Computador: de máquinas gigantes para dispositivos que cabem na bolsa

Historia do computador

Com aparelhos que cabem na palma das mãos, é possível armazenar uma infinidade de arquivos, principalmente com a tecnologia de nuvem que temos disponível. Os computadores não ficaram para trás. Com eles, enfrentamos o distanciamento da melhor maneira e não fomos prejudicados no home office. Essas tecnologias são fundamentais em qualquer momento da vida atualmente, mas nem sempre tudo foi fácil assim.

A primeira máquina

Para crianças hoje, é difícil imaginar disquetes e computadores com pouca memória, quiçá o primeiro dos primeiros: o Eniac (Eletronic Numerical Integrator and Computer). Essa máquina foi desenvolvida entre 1943 e 1946, a pedido do exército americano, em um investimento de aproximadamente 6 milhões de dólares. Para monta-lo, eram necessários 180m², 70 mil resistores e 18 mil válvulas, além de 200 mil watts de energia para funcionar.

Memória

Depois de criar uma máquina poderosa, o que mais o ser humano precisaria? De memória. Afinal, parte da formação do indivíduo e de um povo é a história, que sem registro se perderia. Então, com tantos dados para armazenar, o Eniac precisaria de um avanço.

O armazenamento de dados ainda não existia na época do Eniac, para se ter uma ideia e em apenas 10 anos foi lançado pela IBM uma nova máquina, o RAMAC 305, que realizava armazenamentos em disco. Porém, falamos aqui de apenas 5 mb, o que conseguiríamos guardar com isso hoje? Talvez uma foto com péssima qualidade, arquivos .txt e um .doc.

Na época, esses computadores eram usados por empresas grandes e governos, a maioria das pessoas nunca havia visto ou tido contato com eles. A partir daí foram anos e anos de evolução, até que tudo fosse reduzido para uma ideia de que era possível que todos tivessem acesso à essa tecnologia.

O primeiro computador

Na década de 1980, a IBM se mantinha na liderança do setor de computação, enquanto o programador Tim Paterson trabalhava em seu novo projeto, o sistema operacional 86-DOS, na Seattle Computer Products. Ao mesmo tempo que uma empresa desconhecida começava a desenvolver pequenas novas ideias, estamos falando da Microsoft.

Nesse ponto da história, o futuro dos computadores dá um salto, com o lançamento de um empreendimento especulativo da IBM, o Projeto Chess, no qual um jovem Bill Gates, chefe em uma tímida Microsoft fez uma proposta para a empresa: fornecer um sistema operacional.

Com o acordo fechado, Gates contratou Tim Paterson e comprou seu 86-DOS 1.10 por US$75 mil. O sistema operacional passou a ser de propriedade da Microsoft, que licenciou para a IBM o PC-DOS.

Devido a um único acordo, uma progressão de inovações foi desenvolvida em cerca de 11 meses, com o refinamento do sistema e o lançamento de um computador pessoal. Além do importante contrato fechado, a Microsoft incluiu uma cláusula que permitiu a venda do sistema operacional para outras empresas. Isso permitiu que a evolução fosse muito mais veloz e toda a população tivesse acesso mais rápido a máquinas pessoais.

E depois?

Em 1993 também tivemos outra reviravolta com a World Wide Web (WWW), sem contar que paralelamente o celular também caminhava para atender cada vez mais as necessidades dos consumidores. Foram 70 anos desde o Eniac até chegar em dispositivos que cabem na bolsa e podem ser usados na palma da mão com poucos toques do dedo.

Mais possibilidades

Se analisarmos toda essa linha do tempo, percebemos que a história mal começou e tem muito mais pela frente, principalmente, com a previsão de novas tecnologias, redes de internet mais velozes e muito mais armazenamento. Com tudo isso, a inovação não irá parar.

Mas existe um fator chave em tudo isso: os acordos! Sem eles, com certeza, seria difícil a Microsoft ter chegado ao que conhecemos hoje e, assim como ela, existem outras empresas e pessoas que só conseguiram inovar devido a um acordo. Conheça mais sobre essas histórias no livro “A História da Inovação em 50 Acordos”. Faça o download gratuito aqui.

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