Um dos maiores exemplos da transformação digital que temos hoje em dia é o conceito de smart contracts.

Ele permitiu transformar os tradicionais processos para assinatura de contratos em etapas eficientes, práticas e seguras, otimizando a gestão e a emissão desses documentos com fornecedores ou consumidores do seu produto/serviço.

Essa solução ganhou mais destaque com o surgimento da moeda virtual Bitcoin e seu processo de transferência digital que se baseia em uma cadeia de dados que registra todas as transações feitas com as criptomoedas. Como ela permite a negociação entre desconhecidos sem um intermediário, é preciso que os envolvidos confiem no cumprimento dos contratos para realizar as transações.

Assim, os documentos digitais passaram a ganhar mais força, pois permitiam que a transferência fosse feita após o produto entregue, tudo de forma automática e sem riscos.

Para saber mais sobre smart contracts, como implementá-los em seu negócio e as vantagens dessa nova forma de fechar acordos, acompanhe a leitura com a gente!

O que são smart contracts?

É um contrato digital autoexecutável que usa a tecnologia para garantir que os acordos firmados serão efetuados.

Antes da emissão desse documento, as cláusulas e consequências — sejam benefícios ou penalidades — são programadas. Quando as partes fecham o acordo com um clique, as exigências são ativadas automaticamente, facilitando a cobrança e o acompanhamento dos processos.

A validação das regras do contrato é feita por meio de uma tecnologia que acompanha os dados compartilhados de alguma ou de ambas as partes do acordo, conhecida como blockchain. Trata-se de uma base de dados que permite a comunicação direta, criptografada e que oferece mais segurança no processo.

Com as informações atualizadas automaticamente no acordo, as devidas ações são executadas sem o risco de uma alteração ou fraude. Isso porque o documento também é imutável e qualquer modificação, como um erro básico de digitação, obriga o administrador a criar um contrato.

Para ser caracterizado como um smart contract, é preciso seguir três princípios que foram definidos pelo jurista e criptógrafo Nick Szabo. O de observabilidade, que é a capacidade de acompanhar o desempenho do contrato; o de verificabilidade, pelo qual a execução do documento é comprovada; e o de privacidade, garantindo que apenas os responsáveis podem ter acesso à execução dos processos.

Ao usar esse método, a empresa fica livre de instituições intermediárias e tem mais liberdade para gerir o seu negócio da forma que achar mais eficiente e correta com o cliente ou fornecedor. Além disso, sem correr o risco de perder o documento ou ter algum problema burocrático com a cobrança ou adulterações.

Qual o objetivo?

O principal objetivo é automatizar a execução segura de cláusulas e regras dos contratos permitindo o acompanhamento digital dos acordos desde o início, com a geração do documento incluindo automaticamente dados de pagamento após a assinatura eletrônica, por exemplo.

Com os smart contracts, também busca-se permitir ao usuário controlar o vencimento do contrato, gerar lembretes e realizar uma pesquisa usando inteligência artificial dentro do documento ou até mesmo ter uma guia de preenchimento dos campos. Além disso, oferecem uma linguagem diferente do vocabulário jurídico.

Como tudo é feito a partir de uma programação computadorizada, as cláusulas precisam ser claras para o sistema conseguir interpretar e seguir as recomendações. Isso elimina os pontos dúbios e reduz os erros manuais na gestão dos contratos, tornando o novo método mais seguro e confiável que a forma convencional.

Além disso, no método tradicional é preciso validar o documento em um sistema judicial público para ser considerado incontestável, além de necessitar de cópias autenticadas. São obrigações que tornam o processo caro e burocrático, bem diferente do formato inteligente, que não depende de autoridades para ser comprovado e aceito juridicamente.

Como pode ser aplicado?

Existem diferentes tecnologias para uma empresa acompanhar corretamente as suas cláusulas e regras. Contratos de seguro, por exemplo, exigem uma base de informações para conhecer o grau de risco e um sistema de pagamentos integrado para liberar automaticamente a indenização ao receber a informação do sinistro. Existem outras ferramentas que também podem ser aplicadas. São elas:

Inteligência artificial

Toda tecnologia que permite trazer automatização, digitalização e inteligência é bem inserida no mundo dos smart contracts. Por meio da integração com sistemas de IA, é possível apontar o risco associado e até mesmo bloquear a formalização de um contrato, por exemplo.

Formulário guiado

O formulário pode ser utilizado para direcionar as partes envolvidas ao melhor tipo de acordo para aquele caso específico. Isso melhora a apuração das informações e alcança as respostas mais rapidamente, diminuindo o tempo da criação até a assinatura do documento.

Pagamentos eletrônicos

Os pagamentos eletrônicos permitem a cobrança automática ao final da formalização de um contrato ou até mesmo quitar um novo valor automaticamente, caso seja identificado o atraso de um pagamento relacionado ao documento.

Assinatura responsiva

assinatura responsiva, uma facilidade oferecida pelo sistema da DocuSign, permite que o documento seja aberto e assinado em qualquer dispositivo, independentemente do tamanho da tela ou sua formatação original. Isso sem precisar de zoom ou ações complicadas para conseguir visualizar o contrato, agilizando e facilitando a assinatura de qualquer acordo.

Como vimos ao longo do texto, contar com esse processo digital na sua empresa pode acelerar a emissão e cobranças relacionados a um documento. Com o programa conectado à internet, o gestor pode monitorar os dados e realizar ações relevantes aos termos do contrato.

Tudo vai depender do tipo de controle que seu negócio precisa para realizar o acompanhamento das cláusulas e regras cumpridas. É preciso adquirir diferentes tecnologias, como uma base de dados com as informações para regular um contrato, integrações com sistemas terceiros e formalização digital dos contratos.

Com um sistema que une todas os tipos de controle, como o da DocuSign, o empresário fica livre de burocracias para validar um documento físico, reduz os erros na gestão dos contratos e conta com um texto mais fácil de ser lido e interpretado, muito diferente dos habituais e tradicionais escritos por juristas que acabam gerando entendimentos diferentes.

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