Não há como negar que a área de Recursos Humanos precisou se reinventar nos últimos anos para acompanhar a mutação da própria forma de fazer negócios no mundo digital.

Do “Departamento de Recursos Industriais” (como era chamado no século XIX) à Gestão de Talentos, o RH deixou de lado seu papel mecanicista no processamento de folhas de pagamento e controle de frequência para assumir uma posição estratégica na empresa. O conceito de HRtechs entra exatamente nesse contexto.

Os desafios das empresas de hoje são vastos: competitividade extrema, avanço tecnológico, virtualizações, downsizing, inovação constante. Em uma dinâmica como essa (e acrescidos os altos custos da mão de obra no Brasil), não é absurdo afirmar que uma empresa que contrata mal tem vida curta no mercado.

Outra, que não consegue treinar seus funcionários, muito menos motivá-los, também. Há, portanto, a necessidade de usar os atuais recursos tecnológicos para criar um RH eficiente, criativo e alinhado à estratégia do negócio.

Vamos entender então como as HRtechs vêm preenchendo esse gap de mercado? Continue a leitura até o final!

Por que o RH ganhou contornos gerenciais nos últimos anos?

Você sabia que o Brasil ostenta o título de campeão mundial de rotatividade? Para que você tenha uma ideia, apenas entre 2010 e 2014, as taxas de turnover no país cresceram 82%, mais do que o dobro da média mundial. O problema desse “entra e sai” é que, do outro lado, o custo da contratação de mão de obra nacional também figura entre os maiores do planeta.

Se as empresas contratam muito e o custo com cada contratação é extremamente elevado, uma organização que consiga captar e reter os melhores talentos tende a ter o domínio do mercado. Essa é a conclusão consensual do mundo dos negócios e dos pesquisadores na área de gestão.

E é por isso que a área de RH é cada vez menos operacional e cada vez mais estratégica. Ela está, portanto, no centro do sucesso de qualquer negócio.

O que são HRtechs?

As HRtechs (experts em RH digital) ganharam força nos últimos anos exatamente dentro dessa necessidade de “turbinar” a Gestão de Pessoas com muito mais eficiência, precisão e resultados.

Assim como as fintechs eram startups que se utilizaram de tecnologias como blockchain para abrir novos caminhos no setor financeiro (e as insurtechs levaram análise de dados para personalizar/baratear apólices de seguros), as HRtechs são empresas especializadas em prover excelência em Gestão de Pessoas com base em Big Data, Internet das Coisas e computação cognitiva, apenas para citar alguns exemplos.

RH moderno, como dissemos, não pode ficar restrito ao preenchimento de formulários. Mais próximo do core business, esse núcleo deve estar focado em oferecer soluções sobre:

  • como captar e reter os melhores talentos;
  • como treinar, liderar e motivar colaboradores;
  • como fazer avaliação justa e quais incentivos devem ser implementados para alavancar o cumprimento de metas;
  • como prover consultoria interna a todas as ramificações da organização;
  • entre outros temas correlacionados.

Não dá para fazer tudo isso com base em intuição (como se fazia há até alguns anos), concorda? Então, por que continuar recrutando profissionais em anúncios, se existem ferramentas de mineração de dados capazes de rastrear nas redes sociais o perfil exato dos candidatos dos quais você precisa?

Para que perder semanas com testes presenciais, dinâmicas de grupo e entrevistas, se soluções baseadas em analytics aplicam avaliações eletrônicas diversas, cruzando dados de múltiplas fontes e até mesmo fazendo entrevistas com robôs, assegurando sintonia milimétrica entre os aprovados e a descrição do cargo (alimentada via sistema)?

Por fim, para que perder tantos dias de “vácuo admissional” (da decisão de contratação até o início de exercício do aprovado), se com uma plataforma de assinatura eletrônica você pode colher a assinatura de todos os envolvidos no processo de contratação, garantindo que uma etapa que demorava dias seja concluída em alguns minutos?

Pois bem, bem-vindo à era das HRtechs, fornecedoras e especialistas em soluções como essas.

Qual é a importância de trazer inovação para o RH?

Muitos gestores ainda não compreenderam bem esse inescapável deslocamento de função do RH —  do operacional à gestão estratégica. Mas com a função crucial de potencializar a maior joia que uma empresa pode ter (seus talentos), quem ainda usa a área para controlar papéis (quase como uma assistência administrativa de luxo), acaba inevitavelmente sendo engolido por concorrentes de mais visão.

Pense bem: quanto tempo sua área de RH gasta, por mês, emitindo cartas ofertas para novos funcionários, preenchendo guias de retenção de encargos trabalhistas, controlando cartões de ponto, rodando folhas de pagamento, emitindo contracheques e arquivando declarações entregues pelos funcionários?

Com sistemas automatizados de controle de ponto, emissão inteligente de folha e assinatura eletrônica de arquivos (que elimina a necessidade de tramitação física de documentos, tornando inclusive seu RH mais enxuto), não faz mais sentido fazer controle de pessoal como na 1º Revolução Industrial. É preciso levar sua empresa à Revolução 4.0.

Como as HRtechs estão impactando o setor RH?

As HRtechs vêm trazendo múltiplas soluções à dinâmica corporativa. Imagine um cenário em que seja possível fazer treinamentos com realidade virtual/aumentada, assegurando que seus colaboradores adquiram conhecimento prático mesmo sem nunca terem saído a campo?

Ou, um passo antes, imagine que sistemas chamados “People Analytics” sejam capazes de identificar — mediante testes diversos e avaliações de desempenho em tempo real — quais são os gaps de competência de cada funcionário? Essa seria a base para a criação automática de programas de capacitação personalizados. Nada mal, certo?

Os mesmos sistemas já são utilizados para detectar as inclinações emocionais de cada colaborador, catalogando suas expectativas no intuito de fornecer base para a elaboração de políticas de incentivo que realmente reduzam o turnover nas empresas. Tudo isso já existe e é fruto das HRtechs.

E o que dizer da possibilidade de ter um RH paperless, cujos contratos de terceirização, recibos de horas-extras e formulários de contratação são todos preenchidos e assinados eletronicamente (com recursos de importação e transferência automática de dados repetidos)?

Tudo isso além da seleção por Big Data, recrutamento por mineração de dados etc. Enfim, essa é a era do RH digital. Sua empresa está preparada para todas essas inovações?

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