem atrapalhar os objetivos do empreendimento.

É esse olhar estratégico que evita surpresas e garante uma atuação mais regular, sobretudo no estágio inicial do negócio — notadamente o mais complicado.

Qualidade e custo-benefício

Seguindo com a elaboração do nosso plano de negócios, é importante mencionar também a importância que a qualidade de um produto/serviço possui para a melhoria da percepção do cliente, assim como o custo-benefício que ele representa.

Cumprida a etapa da de definição do público-alvo e segmentação do mercado, é imprescindível pensar no posicionamento do produto/serviço no imaginário do consumidor, isto é, a percepção positiva que pode representar.

Nesse quesito, dois itens são de suma relevância para melhora a percepção de um produto no mercado: a qualidade e o custo-benefício.

Desse modo, é preciso que você saiba explorar bem esses dois pontos na hora de apresentar seus produtos. Sabendo do nível de exigência dos seu público-alvo e das opções existentes no mercado, é preciso desenvolver campanhas de marketing voltadas para a melhoria da percepção do produto, reforçando a qualidade e custo-benefício envolvidos na aquisição.

A partir disso, certamente as vendas terão um aumento, já que você estará atendendo às expectativas do consumidor em relação a dois importantes pilares para a satisfação.

Sumário executivo

A última parte a ser feita ao elaborar um plano de negócios é o sumário executivo, que se trata de um resumo de todas as informações constantes no documento. Ele deve ser motivador e condensar, em poucas palavras, sua mensagem principal para quem quer que o leia.

Ao apresentar seu plano de negócios para um grupo de investidores, por exemplo, a primeira parte que lerão é justamente seu sumário executivo. Se ele for bom o bastante, o resto da sua proposta será considerada. Caso contrário, seu plano de negócios dificilmente será lido na íntegra.

É por isso que você deve se dedicar a elaborar um sumário executivo impactante, que demonstre em números todo o potencial da sua empresa para gerar negócios lucrativos e sustentáveis.

Existe uma ideia bastante difundida de que o plano de negócios é feito somente na abertura de uma empresa. Mas isso não é verdade! O plano de negócios é um instrumento de gestão dinâmico, que acompanha o empreendimento por toda sua vida.

Assim, ele não só pode como deve ser atualizado sempre que você sinta a necessidade de corrigir os rumos da empresa ou fazer novos investimentos. Você pode, por exemplo, elaborar um plano de negócios para apresentar a potenciais investidores ou ainda para atrair parceiros para o desenvolvimento de certos projetos.

Pense no plano de negócios como um documento que esclarece quem é a empresa, o que ela faz, como gera valor para o mercado e qual o potencial de lucratividade do negócio. Ele pode ser considerado o histórico de vida da sua organização, agregando suas conquistas e expectativas futuras.

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