Fábricas inteligentes (que produzem em larga escala com componentes recém-saídos de impressoras 3D), procedimentos cirúrgicos a distância, treinamentos elaborados ou conduzidos por robôs (que diagnosticam as necessidades de cada empregado e, com isso, montam conteúdos personalizados): bem-vindo à Indústria 4.0, divisor de águas que vai ditar o futuro do trabalho em todas as partes do planeta.

A hiperconectividade de um mundo globalizado promete uma era de mudanças profundas (na esteira de inovações como robótica, nanotecnologia, genética e biotecnologia), acarretando ansiedades e incertezas sobre o destino das empresas no planeta. Mas essa situação não é nova.

Na Revolução Industrial, o movimento “ludista” (1811) se notabilizou pela revolta dos trabalhadores das tecelagens, que destruíam máquinas como forma de protesto contra a tecnologia que — acreditava-se — retiraria seus empregos. Angústia semelhante, embora pacífica, foi percebida durante os anos 1980 e 1990 com o desenvolvimento da informática.

A história mostra que a tecnologia não extingue trabalho, e sim redesenha o mercado, para aumentar a produtividade com inteligência. O que serão eliminadas são as organizações obsoletas, que insistem em se amarrar a processos manuais. Vamos entender como migrar aos negócios digitais? Continue a leitura!

Quais as principais tendências para o futuro do trabalho?

A “nova ordem corporativa” impõe virtualização das operações, descentralização dos ciclos de produção e personalização das entregas — em sintonia fina com a demanda dos clientes. Essa nova perspectiva significa, de início, uso intenso da análise de dados, coletados a partir de sensores instalados em quase tudo que gera custos na empresa.

E isso não se aplica apenas ao chão da fábrica — com seus milhares de microssensores atrelados às ferramentas autônomas. Nos escritórios, Big Data e Internet das Coisas abrem as portas para análise em tempo real de todas as tarefas realizadas, as quais são corrigidas automaticamente e, em alguns casos, até inteiramente feitas por robôs. Esse contexto se desdobra em muitas adaptações.

Intensa análise de dados para otimização de tarefas

O futuro do trabalho passa, por exemplo, pelo fim da prospecção de vendas “orgânicas”, em que o representante comercial bate de porta em porta ou perde horas com telefonemas para oferecer produtos (não raras vezes desnecessários ao suposto cliente).

No lugar dessa perda de tempo, um trabalho profundo com data mining seria capaz de coletar dados de usuários de serviços parceiros (e de clientes ativos), identificando com precisão quem busca o que você vende e em qual momento sua ação de vendas deve se iniciar.

Na Medicina, diagnósticos primários passam a ser definidos por mineração de dados em softwares de Inteligência Artificial. Redes de algoritmos complexos fazem a segurança cibernética, deslocando equipes de monitoramento de TI para a inovação.

Na educação, a computação quântica identifica o que será ensinado e faz as correções por si mesma, forçando uma transformação radical na estrutura e, principalmente, no conceito de escola. Há ainda um universo de possibilidades de reinvenções em imobiliárias, escritórios jurídicos e contábeis, varejo etc.

Internet das Coisas para controle automatizado de estoque

gestão de compras e estoque na indústria e no varejo passa a ser feita sob demanda quando todos os insumos estão interconectados por chips, vinculados a um sistema de gestão que pode, inclusive, ser integrado aos sistemas do próprio fornecedor.

Esse cenário de interconexão abre espaço também para a formação de pequenos depósitos robotizados, instalados em locais de grande aglomeração urbana (como aeroportos), com drones e veículos autônomos completando a última fase da entrega de produtos adquiridos pela internet alguns minutos antes.

Como você pode perceber, as mudanças da transformação digital impactam também o futuro do trabalho na TI de transportadoras e centros de distribuição. E de forma drástica.

Atendimento por robôs para orientação e assessoramento

O desenvolvimento de novos recursos baseados em redes neurais, com múltiplas camadas de abstração, sinaliza o surgimento de verdadeiros “experts eletrônicos”: robôs com capacidade de aprendizado contínuo, plena autonomia e linguagem muito próxima da humana. Essa evolução leva os chatbots para além dos serviços de telemarketing. Que tal uma consultoria, por exemplo?

Predominância dos modelos de trabalho colaborativos e remotos

Ficar preso em um congestionamento de 2 horas, chegar correndo para registrar o ponto e se submeter ao tédio da jornada inflexível (sob a vigilância de um chefe hostil) é coisa do passado. Com a virtualização das operações, novos paradigmas laborais se desenham, a maioria deles ligados a projetos multidisciplinares colaborativos e atuação remota.

Uma pesquisa feita recentemente pela Universidade de Stanford concluiu que quem trabalha em casa tem aumento de 13% na produtividade. Além disso, o home office faz com que o profissional acabe escolhendo morar em locais com baixo custo de vida, resultando em aumento salarial relativo sem custos para a empresa.

Como as organizações devem se preparar para receber o digital?

Encantou-se com essa nova página na história da TI e do mundo corporativo como um todo? Pois bem, mas para acelerar a condução de sua empresa para o futuro do trabalho é preciso, antes de falar em deep learning e redes neurais, sair da tramitação de documentos em papel e do armazenamento local (softwares/dados in company) em nome do trabalho totalmente em nuvem.

Cloud computing é a base para tudo o que foi citado acima. Sem a hospedagem remota de arquivos, aplicações e até ativos de hardware (em nuvem pública e privada), seria impossível processar montanhas de dados e, com isso, não haveria que se falar em IoT, análise preditiva ou realidade virtual. Assim, se você quer ter uma empresa digital, o passo zero é abandonar definitivamente a caneta e o papel.

Você deve começar esse processo de transição para o que será o futuro do trabalho trazendo uma plataforma de gestão de documentos em nuvem para dentro da dinâmica de sua organização.

Considerando que essas soluções também propiciam assinatura eletrônica, apenas esse gesto fará com que contratos (que antes demoravam semanas para ser finalizados e custavam fortunas para transporte e armazenamento) sejam assinados em minutos, que arquivos sejam localizados rapidamente e, o que é mais importante, que um banco de dados digital seja criado, para servir de base para os aprofundamentos tecnológicos acima descritos.

Como otimizar processos empresariais com a ajuda do digital?

Apenas para citar o passo essencial, uma plataforma de assinatura eletrônica derruba seus custos administrativos (papel, toners, pastas e arquivos físicos) e permite que seus clientes fechem negócios a distância, em poucos minutos e sem necessidade de confirmações notariais.

A nuvem também propicia novos formatos laborais, como a atuação remota já relatada, que, por si só, combina aumento de produtividade e redução de custos com estrutura física (locação de espaço e hardware). Trabalhar totalmente em nuvem também abre as portas para contratação de profissionais renomados de qualquer lugar do mundo.

Por fim, a centralização de todo o conhecimento corporativo em um único formato (o digital) facilita a coleta e o processamento de dados por soluções de Big Data, fato que, inevitavelmente, vai tornar sua empresa mais ágil, inteligente e alinhada com as novas tendências do mercado.

Mas, para ter tudo isso, todo o ciclo documental precisar ser feito digitalmente, incluindo a assinatura, a ser chancelada de forma eletrônica (o que é, inclusive, muito mais seguro).

Está de olho no que será o futuro do trabalho, mas ainda assina contratos como se fazia há 100 anos (com papel e caneta)? Entre em contato conosco e dê o passo inicial em direção a um universo de implementações tecnológicas em sua empresa!