Tão disruptivas quanto foram as máquinas a vapor na 1ª Revolução Industrial (1780), o motor à combustão interna (1870) e a microeletrônica/computação (a partir de 1970) são as novas tecnologias digitais, físicas e biológicas — que já começam a redesenhar o universo empresarial, cada vez mais transbordante de novos termos como ciência de dados, nanotecnologia e outros recursos inimagináveis há até alguns anos. Bem-vindo à Indústria 4.0!

A Indústria 4.0 diz respeito à conexão de todos os equipamentos, sistemas e ativos de uma empresa, no intuito de criar redes inteligentes na sua cadeia de produção. Com isso, as organizações se tornariam autônomas, com fabricação robotizada, correções em tempo real e manutenções autoprogramadas — tudo isso dentro de um ecossistema tecnológico que se retroalimenta de informação, tornando-se cada vez mais inteligente e independente.

Qual é o impacto dessa revolução no mercado? Como tirar proveito dela? Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o assunto!

Indústria 4.0 na prática

No agronegócio, imagine ter pulverizadores e semeadores inteligentes, com dispositivos que enviam informações do solo diretamente a um centro de dados que, por sua vez, monitora eletronicamente a área agrícola e indica, com precisão absoluta, a quantidade de defensivos e sementes que devem ser aplicados em cada hectare.

Nas fábricas, ferramentas inteligentes sabem o torque exato de cada peça na linha de montagem. E o que dizer do gêmeo digital, um modelo virtual do chão da fábrica que possibilita fazer todo o processo de criação e desenvolvimento sem ter que criar um único protótipo real?

Os limites de alcance da Indústria 4.0 ainda não são conhecidos dos seres humanos. Você pode trocar as longas horas de inspeção humana em plataformas petrolíferas por poucos minutos de rastreamento milimétrico feito por robôs — e as mudanças vão ainda mais longe.

Pagamentos podem ser efetivados por meio de tecnologia NFC, e a partir do próprio painel do veículo. Há ainda exemplos na construção civil (com o uso de drones), na medicina (com a realidade aumentada/virtual) e até nos escritórios contábeis (com atualizações, cálculo de tributos e elaboração de extensos balanços por softwares de Big Data).

É evidente que essa transformação digital exige investimento, mas é bom lembrar que as alterações podem ser graduais. Além disso, o impacto dessas modernizações costuma ser imediatamente sentido no lucro líquido da empresa, de imobiliárias a indústrias químicas.

Desafios da Indústria 4.0

Cálculos da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) indicam que, até 2028, 15% das corporações nacionais devem atuar apoiadas nos conceitos da Indústria 4.0.

A razão para esse movimento em massa em direção à digitalização e à robotização é a possibilidade real de aumentar exponencialmente a produtividade com simultânea redução de custos — isso sem falar na economia de despesas pela diminuição de erros e ampliação de qualidade. Por tudo isso, a estimativa da ABDI é que a 4ª Revolução Industrial gere uma economia anual de impressionantes R$ 73 bilhões ao setor produtivo nacional.

Partindo do conhecimento de que em países como Coreia do Sul, Alemanha e Estados Unidos, a era dos negócios digitais (guiada pela computação cognitiva) já está em processo avançado, não seria exagero cravar que as empresas brasileiras tendem a ser lentamente expurgadas do mercado internacional se não adaptarem seus processos.

Nesse cenário, o primeiro desafio das organizações nacionais é, portanto, iniciar o quanto antes os investimentos de migração para o ambiente virtualizado, visando à atualização da infraestrutura de TI e sua integração com o negócio.

Outro desafio é ter uma rede móvel que comporte o imenso volume de dados trafegados. Em regiões mais afastadas dos grandes centros, por exemplo, há dificuldades básicas de acesso à internet. Além disso, o atual 4G é insuficiente para dar conta da demanda de dados que sustenta uma empresa apoiada nos ditames da Indústria 4.0.

Por fim, o treinamento é também uma variável a ser considerada. Profissionais com múltiplas e novas competências (como análise de dados) serão requeridos pelo mercado, mas é preciso também oferecer a esses novos colaboradores capacitação adequada para lidar com o parque tecnológico da sua organização.

Por onde começar

A maioria das empresas brasileiras, infelizmente, ainda usa a TI apenas para melhorar processos — em detrimento à inovação. Com isso, a criação de novos modelos de negócios e o desenvolvimento acelerado ficam comprometidos por força de gestões conservadoras, que têm medo de investir para reinventar seu business no mercado.

Esse ímpeto de transformação é mais do que desejável: é imprescindível, haja vista que sempre há players de vanguarda na concorrência, buscando novos recursos para facilitar processos e criar novos rumos. Em um mercado extremamente competitivo como o que vivemos atualmente, ser pioneiro é virtude fundamental para sobreviver ao darwinismo corporativo — espécie de seleção natural do mercado, que privilegia os adaptáveis e elimina os resistentes.

No entanto, não adianta querer saltar de uma empresa que ainda assina formulários em papel diretamente para outra, com dinâmica abundante de computação cognitiva, automatizações e virtualização de operações. O caminho natural para a chegada à Indústria 4.0 passa pelos seguintes passos:

1. Adoção da computação em nuvem e fim do armazenamento local

Uma empresa que armazena seus dados localmente é estática, lenta e com baixo nível de segurança da informação. O armazenamento em nuvem faz com que sua organização esteja em qualquer lugar: no aeroporto, em casa ou no engarrafamento, sempre na palma da sua mão — já que cloud computing privilegia principalmente a mobilidade (acesso remoto dos dados corporativos via smartphone).

Além de mais velocidade, a nuvem privada reforça a segurança no acesso ao patrimônio informacional da empresa, além de permitir trabalho simultâneo por diversos colaboradores — inclusive em novos modelos laborais, como o home office ou o BYOD.

2. Fim da tramitação de papel

Caixas-arquivo e Inteligência Artificial definitivamente não coexistem no mesmo espaço. Se sua empresa ainda guarda cópias de notas fiscais, contratos e certidões de forma física, tenha certeza de que essa migração para o ambiente virtualizado precisa ocorrer com urgência.

Uma imobiliária que trabalha com contratos em papel perde tempo com remessa de vias para assinatura, autenticações posteriores e arquivamento. Isso sem falar no risco de extravio e no desperdício de tempo de funcionários, que poderiam estar atuando em funções mais estratégicas em vez de amargarem tarefas meramente burocráticas — como arquivar fichas e vias contratuais.

Você pode modernizar essa dinâmica (na direção da Indústria 4.0) levando o tráfego de todos os seus dados para a nuvem. Com isso, torna-se possível assinar tudo eletronicamente, remetendo vias por e-mail e arquivando as informações dos seus clientes de forma rápida e inteligente.

3. Uso de uma plataforma de assinatura eletrônica

Consequência direta dos dois itens anteriores. Se você conseguiu migrar todos os seus negócios para o ambiente virtual, fica muito mais simples abolir a assinatura manuscrita realizada em um papel em nome da chancela eletrônica.

Para isso, você precisa de uma plataforma inteligente, que seja capaz de integrar esse recurso a outros aplicativos, como Salesforce, SAP,  Google Apps e até pacote Office — imagine o quanto você ganharia, em termos de tempo, se pudesse assinar seus contratos diretamente no Word?

4. Adoção de soluções em Big Data

Uma vez que a sua empresa tenha todos os dados centralizados em nuvem, trabalhar com soluções baseadas em Data Mining é questão de tempo. Existem muitos softwares no mercado capazes de coletar, agregar e processar oceanos de dados de múltiplas fontes (ERP, CRM, pastas em nuvem etc.), automatizando o preenchimento de formulários e transformando dados esparsos em informações gerenciais imprescindíveis na tomada de decisões.

O funcionamento pleno dos 4 passos acima são prenúncios do início de implementação de sensores na direção de uma produção totalmente integrada e inteligente, com drones, impressoras 3D, realidade virtual/aumentada, entre outros recursos — marcas notáveis da 4ª Revolução Industrial que estamos vivendo.

A relação íntima entre assinatura eletrônica e Indústria 4.0

Como você já percebeu, a 4ª Revolução Industrial parte do princípio da agregação de todas as etapas de negócio por via digital. Evidentemente, isso significa emitir notas fiscais eletrônicas (NF-e), interpor petições digitalmente, assinar contratos de forma eletrônica e até gerar atestados e laudos sem a necessidade de usar papel e caneta. E isso traz impactos drásticos na dinâmica de suas operações.

Um exemplo prático da relação íntima entre Indústria 4.0 e assinatura eletrônica pode ser dado pela experiência da Souza Cruz, uma das maiores produtoras de cigarros do planeta.

Desde 1918, a Souza Cruz possui um sistema integrado de produção, por meio do qual a empresa acompanha de perto todo o processo de plantio junto aos seus fornecedores. Essa interligação inclui assistência técnica, transporte de mercadorias, planejamento preciso da produção (em relação à demanda) e qualidade da colheita, apenas para citar algumas questões.

Ocorre que toda essa sinergia exigia a assinatura constante de dezenas de contratos de forma física. Por incrível que pareça, estamos falando de inúmeros profissionais que tinham que deixar suas rotinas de lado para se deslocar o tempo todo a pontos distantes do país para fazer vistorias, colher assinaturas de agricultores, retornar ao escritório, validar documentos para, por fim, remeter por meio postal a via dos fumicultores.

A Souza Cruz percebeu que perdia tempo e dinheiro com processos analógicos como esse. O tempo de formalização de contrato, por exemplo, não era menor do que 16 dias — tempo suficiente para desorganizar totalmente a logística da empresa.

Após alguns estudos, compreendeu-se que seria necessário criar um projeto piloto de digitalização total do fluxo de contratos, o qual resultaria na implementação de uma plataforma de assinatura eletrônica e na eliminação do papel nas operações administrativas.

Com o uso dessa assinatura eletrônica, os antigos 16 dias necessários para completar o ciclo de autenticação dos contratos com os agricultores foram reduzidos a apenas 6 dias. A Souza Cruz tornou-se pioneira no uso desse recurso de autenticação no agronegócio. Para 2019, toda sua safra já foi contratada eletronicamente, formando um patrimônio gerido por via computacional de mais de 630 mil arquivos (acima de 1.700.000 páginas).

Com isso, a empresa ganhou muito mais rapidez no fechamento de negócios, melhor gestão de documentos, redução drástica de custos administrativos (que passa por eliminação de impressões, diminuição de compra de cartuchos, redução de custos com tabeliães e transporte), além de aumento da produtividade dos funcionários da área comercial, que não mais precisam se deslocar por razões puramente burocráticas.

Todas essas consequências estão no cerne da Indústria 4.0.

A aula do setor financeiro em matéria de transformação digital

Você sabia que o Brasil tem uma tentativa de fraude a cada 16 segundos? Pois é, pior é adentrar à estatística e perceber que a maior parte dos crimes de falsidade de documentos ocorre pela extrema facilidade de reproduzir assinatura de terceiros.

Bem antes da era do internet banking, eram inúmeros os estelionatários que conseguiam sacar valores e movimentar contas com procurações falsas. Em plena era da Indústria 4.0, você é capaz de imaginar alguém movimentando sua conta com uma declaração sua assinada de próprio punho? Não tem cabimento, certo?

Pois é. A modernização dos mecanismos de autenticação eletrônica ofereceu maior dificuldade aos criminosos ao longo dos anos. Primeiro com as senhas dos cartões, depois com as confirmações por SMS e, atualmente, já existem até mesmo recursos de acesso bancário por reconhecimento facial. Em meio a todas essas transformações, você já percebeu que a assinatura manuscrita foi praticamente abolida das transações bancárias? Por que será?

As instituições financeiras entenderam que uma assinatura à caneta não garante proteção ao cliente de nenhuma forma. Inclusive, os problemas de acumular contratos e declarações em papel são diversos. Começa pela alta possibilidade de falsificação, seguida pelo descontrolado acúmulo de documentos, pelo elevado potencial de extravio, além do aumento dos custos com armazenamento de arquivos. Isso sem falar no risco de danos.

Ora, se você acha inconcebível que um caixa de banco aceite uma declaração sua (de próprio punho), entregue por terceiros para liberação de dinheiro, como pode sentir segurança em assinar contratos, laudos, atestados, recibos e rescisões em sua empresa com uma assinatura à caneta?

A relação entre cultura paperless no ambiente empresarial e segurança da informação

A Indústria 4.0 é a era em que todos os dados, informações e transações são processados de forma digital. E além da produtividade, flexibilidade e redução de custos, essa revolução computacional se desenvolveu por uma necessidade inadiável em ter mais segurança nos negócios firmados. É essa segurança que se faz base da existência da assinatura eletrônica.

Esse modelo de assinatura tem validade assegurada por lei (MP 2.200-2/2001). A assinatura via certificado digital (a mais poderosa das autenticações computacionais), por exemplo, utiliza um conjunto de códigos matemáticos irreproduzíveis para gerar chaves criptográficas únicas para cada documento e autor, tornando a fraude algo próximo do impossível.

Os documentos assinados eletronicamente podem ainda ser armazenados em nuvem privada, de forma que o acesso fique totalmente “fechado” a quem não tiver sua autorização. Diferentemente dos documentos assinados à mão (cuja singularidade da via do documento original significa que, em caso de extravio, perde-se o documento em definitivo), um documento assinado eletronicamente é replicável infinitas vezes.

Quem deseja mergulhar no universo dos negócios digitais deve começar eliminando de vez o papel de sua tramitação diária. A velocidade da informação, a segurança e a mobilidade são princípios basilares dessa 4ª Revolução Industrial e, obviamente, estão presentes na adoção de um ambiente paperless. É por aqui que muitas empresas têm começado seu processo de transição à Indústria 4.0.

assinatura eletrônica fez com que a Caixa Econômica Federal, por exemplo, reduzisse de 8 para apenas 1 dia o prazo para emissão de novos contratos de seguro de vida. Já o Banco Inter derrubou o tempo para contratação de crédito, de 14 para 8 dias, reduzindo de 18% para 8% a taxa de desistência na aquisição desse produto financeiro.

Tudo com maior proteção à identidade e privacidade dos clientes. Como dissemos, adaptar-se à Indústria 4.0 é questão de sobrevivência a um mercado cada vez mais competitivo e que exige inovação e confiabilidade.

Quer começar a partir de hoje o processo de transição de sua empresa — analógica —para outra, mais moderna, ágil e integrada com os novos e-consumidores? Então aprenda agora mesmo como fazer uma assinatura eletrônica e dê o passo fundamental para levar sua organização à era da Indústria 4.0! Ou realize um teste grátis da plataforma da DocuSign que te permite assinar documentos de forma gratuita por 1 mês.