A ideia de um escritório totalmente livre de papéis ou um “Paperless Office” termo como a ideia ficou conhecida em todo o mundo, é bastante atual e segue sendo o objetivo de muitas empresas. Porém, a ideia não é assim tão recente.

Há mais de três décadas o termo foi cravado como uma previsão para um futuro não muito distante, com base na proeminente e promissora modernização dos computadores pessoais na década de 70. Abaixo, acompanhamos a evolução da tecnologia e da utilização de papéis ao longo dos últimos 50 anos.

Década de 1960

Nesta década, os computadores de uso pessoal passaram a ter um display de vídeo, o que permitia às pessoas lerem textos em suas telas. Um exemplo deste aparelho era o IBM 2260. O escritório do futuro chegou a ser tema de um documentário criado pela BBC, que previa como a tecnologia poderia aumentar a eficiência, mas também reduzir o contato humano.

Década de 1970

Por conta da popularização dos computadores com display de vídeo, o termo “Paperless Office” foi criado, primeiramente, como um slogan publicitário. Em 1975, um artigo publicado na Business Week previa que os papéis seriam considerados redundantes na rotina de trabalho de uma empresa. O artigo dizia que todos os registros seriam eletrônicos até 1990.

Em 1976, a IBM cria a primeira impressora comercial, a IBM 3800, e a Xerox lança a primeira impressora a laser para escritórios. Em 1978 o termo “Paperless Office” foi usado pela primeira vez de forma comercial, pela empresa Micronet Inc.

Décadas de 1980 e 1990

De 1980 até 1985, o uso de papel, ao contrário do que se previa, dobrou, por conta da popularização das impressoras, faxes e fotocopiadoras comerciais. Ao mesmo tempo, porém, com o advento da banda larga no começo da década de 1990, o cloud computing começa a ganhar relevância.

Década de 2000

Com isso, entre 2000 e 2009, o uso de papel caiu 20% nos EUA.  O fenômeno é creditado à nova geração, menos propensa a utilizar documentos impressos e mais interessadas em leituras em telas coloridas. Graças à nova geração mais acostumada às tecnologias digitais e aos dispositivos disponíveis, o “Paperless Office” volta a ser tema de artigo, desta vez no The Economist, em 2008. A década foi marcada também pelo lançamento do primeiro iPhone, um ano antes, em 2007.

Década de 2010

O uso de smartphone no ambiente de trabalho cresce de 37% para 60% em apenas um ano. Uma pesquisa da Adobe indica que 59% das empresas têm interesse em se tornar mais digital. Nesta década, movimentos socioculturais passaram a cobrar com mais afinco uma atitude mais sustentável das empresas que, por sua vez, passaram a investir com mais intensidade nesta área. Com isso, os escritórios livres de papel voltam a ganhar força.

Teste grátis DocYouSign por 30 dias

(Visited 112 times, 1 visits today)

Tags