De onde saiu essa história de blockchain?

Na pequena cidade de Zug, na Suíça, dois fundadores de startups discutiram a criação de um novo Vale do Silício, mas focado numa tecnologia que ainda engatinhava em 2013, quando o “Criptovale” foi proposto. As características fundamentais da novidade eram (e ainda são) nebulosas para muitos, então o primeiro grande desafio dos empreendedores foi explicar aos envolvidos o que era blockchain.

A explanação foi a seguinte: pensem em blockchain como estruturas fundamentadas em criptografia para criação e troca de ativos.  A partir disso, pessoas, entidades, bens e outros ativos físicos e digitais podem ser representados, identificados e negociados num ambiente cuja infraestrutura é neutra, totalmente transparente, sem vínculos políticos ou controle de entidades.

Basicamente, essa é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como um livro-razão, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes, ou seja, sem o intermédio de terceiros.

A explicação funcionou. Hoje, mais de 200 empresas que trabalham com tecnologias baseadas em criptografia estão instaladas nessa pequena região da Suíça e o UBS, maior banco do país, estima que este crescente mercado pode acrescentar até US$ 400 bilhões à economia global até 2027.

O blockchain, então, tem se tornado interesse de diversas indústrias graças a sua capacidade de validar transações digitais, principalmente financeiras. Nos EUA, por exemplo, já é possível assinar um contrato e automaticamente ser debitado a partir da entrada instantânea das informações no banco de dados.

O que isso tem a ver com assinatura eletrônica?

Toda grande mudança que impacte o mercado de forma tão agressiva vem acompanhada de burocracias. A partir da adoção de uma base de dados de blockchain por parte de uma empresa, todos os processos dentro dela que necessite de um acordo entre partes, seja uma pequena ata de reunião ou gigante contrato de crédito, deverão ser firmados de forma digital e inteligente.

Este movimento simplifica não só os trâmites dos documentos, mas também seus registro e gerenciamentos, e funciona como uma chave digital que garante aos responsáveis e aos signatários total integridade e validade dos documentos dentro de uma infraestrutura neutra.

Por isso, mesmo que o campo de contratos digitais, inteligentes e automatizados ainda esteja engatinhando na maior parte do mundo, o blockchain está se tornando um grande catalisador dessa tecnologia dentro do mercado.

Onde a DocuSign entra nesse cenário?

O blockchain está por trás de uma enorme onda de inovações nos últimos anos, mas a DocuSign pegou este bonde desde o início e indo muito além das assinaturas.

Em 2015, menos de dois anos depois do início das atividades em Zug, a DocuSign uniu forças com a Visa para criar um produto utilizando arquitetura blockchain. Juntando a plataforma da DocuSign com o Visa Token Service, desenvolveu-se um app que dá inteligência a carros com base no conceito da Internet das Coisas (IoT). O protótipo tem a capacidade do próprio automóvel contratar seguros, pagar pedágios, estacionamentos, baixar músicas e muito mais.

Três anos depois, somos membros da Enterprise Ethereum Alliance, colaborando com outras líderes do mercado para desenvolver e disponibilizar soluções baseadas em blockchain. Além disso, em junho deste ano, durante o nosso Momentum, anunciamos uma integração com o blockchain Ethereum (fundadora da aliança), que vai permitir que uma transação firmada via DocuSign, por exemplo, seja inscrita diretamente no ‘Ether’, contemplando clientes que querem que seus acordos existam num ambiente neutro, seguro e longe do comando de nenhuma entidade.

Aliás, qualquer pessoa pode visualizar um acordo feito em blockchain e certificar sua integridade comparando-o com o arquivo original assinado com a DocuSign por meio de uma prova. Por motivos de privacidade e segurança, porém, o conteúdo do documento original nunca é colocado em blockchain ou exposto publicamente.

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